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Posse da nova diretoria marca abertura do 57º Conad do ANDES-SN

A nova diretoria do ANDES-SN, eleita no último mês de maio, foi empossada nesta quinta-feira (21), durante a plenária de abertura da 57ª edição do Conselho do ANDES-SN. O evento acontece na Parnaíba (PI) entre os dias 21 e 24, com a presença de 133 participantes (sendo dois convidados), de 46 seções sindicais de várias partes do país.

Num discurso emocionado, a ex-presidente do Sindicato Nacional, Marina Barbosa Pinto, encerrou seu mandato dando posse à Marinalva Oliveira (Sindufap), que presidirá a entidade durante o biênio 2012-2014, tendo ao seu lado como secretário-geral, Márcio Antonio Oliveira (Apesjf), e como tesoureiro, Fausto Camargo Jr (Sindcefet-MG).

Marina lembrou, em sua fala, os principais desafios enfrentados durante a sua gestão como a luta contra a privatização dos Hospitais Universitários, contra o Funpresp e a participação do ANDES-SN em diversas lutas gerais. Ela reforçou ainda a importante presença do Sindicato Nacional na construção e fortalecimento da CSP-Conlutas, como instrumento combativo da classe trabalhadora contra o domínio do capital.

A ex-presidente lembrou também a vitória conquistada ao final de seu mandato com a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que reafirma a legitimidade do ANDES-SN enquanto representante dos docentes das instituições de ensino superior do Brasil. Outro destaque feito por ela foi a greve em curso no setor das Federais, uma das maiores da história do Sindicato Nacional dos últimos anos.

Marina finalizou fazendo um balanço positivo de sua gestão. “Assumimos tomando uma importante decisão comunicada no 55º CONAD: fazer uma inflexão. Inflexão que aponta para a urgente reaproximação com os docentes e toma como foco a luta pelo direito dos professores na disputa por um projeto estratégico de educação pública. Nosso balanço é que acertamos nessa decisão”, encerrou, agradecendo aos seus filhos, aos seus companheiros de gestão, às seções sindicais e aos funcionários do Sindicato Nacional.

Em seu discurso de posse, Marinalva Oliveira reconheceu que a nova diretoria assume em um momento delicado de crise estrutural do capital, com impacto direto na educação pública, que compromete a concepção de universidade defendida pelo ANDES-SN, voltada ao tripé ensino – pesquisa – extensão.

“É diante dessa conjuntura que a greve foi sendo construída, como uma forma de resistência ao modelo de universidade comercial, produtivista e meritocrática e contra a desvalorização do trabalho docente. Assumimos num contexto de greve em grandes estaduais, como a Uerj e a Uern, e numa das maiores greves dos últimos tempos na educação federal”, avaliou.

Para ampliar e unificar os docentes das Particulares, Estaduais, Municipais e Federais na luta pela valorização da profissão e pelo do projeto de Universidade defendido pelo ANDES-SN, Marinalva destacou que um dos objetivos centrais e imediatos da nova diretoria é a realização o 2º Encontro Intersetorial do ANDES-SN ainda em 2012.

“A diretoria que sucedemos, assim como as anteriores, acertaram na política de condução desse sindicato. A última, em especial, conseguiu fazer uma gestão que priorizou o aprofundamento da relação com a base. Pretendemos dar continuidade política sim, mas com novas ações”, destacou.

Marinalva ressaltou que considera importante a continuidade da construção da CSP-Conlutas – importante instrumento de luta da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e estudantil. Para ela, a aglutinação da classe é imprescindível no processo de transformação social, por isso a sua gestão irá também fortalecer a luta conjunta dos servidores federais, ocupando espaços como a Cnesf.

A nova presidente do ANDES-SN encerrou sua fala destacando o processo democrático através do qual sua diretoria foi eleita. “Assumimos dispostos a continuar a articulação do Sindicato Nacional com os trabalhadores e trabalhadoras na perspectiva classista da construção, dia a dia, da luta pelos direitos sociais e da conquista de uma nova sociedade”, finalizou, declarando aberto o 57º Conad.

Greve ganha destaque no primeiro dia de Conad

A greve nas Estaduais e Federais foi tema de uma apresentação durante a plenária de abertura do 57º Conad. Os professores João Pedro Vieira e Maria Luiza Tambellini da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro falaram da greve na Uerj, deflagrada no dia 11 de junho. A mobilização conta com apoio dos estudantes e técnicos.

O professor Alcivan Nunes, da Associação dos Docentes da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Aduern) lembrou que, em 2011, os docentes da Uern realizaram 106 dias de greve. Em 3 de maio deste ano, eles retomaram a paralisação, devido ao não cumprimento do acordo firmado com o governo no ano passado.

O professor Gonzalo Rojas, da Associação dos Professores da Universidade Federal de Campina Grande (Adufcg), fez um relato da paralisação nas Federais e do trabalho desenvolvido pelo Comando Nacional de Greve, em Brasília. Ele foi um dos representantes da seção sindical de Campina Grande no CNG.

Veja aqui o álbum de fotos da plenária de abertura do 57º Conad

Fonte: ANDES-SN

Entidades saúdam os participantes do 57º Conad do ANDES-SN

A mesa de abertura do 57º Conad foi composta por membros das diretorias atual e anterior do ANDES-SN, pelo diretor do campus da Parnaíba da Universidade Federal do Piauí (UFPI), pelo presidente da Adufpi Seção Sindical e representantes da CSP-Conlutas, Anel, Sinasefe, Mosap e pelo presidente do Sindicato dos Pescadores Artesanais da Parnaíba.

O diretor do campus da Parnaíba da UFPI, José Duarte Daluz, e Francisco Alves Rodrigues, do Sindicato dos Pescadores, desejaram êxito nos debates que serão travados durante o encontro.

O presidente do Movimento dos Servidores Aposentados e Pensionista (Mosap), Edison Haubert, falou do papel fundamental do ANDES-SN na luta em defesa da classe trabalhadora. “Viemos aqui expressar o nosso reconhecimento e solicitar o forte engajamento dos professores e das professoras na luta pela aprovação da PEC 555/06, que propõe a extinção da contribuição previdenciária, de forma escalonada, dos aposentados e pensionistas”, disse.

Haubert destacou ainda que o Mosap está engajado na luta do ANDES-SN, pois há uma necessidade urgente de que se recomponha a dignidade dos professores e professoras das universidades brasileiras.

A representante da Assembléia Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Arieli Moreira, disse que o ANDES-SN é um ponto de apoio importante na luta dos estudantes e exemplo de luta e resistência na defesa da educação pública. “Estamos construindo a maior greve do setor da educação dos últimos dez anos. Nós seguimos vocês, professores, e já somos mais de 30 universidades em greve estudantil”, declarou.

A representante do Sinasefe, Eugênia Martins, destacou a importância da parceira de sua entidade com o ANDES-SN e desejou sucesso nos trabalhos que serão desenvolvidos durante o Conad.

O coordenador da CSP-Conlutas, Zé Maria de Almeida, destacou a crise do capital e como os governos tem jogado o ônus desta nas costas dos trabalhadores. Ele ressaltou, porém, que o ANDES-SN contribuiu fortemente para criar um fato novo nessa conjuntura – a maior greve no setor da educação federal.

“Isso nos dá uma condição melhor de enfrentamento do que tínhamos no começo do ano em Manaus, quando foi construído o plano de lutas do ANDES-SN. Não há melhor ambiente do que esse que o ANDES-SN vive agora. Parabéns às professoras e professores”, destacou.

O presidente da Adufpi, professor Mario Ângelo Souza ressaltou a importância de realizar o Conad em Parnaíba (PI). “Espero desde já que o encontro possa reforçar a luta e dar ainda mais ânimo aos professores do Piauí”, disse. Já o 2º vice-presidente da Regional Norte I, Daniel Franco, lembrou a história do povo local. “O ANDES-SN é hoje um exemplo de luta e resistência”, comparou.

Marina registrou ainda a saudação da Auditoria Cidadã da Dívida e do Conselho Federal de Serviço Social (Cfss) aos participantes do 57º Conad.

Fonte: ANDES-SN

Lançada 50ª edição da revista Universidade e Sociedade do ANDES-SN

O número 50 da revista Universidade e Sociedade foi lançado nesta quinta-feira (21), durante a abertura do 57º Conad. Com o título “Direitos se conquistam na luta”, a edição traz importantes reflexões sobre a luta por trabalho, moradia, educação pública de qualidade e outros direitos sociais e humanos.

Marina Barbosa, ex-presidente do ANDES-SN, destacou no lançamento dois importantes artigos que registram fatos marcantes na história recente da classe trabalhadora: “Exemplo de luta e resistência na Universidade Federal de Rondônia (Unir)” e “Pinheirinho, o Estado como agente da barbárie”.

“Essa revista trata da nossa luta e esses artigos em especail tratam de dois grandes enfrentamentos. A greve na Unir, que revelou o movimento que o capital tem dentro da universidade, desmantelando a autonomia e a democracia. Essa luta foi dura, mas vitoriosa, conseguindo até a destituição do reitor. (…) Pinheirinho revelou o quanto nós precisamos contribuir para fortalecer essa luta. A luta por direitos tem um fio condutor que é a luta pelo direito ao trabalho”, disse.

A revista Universidade e Sociedade é uma publicação semestral do Sindicato Nacional e foi distribuída gratuitamente aos participantes do 57º Conad, além de ser enviada a todas as seções sindicais do ANDES-SN. A versão digitalizada da publicação poderá ser lida no site www.andes.org.br.

Plano de Comunicação

Durante a abertura também foi apresentado o caderno “Plano de Comunicação Geral do ANDES-SN”, que compila o plano de comunicação da entidade, aprovado por unanimidade no 30º Congresso do Sindicato Nacional em 2011 e uma análise da pesquisa realizada junto às seções sindicais do ANDES-SN, para conhecer suas estruturas de comunicação.

O levantamento foi realizado em duas etapas: a primeira através de questionário enviado às seções sindicais e a segunda uma consulta à página eletrônica das seções. “O resultado revela um bom grau de profissionalização, que ainda precisa ser aperfeiçoado. É um material importante, para dar seqüência ao trabalho”, registrou Marina.

O material também foi entregue aos participantes e será enviado às Seções Sindicais do ANDES-SN.

Fonte: Andes-SN

Entidades da educação em greve lançam manifesto conjunto

As entidades do setor da educação federal em greve (ANDES-SN, Sinasefe e Fasubra) lançaram na tarde desta quarta-feira (20), na Câmara dos Deputados, o “Manifesto à População” (pode ser lido aqui), em que explicam as razões da atual greve nas instituições federais. Diante de avaliações sobre o significado histórico da convergência entre os trabalhadores na educação federal e estudantes, durante o ato foi constituída uma coordenação nacional entre os Comandos de Greve da Educação e firmado compromisso de articular uma agenda comum de atividades, já definindo que na próxima quinta-feira (28), as entidades realizarão ato em frente aos prédios do Banco Central nas capitais, para denunciar a política do governo, que menospreza investimentos em políticas públicas, como educação, para priorizar o pagamento de juros.

“A metade do orçamento federal é usada para o pagamento juros, enquanto isso, faltam recursos para manter, com qualidade, os hospitais e a educação pública”, denunciou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch. Os deputados Paulo Rubem Santiago (PDT/PE) e Érica Kokay (PT/DF) participaram do ato e defenderam que o governo priorize, efetivamente, as políticas públicas.

“Enquanto o governo não deixar de destinar metade do orçamento para o pagamento de juros, faltarão recursos para a área social”, afirmou Paulo Rubem.

No “Manifesto à População”, que foi traduzido para inglês,espanhol e francês e também está sendo distribuído na Rio +20, os técnico-administrativos e docentes das instituições federais de ensino denunciam que a realidade é muito diferente da propaganda oficial, pois a cada começo de ano fica mais evidente a precariedade de várias instituições, principalmente naquelas em que ocorreu a expansão via Reuni.

“Faltam salas de aula, laboratórios, restaurantes estudantis, bibliotecas, banheiros, saneamento básico e em alguns lugares até papel higiênico. Ninguém deveria ser submetido a trabalhar, ensinar e aprender num ambiente assim”, denuncia o manifesto.

Para o ANDES-SN e demais entidades que assinam o documento, não faltam recursos e, sim, vontade política dos governantes. “A verdadeira crise brasileira não é a crise financeira, mas sim ausência de políticas públicas que atendam as necessidades da população”. O texto diz, ainda, que destinar recursos públicos para o setor empresarial financeirizado, como o governo tem feito, causa impactos cada vez mais negativos nos serviços públicos.

Ao final do Manifesto, as entidades conclamam a população para ir às ruas e fazer de 2012 um marco na história da educação brasileira.

Fonte: ANDES-SN

Começa nesta quinta-feira (21) o 57º Conad do ANDES-SN

Professores de todo o país participam do encontro, que dará posse à nova diretoria do Sindicato Nacional

Começa nesta quinta-feira (21), na cidade de Parnaíba (PI) a 57ª edição do Conselho do ANDES-SN (Conad). O evento acontece até o dia 24 e deve reunir cerca de 250 docentes, entre delegados e observadores, de todo o país.

A abertura do encontro será marcada pela posse da nova diretoria do ANDES-SN, que estará à frente do Sindicato Nacional durante o biênio 2012-2014. O 57º Conad, que irá atualizar o Plano de Lutas dos docentes, aprovado no 31º Congresso do ANDES-SN em janeiro deste ano, votar as contas do Sindicato Nacional e aprovar o orçamento para o próximo período.

Além da posse da nova diretoria, durante o evento será lançada a 50ª edição da Revista Universidade e Sociedade e o Caderno de Comunicação do ANDES-SN, com o resultado de uma pesquisa sobre a comunicação realizada nacionalmente junto às seções sindicais.

O 57º Conad terá como tema “Defesa da Universidade Pública e do ANDES-SN, Autonomia, Democracia, Financiamento e Condições de Trabalho” e a expectativa é que a realização do evento permita trazer tais questões também para a pauta local da cidade de Parnaíba.

O evento acontece num momento muito particular para o movimento docente, uma vez que os professores federais realizam uma das maiores greves da história (iniciada em 17 de maio) e que já conta com a adesão mais de 50 instituições de ensino. A mobilização por melhores condições de trabalho e ensino também se estende às Universidades Estaduais como no Rio Grande do Norte (UERN) e Rio de Janeiro (UERJ), que já estão em greve, e no Piauí (UESPI), que deve paralisar as atividades em agosto.

A atual presidente do Sindicato Nacional, Marina Barbosa, passa o cargo para sua sucessora, Marinalva Oliveira, que estará à frente do Sindicato Nacional para biênio 2012-2014, na quinta-feira (21), na Plenária de Abertura do 57º Conad, a partir das 10h.

Marinalva Silva Oliveira, mestre e doutora em Psicologia, é professora e pesquisadora da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Suas pesquisas estão centradas nos desafios da inclusão escolar e social de pessoas com deficiência, especialmente crianças com síndrome de Down.

Antes de atuar no ANDES-SN, onde foi 2ª vice-presidente da regional Norte II na gestão 2005/2006, e presidente da Sindufap – Seção Sindical de 2009 a 2011, Marinalva Oliveira participou ativamente no movimento sindical dos bancários.

Fonte: ANDES-SN

Professores do CNG e da UNB fazem protesto em frente ao Planejamento

Apesar de o Ministério do Planejamento ter desmarcada a reunião que seria realizada na manhã desta terça-feira (19) foi mantido o ato público em frente ao prédio do ministério. Por quase três horas, docentes do Comando Nacional de Greve e da Universidade de Brasília, além de estudantes, técnico-administrativos e dirigentes de outras categorias, protestaram, com muita música e humor, contra o adiamento da reunião.

A presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, afirmou que, apesar das medidas protelatórias do governo, a greve continua forte. “Eles acharam que iam quebrar nosso movimento, mas a cada dia mais docentes entram em greve, E agora ganhou o reforço dos companheiros da Fasubra e do Sinasefe”, argumentou. “O nosso desafio agora é ampliar o movimento e arrancar uma proposta do governo”, completou.

O representante do Sinsafe, David Lobão, criticou o ministério do Planejamento pelo atraso. “Infelizmente, pelo histórico do governo, não podemos acreditar que o adiamento de hoje foi para que a proposta seja estudada melhor”, argumentou. Já a coordenadora-geral da Fasubra Janine Teixeira lamentou o fato de o governo marcar e desmarcar reuniões e fez um apelo para que o as reivindicações dos técnico-administrativos sejam negociadas.

Ato musical

Com uma trilha musical especialmente escolhida pelos professores Ciro, da Universidade Federal de Alagoas, e Marcos Vinicius, da Universidade Federal de Juiz de Fora, o ato desta terça-feira (19) foi embalado por músicas de protesto que iam do samba ao mangue beat e ao rap. “Procuramos incluir todos os ritmos”, conta Marcos Vinicius. A lista incluía nomes como Bezerra da Silva, Titãs, Paralamas, Cabruera, Chico Science, entre outros.

Estudantes da Universidade de Brasília também deram uma contribuição musical. Sob a regência do maestro David Junker, professor da UnB, o coral dos estudantes cantou músicas como “Natureza Distraída” e “Riacho do Navio”.

Fazendo um trocadilho com a primeira música, o professor Ciro fez um apelo para que a “natureza distraída do governo seja humanizada”. “Mas se não tiver um plano de carreira, vamos bater no Congresso Nacional, aqui ao lado, em busca de nossos direitos”, avisou.

Ao final do ato, Marina Barbosa agradeceu a participação dos professores, estudantes e técnicos da UnB na manifestação. “São atividades como essa que fortalecem e sustentam a grande greve que estamos realizando. Demos hoje mais uma demonstração da nossa capacidade de força e resistência”, afirmou. Marina lembrou que as soluções para a melhoria da educação brasileira estão nas propostas da sociedade e não nas “ações midiáticas do governo”.

Marina lembrou que nesta quarta-feira (20) será realizado um grande ato, no Rio de Janeiro, como parte das atividades do Rio +20. Também será realizada uma grande coluna dos docentes e técnico-administrativos e estudantes em greve juntamente com as categorias dos SPF na Marcha dos Povos, que marcará o final da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável.

Fonte: ANDES-SN

Governo cancela novamente reunião com professores federais em greve

Mesmo após ter se comprometido em apresentar nesta semana uma proposta para a reestruturação da carreira dos professores federais, o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, entrou em contato, por telefone, com a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, na manhã desta segunda-feira (18) para cancelar a reunião agendada para amanhã, 19. O encontro desta terça-feira (19) foi marcado durante a última reunião entre o ANDES-SN, representantes do governo e de demais setores da educação, ocorrida no dia 12. O secretário da SRT/MP argumentou que não houve condições de organizar uma reunião com toda a equipe do governo para que fossem discutidas as propostas e seus impactos financeiros para 2013. Ainda acrescentou que, em função da Rio+20, há dificuldade de reunir, nesta semana, os representantes de diferentes esferas do governo como, por exemplo, o Ministério da Fazenda. Mendonça terminou dizendo que a reunião deve ocorrer na próxima semana, mas ainda não era possível indicar uma data. A presidente do ANDES-SN solicitou que a suspensão da reunião, determinada pelo governo, fosse oficializada ao Sindicato Nacional por escrito. Marina argumentou que tal atitude irá gerar uma reação na base porque “mais uma vez o governo não cumpre os prazos por ele mesmo anunciados”. “A reunião do Comando Nacional de Greve irá avaliar o quadro e definir seus passos nacionais. Aguardamos agora a convocação para a próxima reunião. A responsabilidade está com o governo”, acrescentou. O CNG realizará um ato amanhã, a partir das 9 horas, em frente ao anexo C do Ministério do Planejamento. As atividades de vigília, já indicadas pela base para acontecer amanhã, durante a reunião, por todo o país, serão transformadas em manifestações de protesto dos professores em greve, contra mais um descumprimento de prazo por parte do governo. Fonte: Andes-SN

Conselho Universitário da Unifesp aprova moção de apoio aos docentes em greve

A última reunião do Conselho Universitário da Unifesp, realizada no dia 13 de junho, aprovou uma moção de apoio às reivindicações da greve docente. O órgão deliberativo mais importante da Instituição considera as reivindicações “justas e imprescindíveis para o desenvolvimento, com qualidade, do Ensino Público Superior Brasileiro”. Desde o início da greve nacional dos docentes, em 17 de maio, diversos conselhos centrais das mais de cinquenta universidades federais em greve já aprovaram moções parecidas, mostrando a amplitude e a legitimidade da greve. Confira o documento do Conselho Universitário.

MOÇÃO DE APOIO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO – UNIFESP AO MOVIMENTO DOS DOCENTES

O Conselho Universitário da Universidade Federal de São Paulo reunido em sessão ordinária, nesta data, manifesta seu total apoio às reivindicações da greve docente, entendendo que são justas e imprescindíveis para o desenvolvimento, com qualidade, do Ensino Público Superior Brasileiro.

São Paulo, 13 de junho de 2012.

Prof. Dr. Walter Manna Albertoni – Presidente do Conselho Universitário

Greve dos professores federais completa um mês neste domingo (17)

Considerado um dos mais fortes movimentos da categoria nos últimos anos, a greve dos professores federais completa um mês neste domingo (17). A paralisação já conta com a adesão de 54 Instituições Federais de Ensino (IFE), que comunicaram oficialmente sua greve ao Comando Nacional da Greve dos Docentes das IFE (CNG) do ANDES-SN. Veja a lista aqui.

O movimento segue crescente, ganhando força também com a greve dos estudantes, dos técnico-administrativos das universidades – organizados na Fasubra – e dos servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica – base do Sinasefe.

A deflagração de greve por parte de todos os setores da educação aponta o descontentamento em relação às condições de trabalho, ensino, permanência e denuncia a precariedade nas IFE.

Mobilizações

Desde o início da greve, em 17 de maio, os docentes têm realizados diversas manifestações em todo o país. Passeatas, carreatas, aulas públicas denunciam à sociedade o descaso do governo federal com a educação e explicam à população os motivos da paralisação.

No último dia 5, os professores se uniram aos demais servidores públicos federais em uma marcha na Esplanada dos Ministérios em Brasília, que contou com a participação de mais de 15 mil trabalhadores.

As entidades dos setores da educação também devem marcar presença na Rio+20, onde distribuirão um manifesto à população e na Cúpula dos Povos, com uma tenda montada pela regional RJ do ANDES-SN e uma grande coluna no Ato Público do evento, junto aos demais servidores públicos federais.

Negociações

No último dia 12, diretores do ANDES-SN e membros do CNG se reuniram com representantes do governo e de demais setores da educação para a primeira reunião sobre a carreira docente desde a deflagração da greve.

A dificuldade em avançar, segundo Marina Barbosa, presidente do ANDES-SN, está na ausência de flexibilidade do governo em negociar efetivamente com a categoria.  “Não há acordo, porque até o momento não há proposta. Só é possível discutir o futuro do movimento, a partir do momento em que o governo apresentar uma proposta concreta para ser avaliada”, disse.

Marina lembra que os docentes estão em negociação com o governo desde agosto de 2010 e que na reunião realizada em maio de 15 deste ano, quando finalmente os representantes do governo colocaram uma proposta efetiva de reestruturação da carreira, ela trazia os mesmos parâmetros e elementos da apresentada em dezembro de 2010.

“Eles pediram então 15 dias para reformular e trazer uma proposta na reunião prevista, naquele momento, em 28 de maio. Unilateralmente, eles suspenderam esta reunião e nos chamaram para esse encontro no dia 12, ou seja, 28 dias depois, pedindo que o movimento fizesse uma trégua, suspendesse a greve e terminasse o semestre. E, assim, em 20 dias eles apresentariam uma proposta”, conta a presidente do ANDES-SN.

Segundo ela, não era possível dar essa trégua ao governo. “Até porque na prática, o que o movimento fez, de dezembro de 2010 até agora, foi dar tempo. Nós inclusive assinamos um acordo emergencial no ano passado, em agosto de 2011, com prazo para 31 de março de 2012, que não foi cumprido pelo governo”, lembra.

Após a negativa do movimento grevista em suspender a paralisação, os representantes do governo se comprometeram, novamente, em trazer uma proposta de reformulação da carreira docente para o movimento avaliar, em reunião agendada para a manhã do dia 19.

O que os docentes querem?

Além de melhoria nas condições de trabalho e ensino nas instituições, com atendimento das pautas locais, os docentes federais reivindicam uma carreira única, mais simples, com 13 níveis e steps definidos, com valorização da titulação e do regime de trabalho, em especial a Dedicação Exclusiva, incorporação das gratificações e paridade entre ativos e aposentados. Veja aqui o plano de carreira proposto pelo ANDES-SN, aprovado por unanimidade no 30º Congresso do Sindicato Nacional.

“O governo trabalha com uma lógica diferente da nossa, com uma proposta que cria diferenciações internas na categoria, entre ativos e aposentados e entre docentes que exercem a mesma função em instituições diferentes. Inclusive com a desconstrução da lógica da dedicação exclusiva”, aponta Marina.

Durante os trabalhos do GT Carreira, foram identificados pontos de divergência e convergência entre as propostas do ANDES-SN, do governo e das outras entidades do setor da educação.

“Até o momento identificamos seis pontos de divergências muito agudos, mas que consideramos ser possível superá-los desde que a gente efetivamente negocie. Nós acreditamos que o conflito é possível de ser resolvido”, disse a presidente do Sindicato Nacional, ressaltando que os docentes sempre estiveram disponíveis à negociação. Conheça aqui os pontos de divergência nas propostas.

Fonte: ANDES-SN

Ato pela valorização da educação pública em São Paulo reúne universidades federais em greve

Após quase um mês de greve docente nas instituições federais de ensino superior, no último dia 12 finalmente o governo recebeu o ANDES-SN e representantes da categoria para iniciar um processo de negociação. A paralisação nacional começou no dia 17 de maio e já foi deflagrada em mais de 50 das 59 universidades federais do país. Como forma de demonstrar a mobilização nas universidades federais, docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos realizaram manifestações em diversas cidades do país, inclusive em Brasília, em frente ao Ministério do Planejamento.

Em São Paulo, um ato pela valorização da educação pública unificou representantes da Unifesp, UFABC e UFSCAR. Cerca de 800 pessoas se concentraram em frente à Bolsa de Valores da capital paulista e caminharam até o Pátio do Colégio, marco inicial da cidade. Lá os docentes da Unifesp realizaram uma rápida assembleia que referendou a continuidade da greve docente. Os estudantes também estão parados em cinco dos seis campi da Instituição e os servidores técnico-administrativos aprovaram em assembleia realizada esta semana a entrada na greve.

Os representantes do Ministério do Planejamento iniciaram a reunião pedindo a interrupção da greve por 20 dias, para que pudessem preparar uma proposta de reestruturação da carreira aos docentes. Tal proposta foi terminantemente refutada e ficou acertado que no próximo encontro, no dia 19 de junho, o governo iria apresentar um esboço de um novo plano de carreira, a partir do que já foi debatido no Grupo de Trabalho sobre o tema e com uma possibilidade de utilizar como parâmetro o plano de carreira do pessoal do Ministério da Ciência e Tecnologia. O governo não quis se comprometer se o piso e o teto serão os mesmos dos servidores daquele ministério.

Nos últimos dias, assembleias nos campi reafirmaram a greve docente na Unifesp. A próxima assembleia geral acontecerá no dia 22 de junho, uma sexta-feira, três dias após a reunião entre o ANDES-SN e o Ministério do Planejamento. Além disso, plenárias locais acontecem nos campi nos dias 20 e 21 de junho para avaliar os resultados da negociação. Ainda na segunda-feira, dia 18 de junho, a Adunifesp realiza uma palestra sobre financiamento da educação pública com o professor José Marcelino Rezende Pinto, da USP de Ribeirão Preto. O debate acontece no teatro Marcos Lindenberg, do campus São Paulo, das 14 às 17 horas.

Confira as fotos do ato em São Paulo aqui.

Calendário da greve:

– Segunda-feira (18), das 14 às 17 horas, no teatro Marcos Lindemberg, do campus São Paulo
Palestra sobre financiamento da educação com o professor da USP, José Marcelino Rezende Pinto

– Terça-feira (19), às 11 horas, na sede da Adunifesp-SSind.
Reunião do Comando de Greve Unificado da Unifesp

– Quarta-feira (20), às 12 horas, local à confirmar
Assembleia Comunitária de São Paulo para apresentação da pauta local de reivindicações aos diretores do campus

– Quarta e Quinta-feira (20 e 21)
Assembleias locais dos docentes nos campi da Unifesp

– Sexta-feira (22), às 11 horas, Anfiteatro A, do campus São Paulo
Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp