Editorial – Fortalecer a unidade, ampliar a resistência

 
Na medida em que o governo ilegítimo de Michel Temer e os desdobramentos do avanço autoritário no Brasil fecham o cerco sobre o funcionalismo público, maior é a necessidade de nos organizarmos nas entidades tradicionais de nossas categorias para resistir. A comunidade Unifesp deu um exemplo no último dia 01 de março, na escadaria do auditório Leitão da Cunha, em ato de apoio ao professor Elisaldo Carlini, intimado a depor, sob acusação de apologia ao crime, por conta de sua pesquisa científica.

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Precisamos ampliar e fortalecer a mobilização

Em um curto período de tempo, entre abril e junho de 2017, vivenciamos tantos embates políticos que as reflexões ponderadas não encontram seu compasso junto à necessidade de ações políticas tornando-se, na maioria das vezes, reações políticas. O acirramento da crise política com a exposição midiática dos agentes golpistas, num momento de votação iminente das reformas da previdência e trabalhistas, e da construção e fortalecimento das mobilizações desde a greve geral de 28 de abril, nos imobilizou por alguns instantes, em que discutimos sem muita objetividade sobre as possíveis sucessões, os cenários e conjunturas, agravados pela incógnita participação midiática num golpe que a própria mídia hegemônica ajudou a concretizar.

Não podemos nos abalar e nem nos deixar confundir pelo acelerado compasso dos embates políticos, a central reflexão já foi feita, as bandeiras construídas e levantadas, não aceitamos esse ilegítimo governo, defendemos a manutenção de direitos conquistados como a previdência e trabalhistas e exigimos a participação direta da população nos rumos políticos do país. O movimento Ocupa Brasília em 24 de maio mostrou que as mobilizações continuam ganhando força e adesão. Próxima etapa: construção de nova greve geral em 30 de junho.

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Hora de ajustar os rumos

Tanto a crises orçamentária das universidades públicas quanto a dos hospitais universitários, que ora se evidencia para nós com mais força no Hospital São Paulo, vêm na esteira de um processo de ataque e desmonte dos direitos conquistados na Constituição de 1988, particularmente os direitos à saúde e educação universais, públicas e gratuitas. Esse assédio segue ininterrupto desde os anos 1990. Entre 2003 e 2014, … Continuar lendo Hora de ajustar os rumos

Editorial da Diretoria: 15 de março – dia nacional de paralisação e luta

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O ano de 2017 não será nada fácil para a educação pública e para categoria docente. Ainda atordoados pelo duro golpe do congelamento de gastos públicos por 20 anos (PEC 241/16 – 55/16), que promete tratar a crônica crise de financiamento da educação pública com soluções de mercado, temos que nos preparar para a ampliação da precarização das condições de ensino e trabalho, além do sucateamento da insuficiente infraestrutura existente. A UERJ foi apenas a primeira a expor as consequências desse quadro de crise tratada com arrocho, para ficarmos com o exemplo da educação superior no sudeste, não nos enganemos, esse quadro é nacional a atinge todos os níveis da educação pública.
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Somente as assembleias conferem legitimidade às decisões coletivas

O período turbulento atual, com os ataques estratégicos e sistemáticos do governo golpista contra a educação nacional, a pesquisa e o desenvolvimento científico, bem como às carreiras dos servidores públicos de todos os níveis, traz a reboque um espírito autoritário que coloca em seu repertório práticas de deslegitimar os foros coletivos de debate e deliberação. Nesse sentido, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo – Seção Sindical do Andes Nacional, torna pública a seguinte moção:

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Editorial – O serviço público como mais uma mercadoria

Primeiro o ilegítimo governo propõe e aprova a PEC 241 que limita por 20 anos os gastos públicos (após aprovação nas duas sessões da Câmara dos Deputados segue ao Senado sob a nomenclatura PEC 55). Depois o Superior Tribunal Federal (STF) decide que as greves de servidores terão imediatamente desconto nos salários. Não bastasse isso, a justificativa do ministro Luís Roberto Barroso apresentada durante a … Continuar lendo Editorial – O serviço público como mais uma mercadoria

Por uma universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade

 

Em muito pouco tempo, Michel Temer já mostrou a que veio: retirar direitos e sucatear tudo que puder para entregar de bandeja para empresas privadas – bancos – que sustentam politicamente seu governo. A universidade pública é um dos primeiros alvos desse projeto de rapinagem. Em nome da austeridade, a proposta de emenda constitucional 241/2016 visa a impedir que qualquer presidente invista em saúde e educação nos próximos 20 anos, limitando-se a um valor indexado pela arrecadação de 2016, uma das menores de toda a história do Brasil. O objetivo é manter o rentismo parasitário de bancos e fundos de investimento que apenas sugam o erário na figura de pagamento de juros da dívida pública.
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Os recentes ataques à educação pública: a necessidade de uma mobilização unificada

O contexto político e econômico brasileiro indica um horizonte de incertezas e profundas mudanças na organização social, principalmente no que diz respeito a orientação do Estado para garantia de serviços públicos como educação e saúde, seja na inversão de prioridades orçamentárias, na precarização das condições de trabalho dos servidores públicos e no aumento da participação do setor privado. Ainda no segundo governo Dilma as alianças … Continuar lendo Os recentes ataques à educação pública: a necessidade de uma mobilização unificada

Editorial: Sobre o apoio dos reitores à candidatura Dilma

O modelo administrativo oficial da educação superior vigente no Brasil acaba de consumar nova investida contra a autonomia das universidades federais, vilipendiando o que norteia uma postura republicana. O apoio da maioria dos reitores das universidades federais à candidatura petista ao Palácio do Planalto, alardeada pela chamada grande imprensa, fere os princípios mais elementares da autonomia das universidades públicas e reafirma a apropriação do Estado … Continuar lendo Editorial: Sobre o apoio dos reitores à candidatura Dilma

Comissão da Verdade na Unifesp

Um dos grandes desafios de uma Comissão da Verdade consiste em transformar seus resultados em ações de reparação ou de esclarecimento das responsabilidades diante de violações dos direitos humanos ocorridos no país durante a Ditadura Civil-Militar e não apenas relembrar, mediante depoimentos, fatos que podem ser até pitorescos, apesar de graves. Assim, além de promover o resgate da memória e homenagear as vítimas das violações … Continuar lendo Comissão da Verdade na Unifesp