Arquivo mensais:maio 2012

Após deflagração da greve, docentes da Unifesp realizam assembleias nos campi

Uma assembleia histórica deflagrou a primeira greve docente a atingir praticamente todos os campi da Unifesp. A plenária realizada na última terça-feira (22), contou com mais de 200 professores – pelo menos 196 assinaram a lista de presença – e não houve nenhum voto contrário à paralisação das atividades acadêmicas. Desta forma, a Unifesp junta-se à greve nacional deflagrada pelo ANDES-SN e que já atinge 45 das 59 universidades e institutos federais. A pauta central da mobilização é a valorização da carreira docente.

Na Unifesp, apenas os docentes de Guarulhos se abstiveram na assembleia geral devido à situação particular do campus, que enfrenta uma greve estudantil há quase dois meses reivindicando melhores condições de educação e políticas de acesso e permanência. Os estudantes de Diadema também iniciaram uma greve após a paralisação docente. Já em São Paulo, os alunos aprovaram em assembleia, nesta quinta-feira (24), apoio aos professores e indicativo de greve a partir do dia 29 de maio; os de Osasco, por sua vez, realizam uma assembleia local ainda hoje. Os servidores técnico-administrativos das universidades federais também discutem iniciar uma greve nacional.

Na próxima terça-feira (29), outra Assembleia Geral, no anfiteatro A do campus São Paulo, às 10 horas, debaterá o futuro da greve, analisando os resultados da negociação do dia anterior, quando acontece uma reunião do Grupo de Trabalho sobre a reestruturação da carreira, com a presença de representantes dos docentes e do governo federal. A comunidade Unifesp estuda realizar na próxima semana um ato público no vão-livre do MASP, na avenida Paulista, para dialogar com a população as reivindicações da greve. Assim que confirmada a manifestação, divulgaremos os detalhes.

As fotos da assembleia geral que deflagrou a greve podem ser conferidas aqui.

Confira abaixo os relatos das assembleias locais dos docentes dos campi de São Paulo, Baixada Santista, São José dos Campos e Osasco, realizadas nesta quarta-feira (23). Os professores de Guarulhos e Diadema devem se reunir em seus respectivos campi nesta sexta-feira (25), às 10 horas.

Campus São Paulo

A Assembleia Geral da UNIFESP ocorrida no campus São Paulo no dia 22 de maio, contou com a presença de mais de 200 docentes de todos os campi e aprovou, quase por unanimidade, a deflagração da greve a partir de hoje dia 23/05/2012.

Nesta quarta feira (23), os docentes do Campus São Paulo – Vila Clementino reunidos em Assembleia ocorrida no Anfiteatro A, discutiram as formas de paralisação a serem implantadas levando em consideração as particularidades das atividades do Campus. Foram aprovadas por unanimidade as seguintes medidas:

1) Paralisação das atividades didáticas de graduação e pós-graduação;
2) Paralisação de marcação de novas defesas de teses, cursos, workshops, etc. Podendo ser  mantidas as atividades já agendadas devido aos gastos e passagens já compradas e outros gastos efetuados (bancas de teses, concursos, PIBIC, etc);
3) Manutenção das atividades práticas de pesquisa com prazos previamente estabelecidos;
4) Manutenção das reuniões dos Conselhos Centrais e suspensão das reuniões de colegiados não emergenciais.

Ficou indicada uma nova Assembleia Geral da Unifesp, a ser realizada no campus São Paulo, Anfiteatro A, no dia 29 de maio, às 12 horas.

Os docentes presentes à Assembleia sugerem que antes a reunião do Comando Local de Greve tenha início na sexta-feira, 25 de Maio, às 12 horas para que de tempo de realizarmos as atividades preparatórias da próxima semana nos diferentes Campi e decidir sobre o ato (se haverá tempo hábil ou não) indicado para o dia 28 de Maio.

Os estudantes presentes à Assembleia se manifestaram e pediram aos docentes que comparecessem para informes na Assembleia Geral dos estudantes do campus São Paulo, a se realizar nesta quinta-feira (24), às 14 horas no Anfiteatro Boris Casoy, sendo que uma comissão decidiu pela ida à referida atividade.

O comando local de greve manterá a comunidade informada sobre o andamento das atividades relacionadas à greve.

Campus Baixada Santista

Em Assembleia Geral dos docentes da Unifesp no dia 22 de maio, convocada pela Adunifesp, foi deflagrada greve geral a partir de 23 de maio de 2012.

Nós, professores da UNIFESP – Baixada Santista, reunidos em assembleia no dia 23 de maio deliberamos:

1) que estão suspensas todas as atividades docentes, ou seja, aulas da graduação e pós-graduação, atividades de ensino, pesquisa e extensão;
2) serão mantidas as atividades docentes administrativas, das chefias de departamentos relacionadas a direitos trabalhistas (por exemplo: férias, licenças médicas e maternidade, entre outras)
3) a necessidade de abertura de negociação com as pró-reitorias de graduação, extensão e de assuntos estudantis, para suspensão dos prazos de entrega de relatórios de bolsistas, bem como entrada de novos projetos (monitoria, PIBIC, PET, extensão, bolsa gestão), previstas para esta e a próxima semana. A posição da categoria é de envidar esforços para que os estudantes tanto da graduação e da pós-graduação não sejam punidos e prejudicados com cortes de bolsas. Nesse sentido solicitamos que sejam feitas as devidas gestões junto aos órgãos de fomento.
4) As atividades docentes que envolvem prestação de serviços à comunidade de qualquer tipo estão suspensas, sendo que os professores responsáveis se encarregarão de explicitar aos serviços e à população atendida os motivos e significado da greve nacional.

Campus São José dos Campos

A assembleia local contou com a participação de 31 docentes, ocorreu no dia 23 de maio, no anfiteatro do campus, e discutiu principalmente os três pontos abaixo:

1) Informes sobre as decisões tomadas na Assembleia Geral da Unifesp realizada ontem, dia 22/05;
2) Criação de um grupo de professores que serão o contato entre Comando de Greve local e o grupo de professores e alunos de nosso campus;
3) Discussão sobre ações e atividades a serem realizadas no período de greve. Nesse debate surgiram 4 ações que julgamos imediatas que ajudariam na divulgação de nossa adesão. As ações são:
3.1) Faixas nas dependências do mostrando para a comunidade que o campus está em greve;
3.2) Entrar em contato com meios de comunicação regionais para informar os motivos da greve. No entanto, não sei se podemos nos pronunciar sobre esse assunto, pois imagino que a Adunifesp tenha alguém que seja responsável pela divulgação de informações a imprensa;
3.3) Esclarecimento dos motivos da greve aos alunos, pois ainda não está claro para muitos e como fica a situação da reposição das aulas, visto que uma pequena parte dos professores ainda continua ministrando suas aulas;

3.4) Participar das mobilizações divulgadas pelo Comando de Greve e nesse quesito já aprovamos a participação na mobilização na segunda, dia 28/05, no MASP (uma vez que essa mobilização seja oficializada).

Campus Osasco

A Assembleia local dos docentes da Unifesp de Osasco contou com 13 dos 23 professores atualmente em exercício no campus. A plenária foi realizada no dia 23 de maio no auditório da unidade e deliberou a manutenção da greve e os seguintes encaminhamentos:

1) Participação na assembleia dos alunos a realizar-se no dia 24, às 17h30 no auditório, a fim de apresentar informes e esclarecimentos sobre a greve;
2) Elaboração de um texto sobre a adesão dos docentes de Osasco à greve para ser postado no site do jornalista Luís Nassif, onde uma aluna trabalha;
3) Participação na reunião do comando de greve na sexta feira às 15 horas;
4) Apresentação do nome da professora Patrícia Valéria, doutora em Ciências Contábeis, para participar da reunião da Diretoria da Adunifesp na segunda-feira, dia 28, às 12 horas, a fim de definir as formas de colaboração com a Adunifesp na discussão sobre o orçamento da Unifesp;
5) Participação da manifestação unificada no dia 28, no vão do MASP (se a mesma confirmar-se);
6) Participação da Assembleia Geral da Adunifesp na terça-feira às 10h00;
7) Realização de nova assembleia no campus na quarta-feira, dia 30, às 13h30.

Atitude de Mercadante demonstra a força da greve

A greve dos docentes ganha força a cada dia e já são 44 instituições federais de ensino paradas, que são base de 48 seções sindicais filiadas ao ANDES-SN. Uma demonstração da força da mobilização está no apelo feito pelo ministro da Educação, Aloizio Mercante, na tarde desta quarta-feira (23), para que os professores voltassem para sala de aula.

“A coletiva do ministro mostra que ele reconhece a força da nossa greve”, argumentou a presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa. Na entrevista que deu à imprensa, que foi ao ar ao vivo pelo canal NBR, Mercadante afirmou que os professores foram precipitados, já que termina em agosto o prazo legal para previsões no orçamento de 2013.

Em resposta ao ministro, Marina Barbosa lembrou que o processo de negociação perdura desde agosto de 2010 e que a proposta apresentada pelo governo em dezembro daquele ano é a mesma do dia 15 de maio passado, quando houve a última reunião do GT carreira, criado para negociar o plano de carreira.

“O governo, na verdade, finge que negocia. Descumpriu acordo assinado com as entidades que previa o trabalho conclusivo sobre a reestruturação da carreira em 31 de março. Escuta os nossos argumentos, diz que eles enriquecem o debate, mas, ao final, mantém a mesma posição, contrariando, às vezes todas as outras partes representadas no grupo de trabalho”, contra-argumentou Marina.

“Ao contrário do que disse o ministro, o movimento dos professores não foi precipitado, estamos presentes em todos os espaços de negociação desde 2010, apresentando propostas e cobrando respostas do governo. E, até mesmo as correções ajustadas no ano passado para vigorar em março deste ano só se tornaram realidade, com a MP 568/12, depois que a categoria deliberou, no dia 15 de maio, que entraria em greve no dia 17.”, contestou a presidente do ANDES-SN. “A categoria está indignada, tanto que a greve explodiu em todo o país”, afirmou.

Negociações

Para Marina, a fala de Mercadante, ao invés de fazer os professores voltarem para sala de aula, vai aumentar a indignação de quem ainda não parou. “A nossa greve é justa, legítima e está sendo construída pela base. Entendemos a posição do ministro, mas quem decidirá sobre os rumos da greve será a categoria e ela está insatisfeita não só com as protelações constantes em relação à aprovação do plano de cargos e salários, como com a falta de infraestrutura nas nossas universidades federais”, adiantou.

A presidente do Sindicato Nacional disse, ainda, esperar que o governo, na reunião do GT carreira da próxima segunda-feira (28), receba o ANDES-SN com disposição efetiva de negociar. “Mesmo em greve, fomos recebidos por todos os governos, dos militares a Fernando Henrique Cardoso, esperamos da presidente Dilma a mesma atitude democrática”, argumentou.

Veja, aqui, o quadro atualizado das instituições federais em greve.

Fonte: ANDES-SN

UFF, UFRJ e Unifesp aderem à greve nacional dos professores

Os docentes das universidades federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de São Paulo (Unifesp) e Fluminense (UFF) aderiram nesta terça-feira (22) à greve nacional dos professores das instituições federais de ensino deflagrada pelo ANDES-SN na última quinta-feira (17). A paralisação na UFF foi iniciada hoje (22), mas já havia sido deliberada na semana passada. A adesão à greve dos docentes da UFRJ e da Unifesp foi votada nesta terça em assembléias consideradas históricas pelo número de professores presentes e terá início a partir de amanhã (23).

Até o momento são 47 seções sindicais de 43 instituições federais de ensino (41 universidades e dois institutos federais) com as atividades suspensas por tempo indeterminado. Confira aqui a lista completa atualizada até às 18 horas desta terça-feira.

O ANDES-SN tem duas reuniões agendadas com o governo. Nesta quarta-feira (23), os docentes se reúnem no final da tarde com o responsável pela Secretaria de Ensino Superior (Sesu/MEC), secretário Amarno Lins. Já na próxima segunda-feira (28), está agendada uma reunião do GT Carreira com representantes do MEC e do Ministério do Planejamento.

Serviços essenciais

Muitas das instituições em greve prestam serviços considerados essenciais à população, como o atendimento nos Hospitais Universitários, além de outros cuja interrupção causaria danos irreparáveis. O Comando Nacional de Greve informa que em cada comando local foram constituídos comitês, que avaliarão quais atividades não podem ser interrompidas. Os professores devem organizar escalas de serviço para que o atendimento à população não seja prejudicado.

Em carta à sociedade divulgada e distribuída nacionalmente, o Comando Nacional de Greve explica à população o que motivou a paralisação nacional dos professores federais.

“Os (as) professores(as) federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira”, afirma a nota.

O texto informa, ainda, que há anos os professores vêm lutando pela re-estruturação do Plano de Carreira e que esse era um dos principais pontos do acordo emergencial assinado ano passado com o governo. “Já estamos na segunda quinzena de maio e nada aconteceu em relação a essa re-estruturação”, denuncia a nota, que elenca, ainda, os pontos principais do plano de carreira defendido pelo ANDES-SN.

O CNG também denuncia a precariedade nas condições de trabalho em várias instituições federais de ensino. “O quadro é muito diferente do que o governo noticia. Existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade de ensino”, exemplifica o texto.

Para o CNG, quem sofre diretamente com essa situação são os professores, estudantes e técnicos dessas instituições, e “num olhar mais amplo, todo o povo brasileiro, que utilizará dos serviços de profissionais formados em situações precárias”.

Por fim, o texto convida a todos a se juntarem na luta iniciada pelos docentes. “Essa batalha não é só do (as) professores (as), mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma educação pública, gratuita e de qualidade”. Confira aqui a íntegra do documento.

Fonte: ANDES-SN

Comando Nacional de Greve divulga Nota à Sociedade Brasileira

O Comando Nacional de Greve (CNG) divulgou nesta segunda-feira (21) a nota “À sociedade brasileira – Por que os(as) professores(as) das instituições federais estão em greve?”, em que apontam os motivos que levaram a categoria a realizar uma das maiores mobilizações de sua história. “Os(as) professores(as) federais estão em greve em defesa da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade e de uma carreira digna, que reconheça o importante papel que os docentes têm na vida da população brasileira”, afirma a nota.

No texto, o CNG acusa o governo de usar o discurso da crise financeira internacional para justificar os cortes de verbas nas áreas sociais e para rejeitar todas as demandas feitas pelos servidores públicos federais por melhores condições de trabalho, o que tem impactado o serviço público, “afetando diretamente a população que dele se beneficia”.

O texto informa, ainda, que há anos os professores(as) vêm lutando pela re-estruturação do Plano de Carreira e que esse era um dos principais pontos do acordo emergencial assinado ano passado com o governo. “Já estamos na segunda quinzena de maio e nada aconteceu em relação a essa re-estruturação”, denuncia a nota, que elenca, ainda, os pontos principais do plano de carreira defendido pelo ANDES-SN.

O CNG também denuncia a precariedade nas condições de trabalho em várias instituições federais de ensino. “O quadro é muito diferente do que o governo noticia. Existem instituições sem professores, sem laboratórios, sem salas de aula, sem refeitórios ou restaurantes universitários, até sem bebedouros e papel higiênico, afetando diretamente a qualidade de ensino”, exemplifica o texto.

Para o CNG, quem sofre diretamente com essa situação são os professores, estudantes e técnicos dessas instituições, e “num olhar mais amplo, todo o povo brasileiro, que utilizará dos serviços de profissionais formados em situações precárias”. Por fim, o texto convida a todos a se juntarem na luta iniciada pelos docentes. “Essa batalha não é só do (as) professores (as), mas de todos aqueles que desejam um país digno e uma educação pública, gratuita e de qualidade”.

A Nota à Sociedade pode ser lida aqui.

Docentes de mais três instituições aderem à greve nacional das Federais

Professores de mais três universidades aderiram nesta segunda-feira (21) à greve dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior deflagrada na última quinta-feira (17). A Universidade de Brasília (UnB), a Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Federal do Pampa (Unipampa) também começaram a semana com as atividades paralisadas. Até o momento são 43 seções sindicais de 39 instituições federais de ensino com as atividades suspensas por tempo indeterminado. Confira aqui a lista completa atualizada até a manhã desta segunda-feira.

Para o Comando Nacional de Greve do ANDES-SN, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.

Reivindicações

Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federal.

A categoria pleiteia carreira única, com 13 níveis remuneratórios e variação de 5% entre estes níveis, a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35), incorporação das gratificações e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Universidades e Institutos Federais e atendimento das reivindicações específicas de cada instituição, a partir das pautas de elaboradas localmente.

Vale lembrar que estas são reivindicações históricas da categoria docente e que a reestruturação da carreira vem sendo discutida desde o segundo semestre de 2010, sem registrar avanços efetivos.

O acordo emergencial firmado entre o Sindicato Nacional e o governo no ano passado, estipulava o prazo de 31 de março para a conclusão dos trabalhos do grupo constituído entre as partes e demais entidades do setor da educação para a reestruturação da carreira.

Por diversas vezes, o ANDES-SN cobrou do governo uma mudança na postura e tratamento dado aos docentes, exigindo agilidade no calendário de negociação, o que não ocorreu. A precariedade nas Instituições Federais, em diversas partes do país, principalmente nos campi criados com a expansão via Reuni, também vem sendo há tempos denunciada pelo Sindicato Nacional.

Fonte: ANDES-SN

Docentes da Unifesp podem deflagrar greve nesta terça-feira (22)

Após aprovar um indicativo de greve na última quarta-feira (16), os docentes da Unifesp podem deflagrar uma paralisação por tempo indeterminado nesta terça-feira (22), quando a Adunifesp realiza uma Assembleia Geral. A plenária está marcada para as 12 horas e acontece no Anfiteatro A, do campus São Paulo (Rua Botucatu, 740 – Subsolo). A Unifesp já tem um campus em greve (Diadema), dois com indicativo de greve (Baixada Santista e São Paulo) e dois que realizam assembleias locais nesta segunda-feira (Osasco e São José dos Campos). Os docentes de Guarulhos realizam uma reunião ainda não deliberativa nesta terça (22), às 10 horas, no Anfiteatro Sylvio Borges, do campus de São Paulo (Rua Botucatu, 862 – térreo).

A mobilização faz parte da greve nacional dos docentes das universidades federais, iniciada no dia 17 de maio, e que já conta com a adesão de mais de 40 das 59 instituições. Os professores lutam pela valorização de suas carreiras através de um real processo de negociação com o governo federal. Nos últimos anos, o poder executivo tenta reestruturar a carreira dos professores federais, mas sempre com propostas consideradas prejudiciais à categoria e à educação pública.

Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp
Quando: Terça-feira (22), às 12 horas
Onde: Anf. A (Rua Botucatu, 740 – Subsolo – Ed. Octávio de Carvalho – Campus São Paulo)
Pauta:
1) Informes sobre a greve nacional dos docentes das IFES
2) Informes dos campi da Unifesp
3) Esclarecimentos sobre a proposta de carreira docente do governo federal
4) Esclarecimentos sobre a proposta de carreira docente do ANDES-SN
5) Encaminhamentos sobre o movimento de greve na Unifesp

Diretoria do ANDES-SN para o biênio 2012-2014 é eleita com 90% dos votos

Mais de 10.000 docentes de universidades de todas as regiões do país participaram da eleição da diretoria do ANDES-SN para o biênio 2012-2014. A Chapa 1 “Trabalho Docente e Movimento Social”, única no processo, foi eleita com 90,6% dos votos das professoras e professores que compareceram às urnas nos dias 8 e 9 de maio. Do total de 10.460 votantes, 9.476 votaram na chapa única; 643, em branco (6,15%); e 341, nulos (3,26%). A votação na Unifesp contou com a participação de 103 docentes, sendo 99 para a Chapa 1, quatro em branco e nenhum voto nulo. Resultado similar às últimas eleições do ANDES-SN na Instituição.

A presidente eleita, Marinalva Silva Oliveira, da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amapá – Adunifap Seção Sindical, assume o cargo pela primeira vez. Ela é mestre e doutora em Psicologia, com pesquisas direcionadas à inclusão escolar e social de pessoas com deficiência. Para o cargo de secretário-geral, foi reeleito o professor Márcio Antônio de Oliveira, da Associação dos Professores da Universidade Federal de Juiz de Fora – Apes-JF Seção Sindical, que também já foi presidente do Sindicato (1992-1994). Já o cargo de 1º tesoureiro será ocupado por Fausto Camargo Jr., da Seção Sindical dos Docentes do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Sindcefet-MG. Outros 80 docentes ligados a instituições de ensino superior de todas as regiões do país compõem o grupo que dirigirá o Sindicato Nacional no biênio 2012-2014.

A Unifesp estará representada na nova diretoria pelas docentes Ana Maria Estevão, do campus da Baixada Santista, e Betânia Libânio Dantas de Araújo, do campus Guarulhos. A posse da nova diretoria está marcada para o dia 21 de junho, em Parnaíba (PI), durante a abertura do 57º CONAD do ANDES-SN, que tem por tema “Defesa da Universidade Pública e do ANDES-SN, Autonomia, Democracia, Financiamento e Condições de Trabalho”.

Duas chapas se inscreveram para disputar as eleições, durante o 31º Congresso da categoria docente, realizado em Manaus (AM), em janeiro deste ano. Entretanto, apenas a Chapa 1 “Trabalho Docente e Movimento Social” teve seu pedido de registro homologado pela Comissão Eleitoral Central – CEC, por ter cumprido as exigências regimentais. A Chapa 2 “ANDES-SN para os professores” teve sua homologação indeferida pela CEC por conter dois nomes de candidatos não sindicalizados ao ANDES-SN e porque alguns de seus representantes candidataram-se por regionais diversas da base em que estão filiados.

(Matéria editada a partir da original do ANDES-SN)

Greve dos docentes das universidades federais é destaque nos meios de comunicação

Desde que foi deflagrada na última quinta-feira (17), a greve dos docentes das universidades federais vem ganhando destaque nos meios de comunicação. A paralisação começou com grande força e já atinge 37 das 59 instituições federais de ensino. Além disso, pelo menos mais cinco já aprovaram o começo da greve entre segunda e terça-feira. Outras instituições também realizarão assembleias para deliberar a questão nos próximos dias e já tem alguns dos campi parados. É o caso da Unifesp, que realiza uma assembleia geral dos docentes na próxima terça-feira (22) e já tem um campus paralisado (Diadema) e dois com indicativo de greve (Baixada Santista e São Paulo). Os campi de Osasco e São José dos Campos realizam plenárias locais na segunda-feira (21) e os docentes de Guarulhos realizam uma reunião ainda não deliberativa na terça, na sede da Adunifesp. Clique em leia mais e confira um clipping da greve das federais e das mobilizações na Unifesp.

Greve das Federais:

1. Professores de 34 universidades federais entram em greve (Folha)
http://www1.folha.uol.com.br/saber/1092029-professores-de-34-universidad…

2. Pelo menos 37 das 59 universidades federais aderem à greve nacional; veja quais são
http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/05/18/pelo-menos-37-das-59-univ…

3. Greve já tem adesão de 39 universidades federais, diz sindicato
http://www.estadao.com.br/noticias/vida,greve-ja-tem-adesao-de-39-univer…

4. Greve de professores federais atinge 37 universidades
http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2012-05-18/greve-de-professores-…

5. Greve de professores já atinge 34 instituições federais, diz sindicato
http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/05/greve-de-profe…

6. País tem 34 universidades federais em greve
http://noticias.r7.com/educacao/noticias/pais-tem-34-universidades-feder…

7. Em dia de protesto, Dilma cancela visita a câmpus da Unifesp
http://veja.abril.com.br/blog/politica/governo-dilma-rousseff/em-dia-de-…

8. Pelo menos 37 federais aderem à greve nacional de professores
http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5781576-EI8266,00-Pelo+menos+federais+aderem+a+greve+nacional+de+professores.html

Greve na Unifesp

1. Professores da Unifesp ameaçam entrar em greve
http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=149832&idDepartamento=…

2. Alunos da Unifesp fazem manifestação em apoio à greve de professores
http://noticias.r7.com/educacao/noticias/alunos-da-unifesp-fazem-manifes…

3. Alunos da Unifesp fazem manifestação do campus de Diadema
http://www1.folha.uol.com.br/saber/1092241-alunos-da-unifesp-fazem-manif…

4. Protesto faz Dilma e Mercadante adiar visita a câmpus
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,protesto-faz-dilma-e-mercada…

5. Staff de Dilma tentou convencer manifestantes da Unifesp a não usarem nariz de palhaço
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,staff-de-dilma-tentou-convencer…

6. Estudantes reivindicam melhorias
http://www.dgabc.com.br/News/5958457/estudantes-reivindicam-melhorias.aspx

7. Sem Dilma, Unifesp cancela inauguração em Diadema
http://www.dgabc.com.br/News/5958276/sem-dilma-unifesp-cancela-inaugurac…

8. Estudantes da Unifesp protestam em Diadema
http://www.dgabc.com.br/News/5958354/estudantes-da-unifespprotestam-em-d…

9. Alunos da Unifesp apoiam professores em greve
http://www.band.com.br/noticias/cidades/noticia/?id=100000504480

10. Alunos da Unifesp fazem manifestação do campus de Diadema

http://www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id…

11. Protesto de alunos ‘expulsa’ Dilma
http://odiariodemogi.inf.br/nacional/noticia_view.asp?mat=36533&edit=4

Aumenta o número de instituições federais de ensino em greve

No segundo dia da greve iniciada pelos docentes das instituições federais de ensino, mais seis locais aderiram à mobilização convocada pelo Sindicato Nacional dos Docentes de Ensino Superior (ANDES-SN). “Em poucos momentos da nossa história começamos uma greve com tanta força como estamos agora”, avalia o 2º vice-presidente da Regional Rio Grande do Sul, Carlos Alberto da Fonseca Pires, que está em Brasília participando do Comando Nacional de Greve (CNG).

A partir desta sexta-feira (18) também paralisaram suas atividades os docentes da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Acre e das seções sindicais de Juazeiro, da Universidade Federal do Vale do São Francisco; e de Catalão, da Universidade Federal do Goiás.

Deliberaram entrar em greve na próxima segunda-feira (21), por exemplo, a Universidade de Brasília e a Universidade Federal de Juiz de Fora. Os docentes da Universidade Federal Fluminense vão paralisar a partir da terça-feira (22). “Quem estava em dúvida se era oportuno entrar na greve, agora, devido à força inicial, tem decidido pela paralisação”, analisa Pires.

Durante o dia de ontem (17), o CNG aprovou uma nota em que fazem um balanço do primeiro dia e apontam as razões da paralisação. Para o CNG, a força dos primeiros dias de paralisação “demonstra de forma contundente e inequívoca a indignação que tomou conta da categoria depois tantas tentativas de negociação com o governo sem resultados concretos.. A precarização das condições de trabalho nas instituições federais de ensino vem se agravando dia a dia com falta de professores, de salas de aula, de laboratórios e até mesmo materiais básicos para funcionamento”.

A nota do CNG, na íntegra, pode ser lida aqui.

Confira a lista das Instituições Federais de Ensino / Seções Sindicais em greve dos docentes nesta sexta-feira (18)*

01 – Universidade Federal do Amazonas (ADUA)
02 – Universidade Federal de Roraima (SESDUF-RR)
03 – Universidade Federal Rural do Amazonas (ADUFRA)
04 – Universidade Federal do Pará /Central (ADUFPA)
05 – Universidade Federal do Pará /Marabá (SINDUFPA-MAR)
06 – Universidade Federal do Oeste do Pará (SINDUFOPA)
07 – Universidade Federal do Amapá (SINDUNIFAP)
08 – Universidade Federal do Maranhão (APRUMA)
09 – Universidade Federal do Piauí (ADUFPI)
10 – Universidade Federal do Semi-Árido (Mossoró) (ADUFESA)
11 – Universidade Federal da Paraíba (ADUFPB)
12 – Universidade Federal da Campina Grande/ Patos (ADUFCG-PATOS)
13 – Universidade Federal da Campina Grande/ Cajazeiras (ADUC)
14 – Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG)
15 – Universidade Federal Rural de Pernambuco (ADUFERPE)
16 – Universidade Federal de Alagoas (ADUFAL)
17 – Universidade Federal de Sergipe (ADUFS)
18 – Universidade Federal do Triângulo Mineiro (ADFMTM)
19 – Universidade Federal de Uberlândia (ADUFU)
20 – Universidade Federal de Viçosa (ASPUV)
21 – Universidade Federal de Lavras (ADUFLA)
22 – Universidade Federal de Ouro Preto (ADUFOP)
23 – Universidade Federal de São João Del Rey (ADFUNREI)
24 – Universidade Federal do Espírito Santo (ADUFES)
25 – Universidade Federal do Paraná (APUFPR)
26 – Universidade Federal do Rio Grande (APROFURG)
27 – Universidade Federal do Mato Grosso (ADUFMAT)
28 – Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis (ADUFMAT-ROO)
29 – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (ADUR-RJ)
30 – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (SINDFAFEID)
31 – Universidade Tecnológica Federal do Paraná (SINDUTF-PR)
32 – Instituto Federal do Piauí (SINDCEFET-PI)
33 – Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (SINDCEFET-MG)
34 – Universidade Federal do Recôncavo Baiano (APUR)
35 – Universidade Federal do Vale do São Francisco/Juazeiro (SINDUNIVASF)
36 – Universidade Federal de Pernambuco (ADUFEPE)
37 – Universidade Federal do Acre (ADUFAC)
38 – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (ADUNI-RIO).
39 – Campus de Catalão da Universidade Federal do Goiás (ADCAC)

* de acordo com último balanço realizado com informações enviadas ao Sindicato Nacional até às 17h do dia 18/5.

Fonte: ANDES-SN

Greve docente é deflagrada no campus de Diadema da Unifesp

Os professores do campus Diadema decidiram em assembleia entrar em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (17). A paralisação é parte da greve nacional dos docentes das universidades federais deflagrada esta semana em dezenas de Instituições. Mais de quarenta professores participaram da plenária, que referendou a decisão tomada na assembleia do último dia 10, na qual quase cem docentes haviam deliberado pelo indicativo de greve no campus. Os professores de Diadema devem voltar a se reunir em assembleia na próxima segunda-feira (21), às 12 horas, para dar continuidade às mobilizações. Já os estudantes realizarão uma assembleia nesta sexta-feira (18), para deliberar um posicionamento em relação ao movimento docente.

Os demais campi da Unifesp realizam assembleias locais até o dia 21 de maio, e uma assembleia geral convocada pela Adunifesp para a terça-feira (22) decidirá a deflagração da greve em toda a Instituição. As assembleias acontecem quinta-feira (17) na Baixada Santista; sexta-feira (18) em São Paulo; e segunda-feira (21) em Osasco e São José dos Campos. Os docentes de Guarulhos farão uma reunião não deliberativa na terça-feira (22) na sede da Adunifesp.

A pauta central da greve é a carreira docente. Negociações entre entidades dos professores e representantes dos Ministérios do Planejamento e da Educação acontecem desde setembro de 2011 em um Grupo de Trabalho (GT) sobre o tema, mas não há avanços e o governo mantém basicamente a sua proposta inicial, um grande retrocesso para categoria e para as universidades federais. O ANDES-SN e o movimento nacional docente reivindicam negociações reais sobre a restruturação da carreira. Outras pautas também estão presentes na mobilização como melhores condições de educação e trabalho nas federais, em especial nas novas unidades, que muitas vezes carecem das demandas mais básicas.

Nesta sexta-feira (18), docentes e estudantes da Unifesp de Diadema realizariam um protesto vestindo-se de preto durante a inauguração no campus da Unidade José de Alencar, na antiga indústria metalúrgica, Conforja. A unidade é composta por dois novos prédios, que irão abrigar laboratórios de pesquisa e atividades de graduação. A solenidade estava marcada para o período da manhã e contaria com a presença de autoridades não só da Unifesp, como do município e do Estado, e do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e da presidenta Dilma Rousseff.

Entretanto, a solenidade acabou desmarcada de última hora devido, de acordo com a Diretoria Acadêmica do campus, a problemas de agenda da Presidente da República. A assessoria de Dilma teria avisado apenas tarde da noite de ontem e não houve tempo suficiente para comunicar a todos sobre o cancelamento. Estima-se que cerca de 200 pessoas compareceram à Instituição para a solenidade e encontraram os portões fechados. Após negociação, a entrada de professores e estudantes acabou liberada.

No ato de protesto que seria realizado durante a inauguração, os docentes entregariam uma carta ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na qual apresentariam suas reivindicações acerca da carreira e explicariam os motivos que os levaram a entrar em greve. A íntegra do documento pode ser vista a seguir.

 

Diadema, 17 de maio de 2012.

Ao Excelentíssimo Senhor Aloizio Mercadante Oliva

Ministro da Educação

Nós, docentes do campus Diadema da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), entendemos que o Brasil vive um momento histórico único em direção à sua independência científica e tecnológica e ao desenvolvimento humano do povo brasileiro. Neste sentido, temos a convicção que o sistema federal de ensino superior tem papel fundamental para alavancar e manter este processo transformador da nossa sociedade. Estamos convencidos também de que a expansão das Instituições Federais de Ensino Superior é fundamental no escopo deste projeto, no qual todos nós somos protagonistas.

Neste contexto, verificamos que a Carreira dos Docentes do Magistério Superior encontra-se defasada e requer reformulações urgentes que permitam o desempenho das atividades acadêmicas e do exercício digno do trabalho docente. Por outro lado, verificamos que a proposta para a reestruturação da carreira docente, apresentada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e pelo Ministério da Educação, representa grande risco para a continuidade do Programa de Expansão do Ensino Público Federal e para a excelência do tripé Ensino, Pesquisa e Extensão nas IFES.

Em relação as situação docente atual e à proposta de reestruturação da carreira docente do governo, refutamos os seguintes pontos:

1. A discrepância salarial entre os servidores públicos de nível superior, o que coloca profissionais docentes, com a formação de Doutor, em situação de remuneração inferior a de graduados de outros cargos do serviço público federal;
2. A contratação inicial de docentes como auxiliar de ensino, independentemente da titulação acadêmica do profissional;
3. A extensão do tempo de progressão profissional, resultando na ampliação de 16 para cerca de 24 anos no tempo serviço necessário para um docente pleitear a conquista do grau máximo de sua carreira (Professor Associado IV);
4. A ascensão ao cargo máximo da carreira docente, Professor Titular, estar necessariamente vinculada à existência de vagas públicas para concurso, resultando na impossibilidade de todos que tenham mérito, almejarem e alcançarem esta posição;
5. A insistente manutenção de duas ou mais linhas no contracheque de remuneração docente, uma relativa a salário base e outra(s) a gratificações (ex. Retribuição por Titulação que é nominal ao invés de percentual salarial), acarretando uma insegurança em relação aos nossos proventos;
6. A falta de sinalização de valorização da Dedicação Exclusiva (DE) uma vez que a proposta do governo não afirma a remuneração do docente em DE como um múltiplo do regime de 20 e 40 horas/semanais. A valorização da DE é uma conquista muito cara aos docentes que prezam o exercício pleno do ensino-pesquisa-extensão;
7. A inexistência de um piso salarial como ponto de partida para remuneração docente;
8. A vinculação de progressão de carreira ao credenciamento em programa de pósgraduação, promovendo uma hierarquização entre os docentes, desvalorizando a extensão e o ensino de graduação.

Ressalvamos ainda, que os docentes deste campus, juntamente com os servidores técnico-administrativos e o corpo discente, vêm enfrentando graves problemas infraestruturais, tanto em relação aos espaços destinados para as atividades didáticas quanto e, principalmente, à infraestrutura necessária para desenvolvimento em pesquisa.

Entendemos que a inauguração no dia de hoje, de um novo prédio de pesquisa, é extremamente importante para o nosso campus, uma vez que abrigará as pesquisas de uma fração do corpo docente. Entretanto, é notório que falhas no planejamento de implantação do REUNI na UNIFESP, comprometem a estruturação para o desenvolvimento pleno da pesquisa e pós-graduação no campus Diadema de forma a atender as necessidades de todo o corpo docente.

É importante ressaltar também que a infraestrutura de ensino encontra-se ainda em consolidação ou planejamento, sendo que as existentes são precárias, carecendo de dispositivos adequados às atividades desenvolvidas na unidade.

Nesta perspectiva, os docentes do campus Diadema, frente ao descumprimento do compromisso firmado pelo governo federal em agosto de 2011 de discutir e apresentar propostas em relação à reestruturação da carreira e diante da persistência de uma proposta de carreira docente que acreditamos inadequada, decidiram pela GREVE por tempo indeterminado e têm o apoio de outros campi da UNIFESP que estão mobilizados e com indicativo de greve aprovado.

Espera-se que este impasse se solucione com a ação proativa do governo federal na busca de entendimento com as representações sindicais de docentes de ensino superior, levando à construção de um plano de carreira docente que resulte num compromisso legítimo com a qualidade de ensino e desenvolvimento científico e tecnológico para o povo brasileiro e para a nossa Nação.

Confiamos que todos os alunos, servidores e professores da UNIFESP e os cidadãos brasileiros comunguem desses ideais.

Docentes do campus Diadema
Universidade Federal de São Paulo