Arquivo diários:25 de abril de 2013

Após Marcha, entidades são recebidas no Palácio do Planalto

Depois da realização da Marcha a Brasília, que reuniu mais de 20 mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24), representantes das entidades organizadoras do ato, que compõem o Espaço de Unidade e de Ação, foram recebidos pelo Secretário Executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Diogo de Sant’ana,  para tratar da pauta de reivindicações da manifestação, que já foi protocolada  mais de um mês junto ao Executivo.

José Maria de Almeida, da CSP-Conlutas, pontuou os principais temas para os quais os movimentos esperam uma resposta do Governo Federal, como a flexibilização das leis trabalhistas, retirada de direitos dos aposentados, fator previdenciário, reforma agrária, concessão de benefícios fiscais ao empresariado, criminalização dos movimentos e assédio moral no serviço público, entre outros.

Zé Maria cobrou de Sant’ana uma agenda com o Ministro Gilberto Carvalho, ausente por viagem ao exterior, para que houvesse um aprofundamento no debate e abertura de negociações com o Espaço de Unidade e de Ação, que representa uma parcela expressiva da classe trabalhadora brasileira. O coordenador da CSP Conlutas ressaltou o significado político da presença de milhares de trabalhadores nesta manhã, na Esplanada dos Ministérios.

Falando em nome das entidades do setor da Educação, Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN, ressaltou que quatro pontos essenciais deveriam voltar à pauta de discussão com a Secretaria da Presidência: a discussão sobre uma política efetiva de financiamento permanente para a educação pública tomando como referência aplicação imediata de 10% do PIB para o setor, a precarização das Instituições Federais de Ensino – que vem resultando numa mudança de paradigma das relações de trabalho e também curricular nas IFE –, a desestruturação da Carreira dos docentes das Federais – imposta pelo governo através da Lei 12.772/2012 – e a tentativa do governo de privatizar os órgãos públicos que tratam dos serviços sociais, seja pela via de transferir a administração para empresas como de Serviços Hospitalares (Ebserh) ou pela retomada à pauta do Congresso do Projeto de Lei Complementar 92/2007, que visa instituir fundações estatais, de direito privado, para administração do serviço público.

Os dirigentes da Condsef, Feraesp, CNTA, Cobap e do MST também apontaram questões urgentes que precisam ser abordadas na reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República. Diogo de Sant’anna se comprometeu em agendar o encontro para a próxima semana, acenando a disponibilidade e interesse do órgão em fazer o debate com as entidades.

Fonte: ANDES-SN

Mais de 20 mil trabalhadores ocupam a Esplanada em Marcha vitoriosa

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Considerada uma vitória da classe trabalhadora brasileira, Marcha denuncia os ataques do governo aos direitos trabalhistas e a situação de precariedade vivida em todo país

Representantes do campo e da cidade, servidores públicos federais e da iniciativa privada, do setor petroleiro, gráficos, metalúrgicos. Jovens, aposentados, índios, negros, homoafetivos, homens, crianças e mulheres. Integrantes de movimentos de luta pela terra, pela reforma agrária e contra o capitalismo.  Ao todo, mais de 20 mil pessoas marcharam na Esplanada dos Ministérios na manhã desta quarta-feira (24), unidas em uma única voz: não ao ataque aos direitos dos trabalhadores!

Durante cinco quilômetros de percurso, os trabalhadores chamaram a atenção da população, de governantes e de parlamentares, e denunciaram as iniciativas do governo que atacam os direitos dos trabalhadores brasileiros, como o Acordo Coletivo Especial (ACE), a Reforma da Previdência e a criminalização dos movimentos sociais. Centenas de faixas, cartazes e bandeiras denunciaram a situação de precariedade vivida pelos trabalhadores do país, as formas de privatização da saúde e da educação, as condições dos representantes do campo, dos trabalhadores sem terra, e dos operários da usina de Belo Monte, vítimas do trabalho escravo, entre outras. Tantos casos e descasos relatados com indignação, por meio de protesto e palavras de ordem que diziam “O povo na rua, Dilma a culpa é sua”, e “Eu vim aqui fazer o quê? Parar o ACE e o direito defender”.

Para os representantes das dezenas de entidades que organizaram a mobilização, a Marcha demonstra a integração de diversas categorias dos setores público e privado, movimentos sociais e populares contra a política econômica do Governo Federal, e mostram a força do movimento. A Marcha também é um chamamento para a continuidade da jornada de lutas nos estados, com a sequência de atos, debates e novas ações na defesa dos direitos.

“O ANDES-SN, representado pelas suas Secretarias Regionais e Seções Sindicais de todo país, fizeram um grande esforço para promover a unidade dos trabalhadores, e a Marcha é resultado disso. A unidade é importante para defender a educação e saúde contra os ataques, como é o caso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que privatiza a saúde e retira direitos dos trabalhadores e da população usuária”, afirmou a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira. A diretora do Sindicato Nacional acrescentou que o ANDES-SN continuará a luta nos estados, contra as ações do governo que precarizam as condições de trabalho na área da educação.

Marinalva ainda convidou os trabalhadores a integrarem o ato realizado pelas entidades da educação, em frente ao MEC, na tarde desta quarta-feira, e participarem do lançamento da Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho, da divulgação do resultado do Plebiscito Nacional Sobre a Ebserh e da rearticulação da Campanha 10% do PIB para Educação Pública Já!. “Algumas ações específicas estão previstas nos estados. Entre os dias 20 e 24 de maio, haverá jornada de luta das federais com paralisação no dia 22 e, 29 de maio, será o dia nacional de luta dos docentes das instituições estaduais e municipais de ensino superior. É grande nossa vitória e o caminho é a unidade, articulação. Precisamos dar continuidade a isso”, acrescentou.

Para a dirigente nacional da Fasubra, Janine Teixeira, o governo privatiza as políticas públicas do país. “Este governo será lembrado como o governo que acabou com o SUS, que está implementando com autoritarismo a Ebserh. Um governo travestido de esquerda pior que de FHC. O acordo feito com a Fasubra não foi cumprido integralmente. Só juntos vamos conquistar o que a gente merece”, disse.

Na frente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores fizeram o enterro simbólico do ACE. Durante o ato, Paulo Barela, da CSP-Conlutas, afirmou: “direito se amplia, não se negocia”.

Para o coordenador-geral do Sinasefe, Shilton Roque, a Marcha mostra que os trabalhadores não estão satisfeitos com o tipo de governo da presidenta Dilma. “Estamos aqui reunidos para dizer não ao ACE e afirmar que somos contra a precarização e ataques aos nossos direitos, conquistados ao longo dos anos. Os trabalhadores estão revoltados com essa situação, o movimento classista está na rua. O ato mostra a indignação e a estratégia de luta é a unidade”, afirmou.

O secretário-geral da Condsef, Josemilton Maurício da Costa, parabenizou a iniciativa dos movimentos independentes e afirmou que a participação dos trabalhadores na Marcha superou as expectativas. “O movimento independente é diferente dos movimentos ligados ao governo. No movimento independente não tem jogo, e a Dilma sabe que é este movimento que faz a luta e que fez a greve do ano passado. Os trabalhadores e trabalhadoras têm compromisso com os trabalhadores e não com o governo Dilma”, reforçou.

O representante da “CUT Pode Mais” Alberto Ledur afirmou que “a Marcha tem ampla pauta classista de reivindicações e que não se rendeu ao peleguismo da direção majoritária da CUT para denunciar a Reforma da Previdência comprada e que retira direitos. Queremos seguir construindo com o Espaço de Unidade e Ação para lutar pelos direitos das classes trabalhadoras”.

O membro da Secretaria-Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágora Lopes agradeceu as entidades “que não mediram esforços para a realização da Marcha e aquelas que fizeram debates em suas bases nos estados”. Para Atnágoras, os próximos desafios são os atos do dia 1º de maio, que devem tentar reproduzir o classismo que uniu os trabalhadores no dia 24 de abril em Brasília. “Temos que lutar contra o ACE e para anular a Reforma da Previdência comprada com o mensalão. A CSP-Conlutas se orgulha de fazer parte desse conglomerado de trabalhadores. Vamos viver o socialismo, que não é um sonho inalcançável”.

No final da manhã, Paulo Barela da CSP-Conlutas informou que quatro pessoas haviam sido presas no Congresso Nacional pela polícia legislativa, por colocarem uma bandeira no local. “Eles foram presos porque ousaram defender a democracia ao se manifestarem. Isto é democracia?”, questionou.

A juventude e os estudantes foram representados pela Anel, que pintou a Esplanada dos Ministérios com as cores do arco-íris, como afirmou Clara Saraiva, representante da Assembleia. Os jovens pediram a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. A Anel também realizou um beijaço coletivo e fez casamentos homossexuais em protesto à Feliciano. “A juventude tem muito orgulho de lutar junto aos trabalhadores do campo e da cidade”, finalizou Clara.

Entidades organizadoras

Além da CSP-Conlutas, compõem a organização da Marcha as seguintes entidades e organizações: ANDES-SN, A CUT Pode Mais (corrente que integra a CUT), CNTA (Confederação Nacional de Trabalhadores da Alimentação), Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas), Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais), Cpers (Centro dos Professores Do Estado Do Rio Grande Do Sul), MST, Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas), Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), assim como entidades de movimento populares, entre outras.

Fonte: ANDES-SN

Eleição para gestão 2013-2015 da Adunifesp vai até segunda-feira (29)

Começou hoje, quinta-feira (25), a eleição para a escolha da próxima direção da Adunifesp-SSind. O pleito ocorre até o dia 29 deste mês e definirá a gestão 2013-2015 da entidade. A chapa única inscrita e homologada pela Comissão Eleitoral, “Autonomia e Democracia”, é presidida pelo docente Raul Bonne Hernandez, do Departamento de Ciências Exatas e da Terra, do campus Diadema da Unifesp. A atual presidente da entidade e docente do campus da Baixada Santista, Virginia Junqueira, é candidata a vice-presidente. Podem participar do processo eleitoral todos os sócios da Adunifesp, incluindo os aposentados.

Confira abaixo os horários e locais das urnas:
CAMPUS SÃO PAULO
– ESTACIONAMENTO HSP (2º SUBSOLO) – 8H ÀS 16H
– ADUNIFESP – 9H ÀS 17H
– INFAR – 9H ÀS 19H
BAIXADA SANTISTA
– EDIFÍCIO CENTRAL (R. SILVA JARDIM, 136 – V. MATHIAS) – 8H ÀS 16H
CAMPUS DIADEMA
– CONFORJA/UNIDADE JOSÉ ALENCAR – 9H30 ÀS 12H E 14H ÀS 16H30
CAMPUS GUARULHOS
– SECRETARIA ACADÊMICA/SALA DE RECEPÇÃO DOS PROFESSORES – 14H ÀS 21H
CAMPUS OSASCO
– SECRETARIA ACADÊMICA – 10H ÀS 20H
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: NÃO HAVERÁ URNA NESTE CAMPUS.

Confira também a nominata completa da chapa “Autonomia e Democracia”:

CHAPA “AUTONOMIA E DEMOCRACIA”
Presidente: RAUL BONNE HERNANDEZ (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Vice-presidente: VIRGINIA JUNQUEIRA (Baixada Santista – Depto. Gestão e Cuidados em Saúde)
Secretário Geral: ANTONIO MIHARA (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
1º Secretário: JULIO CESAR ZORZENON COSTA (Osasco – Depto. Ciências Econômicas)
Tesoureiro Geral: CARLOS ALBERTO BELLO E SILVA (Guarulhos – Depto. Ciências Sociais)
1º Tesoureiro: MARCOS FERREIRA DE PAULA (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Relações Sindicais, Jurídicas e Defesa Profissional: MARIA GRACIELA GONZALEZ DE MORELL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Imprensa e Comunicação: FRANCISCO ANTONIO DE CASTRO LACAZ (São Paulo – Depto. Medicina Preventiva)
Diretor de Política Sócio-cultural: DENILSON SOARES CORDEIRO (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Diretor de Política Universitária: EMILIO NOLASCO DE CARVALHO (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Baixada Santista: LUZIA FATIMA BAIERL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Diadema: JOEL MACHADO JUNIOR (Diadema – Depto. Ciências Biológicas)
Diretor Campus Osasco: MARCELLO SIMAO BRANCO (Osasco – Depto. Multidisciplinar)
Diretor Campus Guarulhos: CLEBER SANTOS VIEIRA (Guarulhos – Depto. Educação)

Mais de 60 mil dizem “NÃO” à Ebserh em plebiscito nacional

Mais de 60 mil pessoas se posicionaram contrárias à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh – em plebiscito nacional realizado por entidades ligadas à educação e saúde federais, entre os dias 2 e 19 de abril. Os votos foram coletados junto à comunidade acadêmica e entre os usuários dos hospitais universitários das Instituições Federais de Ensino (IFE).

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (23) e segundo os organizadores do plebiscito apenas 3 mil pessoas votaram favoráveis à adesão dos Hospitais Universitários à empresa.  A entrega oficial do resultado ao Ministério da Educação será feita nesta quarta-feira (24), a partir das 14h, em ato em frente ao MEC.

“Parabenizamos todas as entidades, pois apesar do curto prazo para execução do plebiscito, o resultado foi muito bom e mostra que os usuários dos HU e a comunidade acadêmica, quando esclarecidos, se posicionaram contrários à Ebserh”, avalia Almir Menezes Filho, 2º tesoureiro do ANDES-SN. O diretor do Sindicato Nacional lembra ainda que não estão computados cerca de 15 mil votos coletados pela Fenasps, que ainda serão enviados para a equipe de apuração.

Segundo Menezes Filho, o resultado demonstra também que as ações favoráveis à empresa por parte de alguns gestores das Universidades e dos hospitais, em muitos casos, são resultantes de uma espécie de chantagem promovida pelo governo que ameaça vincular a liberação de recursos, tanto financeiro quanto de pessoal, à assinatura de contrato com a Ebserh.

O diretor do ANDES-SN diz que a luta para impedir a implementação da Ebserh deve continuar em cada Hospital Universitário. “Iremos também acompanhar com atenção redobrada o andamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF), pela Procuradoria Geral da República”, acrescenta.

Leia aqui a íntegra da nota divulgada pelas entidades com o resultado do Plebiscito.

Fonte: ANDES-SN