Paulistinha: a luta pelas carreiras na educação infantil da Unifesp é de todos os docentes


Melhores condições de trabalho para ensino, pesquisa e extensão: o ingresso de docentes concursadas com dedicação exclusiva ajudou a revelar as condições precárias vividas há anos por quem é contratado em regime CLT

O Núcleo de Educação Infantil da Unifesp, conhecido como “Paulistinha”, foi criado há 40 anos para atender a demanda exclusiva por educação básica dos filhos dos servidores da Escola Paulista de Medicina. Atualmente, segundo a secretaria do Núcleo, atende cerca de 500 crianças de 0 a 10 anos de idade – Educação Infantil e Ensino Fundamental I – com serviço ampliado e aberto: 20% da oferta de vagas na Educação Infantil é aberta ao público externo, enquanto 80% são reservados aos filhos dos servidores da Universidade Federal de São Paulo e da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Até março de 2016, seu corpo docente era formado com 100% de professores e professoras contratados em regime CLT. Após essa data, o Núcleo teve seu quadro docente ampliado com a incorporação de professoras de carreira do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTTs). Essa categoria, em regime de dedicação exclusiva como é comum nas Unidades Universitárias Federais de Educação Básica das Instituições Federais de Ensino Superior de todo o país, foi uma conquista que trouxe para a Unifesp a perspectiva de ampliar seu escopo de atuação, a qualidade do ensino e a produção de conhecimento pertinente à Paulistinha.

A forma como foram incorporadas as professoras EBTTs trouxe à tona relações e condições de trabalho que passavam despercebidas pela comunidade da Unifesp, pois o modo como a Paulistinha tradicionalmente funciona, impede o desenvolvimento científico e profissional de qualquer docente.

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Estágio probatório e licença maternidade

Por Lara Lorena Ferreira
Advogada do escritório Lara Lorena Ferreira Sociedade de Advogados, assessora jurídica da Adunifesp-SSind

Qualquer lei deve sempre ir no sentido de dar a máxima efetividade ao direito fundamental, sobretudo porquanto amparado nos direitos sociais dos trabalhadores, e, qualquer tentativa infra legal de restringi-lo, há de ser inconstitucional.

Em recente consulta, atendi uma servidora pública federal que, durante seu período de estágio probatório, esteve afastada da atividade por 180 dias em razão de concessão de licença à gestante. Passados alguns anos após a aludida licença, por ocasião de sua primeira progressão na carreira, se deu conta que a data da homologação de sua aprovação do estágio probatório fora atrasada em 180 dias, período em que esteve afastada.

Dúvida não há de que toda a sua carreira de servidora, para efeitos de estabilidade, vantagens e benefícios, por conseguinte, foi atrasada, ou adiada, em 6 (seis) meses. Exemplo clássico do prejuízo profissional sofrido pela mulher, não em razão da maternidade, mas em razão da discriminação.

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Assédio moral: não se deve tolerar o intolerável

Se por um lado o trabalhador que assume uma posição no serviço público tem em seu horizonte uma rara estabilidade no mundo do trabalho, que a princípio garantiria melhores condições para exercer sua função, não são raros os casos em que nos seus primeiros três anos, no período do chamado estágio probatório, a vigilância e a pressão discricionária dos superiores e dos próprios colegas abrem o caminho para práticas abusivas no cotidiano de docentes de todas as carreiras no ensino superior e tecnológico público.

O assédio moral no local de trabalho configura-se por “todo e qualquer comportamento abusivo apresentando-se, sobretudo, por atos, palavras, gestos, escritos que possam ensejar danos à dignidade, à personalidade ou à integridade física ou psíquica de um indivíduo, por em risco sua atividade profissional ou tornar o ambiente de trabalho degradante”, como descreve a doutora Marie-France Hirigoyen em seu livro Mal-estar no trabalho: redefinindo o assédio moral.

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Edital de Convocação Eleições Adunifesp-SSind 2017

EDITAL DE CONVOCAÇÃO Eleição ADUNIFESP-SSIND. – GESTÃO 2017/2019 De acordo com o Estatuto da Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo – Seção Sindical (Adunifesp-SSind.), Capítulo 4 – Das Eleições – comunicamos a todos os sócios a abertura do processo sucessório da atual diretoria para a gestão 2017/2019. 1.  As inscrições serão realizadas por chapas com a seguinte composição: – PRESIDENTE – VICE-PRESIDENTE … Continuar lendo Edital de Convocação Eleições Adunifesp-SSind 2017

Adunifesp-SSind reivindica suspensão do controle de frequência para professores da Paulistinha

Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-Ssind) protocolou em 15 de maio de 2017 junto à Pró-reitoria de Gestão com Pessoas ofício requerendo suspensão imediata das medidas para controle de frequência dos professores de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) da Unifesp. “A Adunifesp-SSind é contra qualquer diferenciação entre professores da Paulistinha e demais docentes da Unifesp, respeitando os termos do acordo da Secretaria das Relações … Continuar lendo Adunifesp-SSind reivindica suspensão do controle de frequência para professores da Paulistinha

O acirramento da crise política e a necessidade da continuidade do movimento contra as reformas

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público manifestar-se pela fundamental necessidade de darmos continuidade à luta contra a precarização das Universidades Federais e contra as reformas trabalhista e da previdência, ainda mais nesse contexto de acirramento da crise política. Não aceitamos o ilegítimo governo de Michel Temer, por isso reforçamos a bandeira pela sua imediata saída. Mas tampouco … Continuar lendo O acirramento da crise política e a necessidade da continuidade do movimento contra as reformas

Moção em defesa do Hospital São Paulo como hospital universitário

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind) vem a público se manifestar em defesa do Hospital São Paulo como hospital universitário. A crônica crise orçamentária do Hospital São Paulo, que obrigou seu fechamento parcial e a diminuição considerável de seu atendimento ao público por conta de falta de materiais básicos e condições mínimas de trabalho, vem na esteira de uma amplo processo de ataque e … Continuar lendo Moção em defesa do Hospital São Paulo como hospital universitário

Nota de pesar

É com pesar que a  Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo vem comunicar o falecimento do sr. Iveraldo Bello e Silva, pai do professor Carlos Alberto Bello e Silva, docente do campus de Guarulhos e diretor da Associação. Nesse momento de tristeza, expressamos nossos sentimentos de pesar e nossa solidariedade ao estimado colega e a seus familiares. O Velório será às … Continuar lendo Nota de pesar

Plenária Comunitária da Unifesp faz balanço da greve de 28 de abril e discute a crise do HSP

Aconteceu nesta quinta-feira, 11 de maio de 2017, a Plenária Comunitária da Unifesp com a presença de cerca de 50 pessoas, grande maioria técnicos-administrativos, contando também com a presença de docentes membros da diretoria da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind). A Plenária pautou o balanço da greve geral de 28 de abril, a continuidade do calendário de lutas e a crise do Hospital São … Continuar lendo Plenária Comunitária da Unifesp faz balanço da greve de 28 de abril e discute a crise do HSP