Aproxima-se o 1° de maio, dia internacional da classe trabalhadora e símbolo do nosso direito ao tempo. Reivindicamos o direito à folga nesta data não como ausência de trabalho, mas como presença de vida: o direito ao descanso, ao lazer e à realização pessoal fora das métricas de produtividade. Que este dia seja um convite para nos encontrarmos nos atos, para ocuparmos as ruas com nossos corpos e afetos, lembrando que a luta é também sobre podermos, finalmente, viver plenamente.
Um pouco de História
A rigor, como se sabe, a data remonta ao ano de 1886, em homenagem à greve geral que eclodiu em Chicago (EUA), em defesa da jornada de 8 horas, naquele ano.
A greve geral paralisou diversas categorias, reunindo 340 mil trabalhadores, pela derrubada da exaustiva jornada de trabalho em vigor naquele momento, que chegava a 15-17 horas diárias de trabalho.
A cidade de Chicago, situada em Illinois, tornou-se um dos grandes epicentros da heróica greve. Foi também em Chicago que a violência do governo Grover Cleveland foi mais selvagem. Na sequência de uma bomba que explodiu junto à polícia que fazia guarda na praça Haymarket, no dia 4, desatou-se uma repressão generalizada e 38 trabalhadores foram mortos e outros 115 ficaram feridos.
Nas esteira daquela onda repressiva, inúmeras lideranças sindicais socialistas e anarquistas foram presas e muitas delas condenadas à pena capital: August Spies, Albert Parsons, Adolf Fischer e George Engel, os oradores mais incendiários à frente da greve, foram enforcados em 11 de novembro de 1887. Louis Lingg cometeu suicídio na prisão. Samuel Fielden e Michael Schwab tiveram a pena comutada para prisão perpétua, e Oscar Neebe foi condenado a 15 anos.
Três anos depois, no ano de 1889, a Segunda Internacional Socialista, liderada pelo revolucionário Friedrich Engels, deliberou pelo dia 1º de Maio como um dia mundial de luta em homenagem aos mártires de Chicago, consolidando-a como parte do calendário político do movimento operário.
No Brasil, a data passou a ser celebrada desde o ano de 1925.
Reafirmar o primeiro de maio nas ruas…
Desde então, empresários e seus representantes políticos tentam esvaziar o sentido da data, fazendo dela o “dia do trabalho” e não o dia do trabalhador. Em muitas empresas os patrões distribuem prêmios para os trabalhadores e fazem discursos exaltando a suposta união entre trabalhadores e empresários.
Assim, querem a todo custo apagar o significado do primeiro de maio, sua história e a história de seus mártires.
Por isso, passadas tantas décadas depois da greve geral de 1886, é fundamental lutarmos para manter o primeiro de maio como data de luta e de mobilização do movimento sindical.
…e fortalecendo o sindicato
Como afirmamos recentemente, nenhuma conquista social caiu do céu. Direitos trabalhistas como as férias, estabilidade para certas categorias, licença maternidade e paternidade, 13°, entre tantas outras, são resultado de muitas décadas de luta.
Foi assim também com o recente reajuste que conseguimos, depois de uma heróica greve nacional que nossa categoria encampou em 2024, junto ao ANDES, à Fasubra e ao Sinasefe.
E também será assim com a iminente conquista do fim da escala 6×1, cuja PEC já tramita no Congresso, depois de uma intensa campanha realizada pelo movimento VAT – Vida Além do Trabalho.
Mas essa ideia, que sempre orientou o movimento dos trabalhadores, também vem sendo alvo de um combate frontal, sobretudo nos últimos anos, marcado pelo avanço da extrema direita. Assim, os representantes dessa corrente política tentam cooptar os trabalhadores com as ideias do individualismo, da meritocracia e do empreendedorismo, para buscar enfraquecer o movimento sindical e consolidar seu domínio.
São inimigos da ciência, da educação, do conhecimento e das universidades públicas. Por isso atacam professores através de ferramentas perigosas como o “movimento escola sem partido” e de projetos de lei que instituem a cobrança de mensalidade nas instituições federais de ensino, como caminho para a privatização total delas.
Assim, nesse primeiro de maio, o chamado da Adunifesp para toda a categoria é claro: combate firme contra os inimigos da universidade pública! Tomar as ruas no primeiro de maio! Fortalecer a nossa organização sindical, filiando-se à Adunifesp e participando de seus espaços políticos (assembleias, debates, mesas, plenárias, etc).
Em São Paulo-SP o ato ocorrerá na Praça Roosevelt, às 9h
Também ocorrerão atos em várias cidades do interior:
Bauru (SP) – rua Altíno Arantes, Quadra 6 – Vila Souto (Bar do Genaro), às 12h;
Campinas (SP) – Largo do Pará – Centro, às 9h;
Jacareí (SP) – Praça do Rosário, às 9h;
Osasco (SP) – Metal Clube – Rua Luiz Rink, 501 – Rochdale, às 14h;
Santos (SP) – Estação da Cidadania (Avenida Ana Costa, 340), às 9h;
São Bernardo do Campo (SP) – Paço Municipal, às 9h; São Carlos (SP) – Clube de Campo dos Metalúrgicos, às 19h;
São José do Rio Preto (SP) – Av. Lino José de Seixas, 1288, às 9h;
Taboão da Serra (SP) – Avenida Fernando Fernandes – Jardim Mituzi, às 10h.
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