NOTA DA DIRETORIA DA ADUNIFESP CONTRA A INDICAÇÃO DE INTERVENTORES EM ESCOLAS PÚBLICAS MUNICIPAIS DE SP PELO GOVERNO DE RICARDO NUNES
Na última quinta-feira (22/05) a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME) publicou a convocação de 25 diretores/as de escolas para um curso de formação continuada, entre maio e dezembro de 2025, retirando esses gestores de suas funções. Nessas 25 escolas e em mais 6, cujos diretores/as não são efetivos (e, portanto, foram cessadas as suas designações), a função de gestão será feita por pessoas indicadas pela SME, ou seja, por interventores/as do governo.
A prefeitura justifica tal atitude (inédita na rede municipal de educação) porque essas escolas estariam com os piores índices nas avaliações externas (em larga escala) e que tais gestores passariam por um curso de formação para se aprimorarem, visando o alcance das metas de aprendizagem.
Trata-se de um ataque à educação pública municipal porque desconsidera as condições diferenciadas à que estão submetidas as escolas, bem como desrespeita a autonomia das unidades. Não há na legislação municipal nenhum argumento que sustente uma intervenção desse nível. Com isso, Ricardo Nunes e seu Secretário de Educação Fernando Padula ignoram as especificidades de cada comunidade escolar e realizam um ataque sem precedentes à gestão democrática das escolas.
Na verdade, tal atitude é um primeiro passo para a política de privatização da escola pública, proposta pelo governo municipal e sugere um “piloto” para outras ações que poderão vir pela frente.
A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp) defende a escola pública, estatal, laica, para todos/as e com qualidade social e, por isso, repudia essa ação do prefeito Ricardo Nunes e se alia aos que defendem a resistência à essas políticas.
Adunifesp-SSind
