Universidades Federais são alvo de chantagem ideológica do MEC

Contrariando princípios e direitos fundamentais como as liberdades de cátedra e de expressão, a autonomia universitária e os direitos dos trabalhadores, o Ministério da Educação (MEC) abusa de sua autoridade ao impor cortes significativos de verbas para universidades federais que “não se comportarem”. O posicionamento do ministro Abraham Weintraub deixa claro que o objetivo da medida é censurar posicionamentos políticos divergentes, condicionando o repasse de recursos para custeios básicos das universidades ao alinhamento ideológico ao governo.

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NÃO À INTIMIDAÇÃO DO GOVERNO E DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO AOS PROFESSORES E PROFESSORAS!

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind) vem a público expressar sua indignação e repúdio às recentes declarações do governo e especialmente do Ministro da Educação sobre a importância das Ciências Humanas no ensino superior, nas áreas citadas de Filosofia e Sociologia, assim como aos ataques à autonomia universitária e à liberdade de cátedra, incentivando intimidação e censura dentro das salas de aula.

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NOTA de SOLIDARIEDADE

Os docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral no dia 22 de abril de 2019 manifestam sua solidariedade à Camila Marques, professora do Instituto Federal de Águas Lindas-GO e Coordenadora Geral do Sinasefe, pelo cerceamento de liberdade sofrido em 15 de abril. Com o objetivo de proteger seus alunos contra a ação arbitrária da Polícia Civil no campus a professora acabou sendo detida.

Repudiamos a entrada da polícia em espaços educacionais para cumprir diligências que não sejam única e exclusivamente para defenderem estudantes, professore(a)s, técnico(a)s-administrativo(a)s e demais funcionário(a)s. Especialmente a forma violenta de suas ações.

Estendemos a solidariedade à Gabriel Pimentel, professor de história da Escola Estadual Lourdes de Carvalho em Uberlândia. O professor intercedeu na abordagem dos policiais aos alunos e também foi detido de forma completamente arbitrária. E também ao professor de geografia demitido pelo Colégio Poliedro em São José dos Campos por realizar uma avaliação crítica da atual conjuntura política e das ações do governo. A ação do colégio expressa uma clara violação da liberdade de cátedra, censurando o professor em seu ambiente de trabalho. A construção de avaliações e posturas críticas sobre qualquer que seja o tema constituem passo pedagógico fundamental à formação autônoma dos estudantes.

As demissões e prisões injustificadas dos professore (a)s em seu ambiente de trabalho constituem uma forma de intimidação e uma violência à prática cotidiana de construção da educação. Não aceitaremos qualquer tipo de intimidação e violências nas escolas, institutos e universidades.

Docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral em 22 de abril de 2019

AG 22/04: Ato em defesa da autonomia da universidade

Nesta segunda-feira, dia 22 de abril de 2019 foi realizada a Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp, com a seguinte pauta: 1) Discussão e organização de ato pela liberdade/autonomia acadêmica na Unifesp; 2) Informe sobre a questão financeira da Adunifesp-SSind (contribuição sindical); 3) Calendário de lutas (mobilização em 15/5); 4) Nova ação do vale-transporte.


E realizados os seguintes e respectivos encaminhamentos: 1) Indicativo de realização do ato para o dia 27 de maio a partir das 10h no campus São Paulo da Unifesp, com os seguintes convidado (a)s – Daniel Cara, Maria Benevides, Fabio Comparato, Elisaldo Carlini, representante da SBPC; moção de solidariedade à prof. Camila Marques (Instituto Federal de Goias) e prof. Gabriel Pimentel (Escola Estadual de Uberlândia) detidos de maneira arbitrária pela polícia, e ao prof. demitido no colégio Poliedro de São José dos Campos; 2) Seguir com a campanha de transição das formas de recolhimento/contribuição e formação de coletivos locais nos campi para ampliar a campanha junto aos docentes em seus departamentos; 3) Participar das manifestações do dia 1º de maio, junto às centrais sindicais e monitorar a organização do dia 15 de maio, com possíveis atividades nos campi; 4) Aprovado por unanimidade a abertura de noca ação para garantir o direito do vale transporte aos docentes.

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22/04 – AG Docente

Na próxima segunda-feira, dia 22 de abril de 2019, será realizada a Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp às 12h no Anf. A da Unifesp com a seguinte pauta:


– Discussão e organização de ato pela liberdade/autonomia acadêmica na Unifesp;
– Informe sobre a questão financeira da Adunifesp-SSind (contribuição sindical);
– Calendário de lutas (mobilização em 15/05).


Contamos com a sua presença!

Nota de solidariedade às (os) trabalhadoras (es) do RU do campus Baixada Santista da Unifesp

A Associação dos Docentes da Unifesp (ADUNIFESP-SSind), vem a público manifestar sua solidariedade às/aos trabalhadoras/es contratadas/os pela empresa Prato Certo, que presta serviços ao Restaurante Universitário do Campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo. Desde ontem, 08 de abril de 2019, as/os trabalhadoras/es paralisaram suas atividades. Além de melhores condições de trabalho (são apenas seis para atender diariamente a mais de 700 estudantes; mercadoria que chega atrasada e congelada, fazendo com que se utilize água quente às pressas, o que tem provocado acidentes), reivindicam o pagamento imediato dos salários atrasados há três meses.


Esta legítima paralisação tem impacto direto na vida acadêmica, sobretudo das/os estudantes que foram privadas/os de fazerem suas refeições, muitos das/os quais se alimentam exclusivamente no R.U. Portando, nossa solidariedade se estende a elas/es.


Enfim, é impossível não relacionar esta luta com a defesa intransigente da universidade pública brasileira. A luta também é nossa!

Aunifesp-SSind

Adunifesp-SSind segue defendendo a autonomia universitária junto ao novo Ministro da Educação

No dia 08 de abril de 2019, logo após Abraham Weintraub, economista e professor da Unifesp, ocupar o cargo de Ministro da Educação, o Jornal Estadão procurou a Adunifesp-SSind para buscar informações e expectativas sobre a nova gestão e o Prof. Daniel Feldmann, presidente da entidade deu a seguinte declaração:

“Espero que o novo ministro, como professor de uma Universidade Federal, saiba que a lógica do Escola Sem Partido e de outras formas de perseguição e restrição à autonomia e liberdade aos professores é absolutamente falaciosa e só pode levar à destruição da Universidade como lugar de produção de conhecimento. Se, infelizmente, ele mantiver essa lógica defendida pelo Bolsonaro e pelo ex-ministro, isso será trágico, uma caças às bruxas que não permitiremos de forma alguma que entre dentro da Universidade Pública. Nem uma aula minha, Daniel, e nem uma aula do atual ministro Bragança jamais estarão isentas de pressupostos teóricos, reflexivos e intelectuais que nunca podem ser ‘neutros’. Por esta lógica inquisitória, se algum professor for punido por ter algum ‘viés’ no seu pensamento, esse mesmo tipo de punição caberia então ao novo ministro que também tem seu ‘viés’ que é tudo menos ‘neutro’ ou algo meramente ‘técnico’”.

Acesse aqui a matéria completa: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ele-tem-ideias-muito-boas-mas-nao-sigo-ipsis-litteris-diz-novo-ministro-sobre-olavo,70002783847?utm_source=estadao:whatsapp&utm_medium=link

A Adunifesp-Ssind segue em defesa da categoria e da universidade pública.

Adunifep-SSind

URGENTE: risco imediato de sobrevivência da Adunifesp-SSind e demais sindicatos

O governo Bolsonaro publicou em 14 de março de 2019 a Medida Provisória 873 que proíbe o desconto da contribuição sindical na folha de pagamento do servidor (mesmo com sua voluntária e expressa autorização). Um instrumento que ataca o princípio de liberdade e autonomia sindical, uma de nossas formas históricas e fundamentais de organização enquanto categoria docente. Uma estratégia covarde que no curto prazo imobiliza os sindicatos, pois acaba imediatamente com a renda de associações de classe como a Adunifesp-SSind, e no médio e longo prazo dificulta nossa organização e defesa da universidade pública. Podemos nos perguntar: por que os trabalhadores podem voluntariamente pedir desconto em folha de seu plano de saúde e não da contribuição sindical? E os elementos para sua resposta indicam os objetivos e compromisso desse governo.

A MP entrou em vigor com força de lei imediatamente após a sua publicação, o que significa na prática que a Adunifesp-SSind terá sua renda suspensa a partir do mês de maio – já recebemos o comunicado do Serviço Federal de Processamentos de Dados (SERPRO), responsável pelos procedimentos de repasse da contribuição junto à administração pública notificando o fim do serviço. E como a contribuição sindical é a única fonte de renda da entidade, não teremos como lidar com as despesas para continuarmos funcionando – mantendo funcionários na sede, organizando atividades para mobilização e esclarecimentos aos docentes, assessoria e plantões jurídicos, contato com demais universidades e sindicato nacional, etc.

Mesmo com a ação da assessoria jurídica da Adunifesp-SSind – e também de entidades nacionais como a ADIN movida pelo ANDES e a OAB –, para suspender os efeitos da MP, aprovamos em assembleia seguirmos para uma transição da forma de contribuição, garantindo uma solução imediata para mais esse ataque do governo e uma sobrevivência mais autônoma daqui para frente. ENTRETANTO PARA REALIZAR ESSA TRANSIÇÃO E ASSEGURAR A SOBREVIVÊNCIA DA ADUNIFESP-SSIND PRECISAREMOS DE SUA AJUDA E PARTICIPAÇÃO!

Num primeiro momento precisaremos seguir os seguintes passos:

1) Precisamos atualizar nossa base de dados para poder oferecer aos docentes novas formas de contribuição: segue abaixo um link para um formulário eletrônico de atualização cadastral (preenche em aprox. 2min). Pedimos encarecidamente que preencham o formulário e alertem os colegas filiados que também realizem o procedimento.

ATUALIZE SEU CADASTRO AQUI!

2) Ampliar a base de filiados para compensar as eventuais perdas no período de transição e fortalecer a entidade e a categoria docente frente ao contexto de ataques: conversem com os colegas de seu departamento sobre a importância da organização da categoria para resistir aos ataques à universidade e nesse sentido, do fundamental papel da associação como histórico espaço dessa organização, com 40 anos de atuação na Unifesp.

3) Atenção aos meios de comunicação da Adunifesp-SSind (e-mail / site / facebook): nos próximos dias enviaremos comunicados regulares sobre como proceder a transição na forma de contribuição sindical.

Contamos com a compreensão e atuação de todos e todas, juntos conseguiremos superar essa crise, defender a universidade pública e a carreira docente desses covardes ataques do governo Bolsonaro!

Adunifesp-SSind