NOTA DA ADUNIFESP SOBRE O SEGUNDO TURNO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DE 2018

O 2º turno da eleição presidencial, no dia 28/10, será um dos mais decisivos da história do Brasil. A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) chama os docentes e a comunidade universitária a defender a garantia da continuidade da luta pela democracia e pela universidade pública. Garantir tal continuidade passa por barrar o avanço do fascismo e da destruição da Educação pública representados pela candidatura Bolsonaro.

A Adunifesp-SSind deixa claro que, independente do resultado eleitoral, manterá – como sempre manteve ao longo de seus 40 anos de existência – sua total independência e autonomia em relação ao governo e a partidos. Fazemos, contudo, tal chamamento de voto contra Bolsonaro devido ao quadro excepcional desse segundo turno.

O silêncio, nesse momento não garante a autonomia. Pelo contrário, compactua com o retrocesso democrático de perdas de direitos fundamentais não só à comunidade universitária mas a toda sociedade. Pois com Bolsonaro estão ameaçadas as liberdades democráticas, os direitos humanos e de cidadania, e todas as conquistas sociais alcançadas pela luta política das últimas décadas.

Defendemos a democracia, os direitos humanos para todas e todos sem exceção, bem como a universidade pública, gratuita e de qualidade. Não aceitamos ataques aos direitos da classe trabalhadora e exigimos a revogação da Reforma Trabalhista e a manutenção dos direitos na Previdência Pública. Queremos a revogação imediata do congelamento de verbas à Saúde e à Educação (a famigerada EC-95), a suplementação de verbas para bolsas de pesquisa, a recuperação de nossas perdas salariais e de nossa carreira docente. Lutamos pela retomada e ampliação das políticas públicas que buscam diminuir as desigualdades sociais históricas e estruturais. Queremos a retomada da expansão da universidade pública e, mais que isso, seu aperfeiçoamento. Batalhamos pela retomada e o crescimento dos investimentos em Ciência e Tecnologia. Exigimos a integridade completa da autonomia universitária, em todos os aspectos, em especial em face dos ataques obscurantistas e judicializantes que se sucedem contra a liberdade de cátedra e de opinião.

Sabemos, por experiência, que nada disso está garantido sem nossa luta, sem mobilização popular – qualquer que seja o governo. Mas sabemos também que faz muita diferença se pudermos escolher qual o melhor terreno a lutar. Bolsonaro, deputado que votou em todas as medidas de Temer, não apenas rejeita essas demandas como representa a brutal repressão autoritária à própria luta pelas mesmas. E, independente de nossas preferências de 1º turno, é o voto 13 em, Haddad e Manuela D’ávila, neste 2º turno o único que permite dar sequência a tal luta.

Fazemos esse chamamento de mobilização e de voto para continuarmos lutando por nossos princípios, pautas e bandeiras históricas, inclusive a da própria autonomia sindical – sempre uma das primeiras vítimas do autoritarismo e do arbítrio. Todo dia é dia de defendermos a Universidade Pública e Gratuita. Dia 28/10 será o mais decisivo.

Diretoria da Adunifesp-SSind