Arquivo mensais:novembro 2017

04/12 – Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-Ssind) convida a todos e todas para Assembleia Geral em 04 de dezembro de 2017, próxima segunda-feira, às 11h30 no Anf. A na rua Botucatu, 740 no subsolo.

Será pautado na assembleia 1) Eleição delegados 37º Congresso do ANDES-SN; 2) Avaliação da paralisação em 05/12 (contra reforma da previdência); 3) Ajuizamento das ações contra a MP 805 – congelamento dos ajustes salariais e aumento da contribuição previdenciária.

Com destaque para a presença da assessoria jurídica da Adunifesp-Ssind, escritório Lara Lorena Ferreira Sociedade de Advogados, para esclarecer as ações das seções sindicais e ANDES-SN contra a MP 805 que ataca direitos conquistados pelos servidores públicos.

Adunifesp-SSind

Carta aberta da Adunifesp-SSind à comunidade acadêmica

Pela Democracia como valor inegociável na Universidade Pública

A Universidade Federal de São Paulo é uma das principais instituições do País em termos de ensino, pesquisa e extensão do País. Com corpo docente, técnico administrativo e discente altamente qualificados, a Unifesp tem se pautado não apenas em excelência, mas como também na pluralidade de perspectivas, no rigor teórico-metodológico e no respeito ao dissenso. Tal situação não surgiu espontaneamente, mas tem sido antes uma conquista histórica dos movimentos de docentes, técnicos e estudantes que precisa ser tanto cultivada quanto conservada.

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind), sindicato dos professores da nossa instituição, tem sido uma das importantes frentes nesse sentido. Em seus mais de 40 anos de existência, esteve empenhada na luta por recursos, carreiras, financiamento de pesquisas e a expansão e construção democrática da Universidade, movimento do qual destacamos a participação nas consultas paritárias à comunidade acadêmica para indicação das listas de reitor e vice-reitor, bem como de direções de unidades acadêmicas. Pela integração com as entidades de técnicos-administrativos e de estudantes, promove o debate e, sempre que necessário, toma posições firmes ao lado daqueles que defendem a democracia não com um mero recurso retórico, muitas vezes ocultando objetivos escusos, mas como um valor inegociável para o estabelecimento de uma convivência digna, pautada por ética, respeito e civilidade.

Com o desencadeamento da crise econômica e política vivida atualmente, setores que desde a última ditadura militar se sentiam constrangidos em se pronunciar em público perderam o pudor de atacar os fundamentos da produção do conhecimento socialmente referenciado. Com objetivos inconfessáveis, têm apelado para discursos falsos, de cunho moralista, e inversão argumentativa de modo a buscar apoio externo à comunidade acadêmico-científica, quando não recorrem à força física propriamente dita, para impor o pensamento único e retrógrado ao ambiente das muitas ciências, da filosofia e das artes.

Tais atitudes autoritárias e truculentas há muito deveriam estar sepultados. Apelam para a homofobia, o racismo, a sociopatia, a difamação de colegas de academia, apologia à tortura e à violação dos Direitos Humanos como se estes crimes fossem mera questão opinativa. Podemos citar: o processo sofrido pela professora Eleonora Menicucci, do Campus São Paulo (medicina preventiva), por ter criticado a apologia ao estupro; as perseguições à pensadora Judith Butler sem conhecimento dos temas de debate e o porquê de sua vinda ao Brasil; a ação de policiais militares no Campus Baixada Santista, muitos deles fardados e armados, em protesto contra o ensino de Direitos Humanos no estado de São Paulo; as pichações racistas, machistas e xenofóbicas em banheiros de alunos nos diversos campi; e, mais recentemente, a convocação feita pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro para que seguidores e admiradores de seu pai confrontassem estudantes do Campus Osasco nas redes sociais, resultando na ameaça de agressão física e emboscadas de alguns de nossos alunos.

O avanço deste autoritarismo truculento não é fortuito, tampouco pueril ou desarticulado. Ele é acompanhado por campanhas propagandísticas e ações econômicas com vistas a desmontar a universidade pública, contando inclusive com discursos tecnicistas autodenominados reserva moral da ciência, como quem faz o trabalho interno preparando a ofensiva externa. Estamos sob ataque financeiro, político e ético-moral. Nossa legitimidade na sociedade, bem como a continuidade de nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão são minadas, ameaçando-se a Universidade Pública e a própria soberania nacional.

Em um momento tão grave, a Adunifesp não faltará em firmar a posição intransigente em defesa de princípios basilares do espírito democrático e comunitário com o qual se constituiu há mais de 40 anos na defesa da autonomia política e científica da nossa universidade, pautada em: democracia, diversidade, diálogo, ética, civilidade e pluralidade. Defendemos toda a liberdade de manifestação dentro de tais princípios. Não tomamos como aceitável a relativização dos Direitos Humanos e do trato ético com colegas de trabalho e estudantes. Reconhecemos a liberdade de manifestação e o protagonismo das categorias democraticamente organizadas em entidades voltadas à construção do consenso diante dos dissensos, entidades essas que promovem o diálogo e a construção de movimentos legítimos, coletivos, comunitários e solidários de professores, técnicos e, principalmente, estudantes, cuja formação cidadã, profissional e científica é, no limite, a razão de existir de nossa instituição, o nosso efetivo compromisso para com o País.

Rechaçamos quaisquer práticas de assédio, ameaças e condutas antipedagógicas.

Diante de tal desafio, e da sombria perspectiva do aprofundamento dos ataques de truculência autoritária, conclamamos os associados da Adunifesp-SSind a juntarem forças em nosso sindicato, legítimo e apto instrumento para resistir e repelir as tentativas de degradação do ambiente universitário e da nossa excelência em ensino, pesquisa e extensão. O ano de 2018 se anuncia de muita luta. Será momento de unidade e participação. Não há como resistir individualmente a ataques externos ou internos à comunidade acadêmica. Contamos, assim, com os associados e convidamos os não associados para se juntarem institucionalmente ao sindicato, bem como ao espírito de defesa da ética e da civilidade na Universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada.

A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind)

05/12 – Greve Nacional contra a Reforma da Previdência!

Centrais Sindicais convocam greve nacional dia 5 contra reforma da Previdência

Paralisação também pautará a defesa dos direitos dos trabalhadores

Reunidas na sede da Força Sindical, na manhã desta sexta-feira (24), as Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas definiram realizar uma Greve Nacional, no dia 5 de dezembro, contra a nova proposta de desmonte da Previdência Social apresentada pelo governo.

As Centrais Sindicais convocam todas as entidades sindicais e movimentos sociais a realizarem ampla mobilização nas bases – assembleias, atos, debates e outras atividades – como processo de organização de uma Greve Nacional, contra a PEC 287/2016, que acaba com o direito à aposentadoria dos trabalhadores brasileiros.

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28/11 – Vamos Ocupar Brasília!

Contra ataques do governo, servidores realizam caravana a Brasília na terça (28)

Os servidores públicos federais realizam, na próxima terça-feira (28), uma caravana a Brasília (DF), com ato na Esplanada dos Ministérios, para protestar contra o pacote de ataques ao funcionalismo público e o desmonte dos serviços públicos essenciais à população brasileira. A marcha foi convocada pelo Fórum Nacional das Entidades dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pelo Fórum Permanente das Carreiras Típicas do Estado (Fonacate).  A expectativa é que milhares servidores, entre eles docentes das Instituições Federais de Ensino, participem da manifestação.

Os principais eixos da caravana são a defesa dos serviços públicos de qualidade para a população; a revogação e retirada de todas as medidas provisórias e de todos os projetos de lei que atacam o funcionalismo – como a MP 805/17, MP 792/17 e o PLS 116/17 -; a revogação da Emenda Constitucional 95, que congela por 20 anos os investimentos da União em políticas sociais; a revogação das reformas Trabalhista e do Ensino Médio e da Lei das Terceirizações; além da luta contra a Reforma da Previdência, contra a reestruturação das carreiras do funcionalismo, contra as privatizações e o ajuste fiscal.

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Assédio moral: não se deve tolerar o intolerável

 

Se por um lado o trabalhador que assume uma posição no serviço público tem em seu horizonte uma rara estabilidade no mundo do trabalho, que a princípio garantiria melhores condições para exercer sua função, não são raros os casos em que nos seus primeiros três anos, no período do chamado estágio probatório, a vigilância e a pressão discricionária dos superiores e dos próprios colegas abrem o caminho para práticas abusivas no cotidiano de docentes de todas as carreiras no ensino superior e tecnológico público.

O assédio moral no local de trabalho configura-se por “todo e qualquer comportamento abusivo apresentando-se, sobretudo, por atos, palavras, gestos, escritos que possam ensejar danos à dignidade, à personalidade ou à integridade física ou psíquica de um indivíduo, por em risco sua atividade profissional ou tornar o ambiente de trabalho degradante”, como descreve a doutora Marie-France Hirigoyen em seu livro Mal-estar no trabalho: redefinindo o assédio moral.

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10/11 – Dia Nacional de Mobilização

Nesta sexta-feira, dia 10 de novembro, será o Dia Nacional de Mobilização contra os ataques aos serviços e servidores públicos. Em conjunto com centrais sindicais, entidades de classe, movimentos sociais e sociedade organizada nos reuniremos na Praça da Sé as 9h30 e as 10h30 caminharemos até a Av. Paulista (na parte da tarde a mobilização se unificará aos servidores estaduais em ato no Palácio dos Bandeirantes às 14h).

Será um dia de mobilizações por todo o Brasil em defesa dos direitos conquistados por toda a população que estão sob ataques, como previdência, legislação trabalhista, serviços públicos de qualidade e gratuito. Em nosso contexto local e enquanto servidores públicos nos manifestaremos em defesa da Saúde e Educação pública e de qualidade, tendo em vista os cortes orçamentários à universidade e ao hospital universitário. E também em defesa dos servidores públicos que estão sob ataque direto pela MP 805 que suspende os reajustes salariais já acordados para 2018, cancela possíveis reajustes para os anos seguintes e aumenta a alíquota de contribuição previdenciária de 11% para 14%.

O momento exige mobilização!

Adunifesp-SSind

Carta aberta à Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) e à Reitoria da Unifesp

Os docentes reunidos em assembleia geral no dia 1º de novembro de 2017 vem por meio desta carta, de conhecimento público, solicitar à Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) da Unifesp uma reunião aberta com representante (s) desta Comissão e com a presença de representante da Reitoria, para discussão da resolução sobre afastamento docente proposta pela CPPD. Deste modo, toda a comunidade acadêmica, especialmente a categoria docente diretamente interessada na questão, pode ser esclarecida sobre os detalhes dos procedimentos necessários ao afastamento e as mudanças propostas para então expressar suas posições e sugerir alterações na resolução antes que ela seja encaminhada para votação no Conselho Universitário da Unifesp (CONSU).

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Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp: não vamos aceitar os ataques aos servidores públicos!

Na quarta-feira passada, dia 1º de novembro de 2017, os docentes da Unifesp se reuniram em assembleia e debateram a conjuntura local e nacional. Sobre esta última marcaram a posição de resistência aos ataques aos servidores públicos, contra o aumento da alíquota previdenciária para 14%, que na prática reduz salário, contra a suspensão dos reajustes salariais já acordados para o ano de 2018, contra a cobrança de mensalidades na universidade pública e contra o PDV e o fim da estabilidade. A avaliação foi de que esses ataques aos serviços e servidores públicos atendem ao cumprimento da meta fiscal que tem com principal instrumento a ementa 95 que congela os investimentos em educação e saúde pelos próximos 20 anos. E também abre caminho ao projeto de privatização dos serviços públicos e gratuitos, acabando com o compromisso social do serviço.

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