Arquivo mensais:dezembro 2014

Nota de repúdio da Adunifesp-SSind ao caso de violência sexual denunciado na UNIFESP

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo vem a público manifestar o seu repúdio ao caso de violência sexual ocorrido no ambiente universitário da UNIFESP, denunciado no dia 02 de dezembro na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O que motivou a denúncia foram as investigações sobre os casos de violência sexual e moral na Universidade de São Paulo (USP), em audiências públicas promovidas anteriormente também pela Alesp, após relatos de lentidão nos processos administrativos internos à USP para investigação, responsabilização e prevenção de tais ações violentas. Foram diversas denúncias de violência sexual, homofobia, racismo e machismo nos últimos anos, que voltaram ao foco com os violentos trotes aos calouros da Faculdade de Medicina ocorridos neste ano.

Tanto as denúncias quanto a lamentável postura das autoridades da USP acabaram mobilizando e chamando a atenção de membros de outras comunidades universitárias para a necessidade de apuração e punição dos autores destas barbaridades e logo surgiram novas denúncias, como já era esperado, dentre elas a de uma estudante da UNIFESP, violentada nos Jogos Universitários Intercampi da Unifesp, ocorridos durante os dias 20 e 23 de novembro.

Infelizmente, a violência sexual às mulheres não se restringe às universidades citadas, muito menos ao ambiente universitário. É imperativo nos mobilizarmos contra todo e qualquer tipo de violência física e moral, dentro e fora das universidades. Ações como essa não devem ser toleradas muito menos escamoteadas pela suposta manutenção do prestígio institucional. Devem ser denunciadas e combatidas!

Espera-se que os responsáveis pela gestão da Unifesp assumam imediatamente as providências relativas ao papel que lhes cabe de apuração dos fatos!

Adunifesp-Ssind

Conselho de Entidades: MANIFESTO À COMUNIDADE UNIFESP

No dia 19 de novembro, representantes das diretorias das entidades que compõem o Conselho de Entidades da Unifesp, ADUNIFESP- SSind, APG, CAPB e CAPED reuniram-se para discutir e posicionar-se acerca dos acontecimentos ocorridos durante o I Congresso  da Unifesp, cuja primeira etapa ocorreu nos dias 3, 4 e 5 de novembro.
Em primeiro lugar, gostaríamos de repudiar os explícitos casos de assédio moral vivenciados por diversos delegados participantes do evento, bem como a violação de correspondência eletrônica, ambos utilizados de forma lamentável na tentativa de criminalizar e desestabilizar a legítima articulação política de membros da comunidade Unifesp que defendem projetos semelhantes de universidade, que poderia comprometer uma suposta  intenção de construção de um espaço plural e democrático pela Reitoria, o que foi desmistificado pelo método de atuação adotado por seus assessores no referido espaço.

Antes de avançar na reflexão, é necessário compreender que a existência desse Congresso não é mérito de uma só pessoa, ou mesmo de uma gestão, mas sim fruto de um movimento que se propôs a repensar a Universidade, impulsionado pelas últimas eleições para a Reitoria da Unifesp. Acima disso, a realização do Congresso dá-se como uma necessidade urgente, num contexto em que lutas mais amplas que extrapolam os muros das universidades e apontam no sentido de superar o conceito de democracia extremamente limitado com o qual temos convivido há anos nacionalmente.
Ressaltamos a importância de continuidade do evento para a conclusão dos trabalhos previstos em sua proposta original, os quais foram impossibilitados devido ao intencional travamento, em plenária, dos encaminhamentos aprovados nos grupos de trabalho. Neste sentido, é fundamental que tenhamos documentado uma síntese do posicionamento da primeira experiência de discussão de maneira paritária – e aí reside a dificuldade de absorver, por parte do Poder instituído na Unifesp, eventuais perdas de posições – mais ampla dos problemas e rumos da nossa instituição, para além dos já conhecidos conselhos e instâncias de deliberação que, historicamente, muito pouco têm contribuído para as reais mudanças mediante processos de decisão verdadeiramente democráticos em nossa Universidade.
Para essa segunda etapa do evento, que ocorrerá nos dias 8, 9 e 10 de dezembro de 2014, consideramos essencial que as deliberações da primeira etapa sejam respeitadas, frisando-se os encaminhamentos já aprovados dos grupos de trabalho e a inversão de ordem na discussão dos subtemas nos quais o Congresso se baseia.
Por fim, manifestamo-nos enquanto resistência crítica a qualquer projeto de Universidade ou modo de gestão que cerceia a real abertura da participação da comunidade acadêmica nas deliberações sobre o caráter e os rumos das instituições públicas de ensino superior.

Assinam este manifesto:

Diretoria Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind)

Diretoria da Associação do Pós-Graduandos da Universidade Federal de São Paulo (APG)

Diretoria do Centro Acadêmico Pereira Barreto (CAPB)

Diretoria do Centro Acadêmico de Pedagogia (CAPED)

Diretoria do Centro Acadêmico Livre de Serviço Social – Ricardo Ferreira Gama (CARFG)

Diretoria do Centro Acadêmico das Tecnologias em Saúde (CATS)

Diretoria do Centro Acadêmico Leal Prado (CALP)

Diretoria do Centro Acadêmico Ana Bretas (CAAB)

Diretoria do Centro Acadêmico de Fonoaudiologia  (CAF)

Chamada para a continuidade do Congresso Unifesp

O Congresso Unifesp terá continuidade nos dias 8, 9 e 10 de dezembro e a Adunifesp-SSind ressalta, novamente, a importância desse momento para a universidade. O Congresso está investido de um caráter político para decidir os novos rumos da Universidade Federal de São Paulo. Já é uma vitória a paridade orientar a composição dos grupos de trabalho e a plenária, entretanto é preciso manter os esforços concentrados nessa segunda etapa para a força das decisões que serão tomadas nesses próximos dias e da fundamental importância da presença e participação dos delegados nessa continuidade. Serão votadas propostas de reformas do estatuto e regimento, uma celebração da autonomia universitária e da democracia, ao mesmo tempo em que mantemos a luta por melhores condições de trabalho para os docentes e técnicos e de estudo para os discentes ao colocar em debate a estrutura de poder dentro da universidade.

Grande parte das propostas e teses não dependem de instâncias exteriores à Unifesp, não será preciso aval do MEC ou do Governo Federal para serem aprovadas teses que tornem a universidade um espaço mais democrático e socialmente responsável. Esse poder estará garantido aos delegados ali presentes, representantes de todas as categorias da universidade.

A plenária do Congresso da Unifesp tem força frente ao Conselho Universitário, uma vez que suas decisões seguem ao CONSU com o poder da voz e o envolvimento de 100 delegados de cada categoria, legitimamente eleitos como representantes de propostas de transformação. Tal condição é algo que os conselheiros não poderão ignorar. As três categorias unidas têm grande força política!

Levando em consideração a importância deste momento e da presença dos delegados docentes, técnicos e discentes, a Adunifesp-SSind conclama aos colegas para que viabilizem aos delegados o direito de reposição de suas atividades (como deliberado na reunião do CONSU que aprovou a continuidade do Congresso). Este é um momento histórico para a Unifesp e a sua contribuição será valiosa para a plena representatividade das três categorias.

Saudações universitárias,

Diretoria Adunifesp-SSind