Arquivo mensais:outubro 2013

Assembleia aprova consulta sobre Diretoria Acadêmica de Diadema

Uma grande participação da comunidade marcou a Assembleia Geral Comunitária de Diadema, realizada no dia 14 de outubro. O campus da Unifesp vive uma situação de crise política, já que muitos problemas se acumulam desde sua inauguração e as críticas à diretoria acadêmica estão ganhando tom cada vez mais elevado. O descontentamento da comunidade abriu caminho para a aprovação pela plenária de uma consulta pública que avaliará o grau de satisfação da comunidade com a gestão acadêmica do campus e sua potencial substituição.

A consulta pública sobre a gestão acadêmica acontecerá entre os dia 11 e 15 de novembro de 2013. A votação será secreta e a organização ficará por conta de estudantes, servidores técnico-administrativos e docentes, membros e não membros da congregação, conforme os termos aprovados na plenária. A ata completa da Assembleia Geral Comunitária pode ser conferida abaixo.

A diretora acadêmica Virginia Berlanga Junqueira esteve presente à Assembleia e leu uma carta resgatando o histórico do campus, todas as dificuldades enfrentadas e ressaltando os méritos alcançados até aqui. A assembleia também contou com a participação da reitora da Unifesp, Soraya Smaili, que compareceu para prestar todos os esclarecimentos necessários a fim de promover maior transparência e democracia nas tomadas de decisões, e para cobrar maior responsabilidade da diretoria do campus com a administração dos recursos públicos. O áudio completo da assembleia pode ser encontrado no site da Unifesp clicando aqui.

 

Resumo da Assembleia Comunitária do Campus Diadema da Unifesp
14/10/2013 – Local: Anfiteatro da Fundação Florestan Fernandes – Diadema/SP
Início: 12h20 / Fim: 14h45

Composição da mesa:
Presidente da mesa: Professora Virginia Junqueira, vice-presidente da ADUNIFESP
Secretario da mesa: Professor Antonio Mihara, secretario geral da ADUNIFESP
Representante dos Técnicos: Sra. Daniela Foppa
Representante dos Discentes: Sr. André Rodrigo da Silva

Presentes: (que assinaram a lista) Alunos: 89 / Técnicos: 39 / Docentes: 43

1. Introdução
Prof. Raul B. Hernandez, presidente da ADUNIFESP, destacou a situação de crise politica que vive hoje o campus, em matéria de relacionamento da comunidade com a sua diretoria, desta última com a reitoria, e entre os próprios membros da comunidade. Também destacou que nesses últimos meses houve uma inversão de comportamento do campus ao levar as discussões de corredor para os fóruns deliberativos ou assembleias abertas, processo este que se iniciou em 26 de junho de 2013, com as audiências publicas convocadas pela Reitoria em parceria com o conselho de entidades.

Talvez esse foi o primeiro momento, nos últimos três anos, no qual a comunidade conseguiu discutir as questões essenciais do campus de forma aberta. Nesses meses foi necessário adiar as aulas, para resolver questões acadêmicas e administrativas que estavam afetando o inicio do segundo semestre e do primeiro semestre de 2014. Nesse sentido, foram avaliadas questões de ajustes de calendário, segurança, transporte e infraestrutura; o uso das instalações da Fundação Florestan Fernandes. Foram implementadas acoes relacionadas a transporte e segurança, como o cancelamento das atividades didáticas na Unidade Antonio Doll e também medidas relacionadas aos estacionamentos e aos ônibus.

Citou ainda as possibilidades de aluguel de um prédio no Ipiranga ou em São Caetano, conforme informação da direção do campus Diadema e da Reitoria. Mencionou também as ações em andamento de replanejamento do campus.

2. Diretoria Acadêmica
A Professora Virginia Berlanga Campos Junqueira, diretora acadêmica do campus Diadema, fez a leitura de uma carta iniciando com um histórico de criação e instalação do campus Diadema a partir de 2006. Lembrou o inicio dos cursos de graduação em 2007, com apenas 8 salas de aula e 2 laboratórios didáticos na Unidade José de Filippi. Pouco tempo depois foram iniciadas também atividades de extensão, iniciação cientifica e de capacitação do quadro de servidores. No ano seguinte foram iniciadas as obras para os primeiros laboratórios de pesquisa as quais transcorreram com dificuldades, durante um período de grande crise politica da Unifesp. Citou os programas de pós-graduação criados no campus e sobre laboratórios de pesquisa que foram entregues em outubro de 2010 na Unidade José de Filippi e em maio de 2012 na Unidade José Alencar.

Mencionou a mudança na nova gestão na universidade, comentando sobre o papel da Pró-Reitoria de Planejamento e do Escritório Técnico e declarando apoio incondicional aos procedimentos da Reitoria, quer politico quer administrativo. Comentou sobre os trabalhos das comissões e GTs do campus, colocando-se a disposição para colaborar com a elaboração de um novo PDInfra, na revisão dos projetos pedagógicos dos cursos e em gerir o campus. Após a leitura, a diretora apresentou slides com: o organograma administrativo do campus; lista de sites em que foram divulgados publicamente os documentos solicitados a direção; opções de prédios para alugar (no Ipiranga, em São Caetano e em São Bernardo); PDI e Projeto Pedagógico; comentou sobre a suspensão da contratação de bombeiros e do restaurante universitário, informando que ambas contratações estão passando por processos de sindicância. Ainda nos slides, a Professora Virginia B. C. Junqueira propõe um conjunto de ações estratégicas, como a padronização de procedimentos para obtenção de informações organizadas, envolvendo as várias comissões e GTs do campus.

3. Reitoria
A Professora Soraya S. Smaili, reitora da UNIFESP, iniciou afirmando que compareceu a Assembleia para prestar todos os esclarecimentos necessários a fim de promover maior transparência e democracia nas tomadas de decisões. Fez um breve histórico das plenárias e das audiências publicas nas quais a reitoria participou, em todos os campi da Unifesp, buscando apresentar as questões/problemas para que discussões viessem a tona, em direção das soluções.

Informou que, após a audiência publica de 26/06/2013, a reitoria passou a acompanhar a Congregação de Diadema, a qual formou novos comissões para trabalhar junto a reitoria para solução de problemas do campus. A reitoria reconhece a sobrecarga de trabalho dos técnicos do campus Diadema e pede o alinhamento do campus com a reitoria. Afirmou que o campus vive hoje um grande problema de deficit de informações sobre processos, afirmando que apenas a partir da audiência pública de 26 de junho de 2013 as informações passaram a ser veiculadas.

Continuou citando os processos em andamento e as inúmeras atividades dos GTs que são levadas a Reitoria:
– Instauração da processos de sindicância para a apuração dos processos de contratação do
restaurante universitário e dos bombeiros.
– Processo administrativo sobre a relação UNIFESP e a empresa privada UNIFORJA.
– Apuração da quase contratação (desnecessária) de aluguel do imóvel da Av. Alda.
– Intervenção da reitoria em compras do campus, mencionando, como exemplo, a compra
de nitrogênio liquido.
– A reitoria buscou interação com a Prefeitura de Diadema, renovando o termo de cooperação com esta e mantendo a Unidade Manoel da Nóbrega para utilização da Unifesp. Com a ajuda de docentes e alunos do campus Diadema, a reitoria manteve um dialogo de excelência com a Prefeitura, com a apresentação de projetos, enfatizando a contribuição da Unifesp para a cidade de Diadema.

A reitora afirmou que não quer esse tipo de atuação da Direção do campus. Quer uma atuação madura, com clareza e tomada de decisões em conjunto, de forma administrativa e limpa para o ensino, pesquisa e extensão do campus. Concluiu convidando a comunidade para a reflexão,
não para buscar polarização, pois o campus Diadema e a reitoria estão juntos nesse processo, e a
reitoria esta a disposição para isso.

4. Moções coletivas

5. Falas individuais

6. Encaminhamentos deliberados:
1ª Votação:
Propostas e votos:
-Realização de consulta pública por voto secreto de toda comunidade sobre a satisfação a respeito do desempenho da Diretoria Acadêmica de Diadema. 73*
-Proposta de cronograma apresentada (em PowerPoint) pela Direção Acadêmica. 9
-Abstenções. 20

* A Professora Virginia Junqueira (presidente da mesa) enfatizou, considerando as falas de alguns participantes, que: “Antes da realização da consulta pública, observadas as disposições legais, deveriam ser fornecidos todos os documentos e dados sobre a gestão do campus Diadema, cuja publicização é necessária para a comunidade se informar com transparência. O acesso aos documentos que não podem ser publicizados nesse momento será regulado pela Reitoria”.

2ª Votação:
Acompanhamento das ações da Direção Acadêmica de Diadema pelo CONSU.
Votos:
A favor: Ampla maioria
Contra: 8
Abstenções: 18

3ª Votação:
Afastamento temporário da Direção Acadêmica de Diadema para averiguação das questões e processos levantados no decorrer da Assembleia.
Votos:
A favor: 55
Contra: 19
Abstenções: 24

4ª Votação:
Proposta de inclusão na consulta pública secreta dos seguintes itens:
-Em caso de resultado de insatisfação pela comunidade, na votação secreta a ser realizada, será instaurada perda definitiva do cargo de Diretoria Acadêmica.
-Será convocada nova eleição e qualquer professor, sem distinção de titulação, poderá se candidatar.
Votos:
A favor: 38
Contra: 27
Abstenções: 25

5ª Votação:
Na consulta secreta à comunidade sobre a satisfação acerca do desempenho da Direção Acadêmica de Diadema, devem ser incluídas as seguintes opções de votos:

(   ) Estou insatisfeito(a) de tal forma que não tenho confiança na atual direção do campus para levar avante a construção do Projeto Institucional, pelo que a Diretoria deveria ser substituída.
(   ) Estou insatisfeito(a) mas mantenho a minha confiança na atual direção do campus para levar avante a construção do Projeto Institucional, não desejo a substituição da diretoria
(   ) Estou satisfeito(a) com a atual direção do campus, pelo que mantenho a confiança na atual para levar avante a construção do Projeto Institucional, pelo que não desejo que a Diretoria deveria ser substituída
Votos:
A favor: 92
Contra: 0
Abstenções: 8

6ª Votação:
Realização de Congregação extraordinária na sexta-feira, dia 18/10/2013, para discussão da proposta de Consulta Pública votada nesta Assembleia.*
Votos:
A favor: Ampla maioria
Contra: 2
Abstenções: 10
*Os termos da consulta pública estarão embasados nas propostas aprovadas nessa assembleia e
serão elaborados pelo conselho de entidades em parceria com uma comissão paritária da
congregação.

7ª Votação:
Data da realização da consulta pública: 21 a 29/10/2013. A ser conduzida pelo Conselho de Entidades em parceria com as instâncias administrativas da Reitoria e da Direção do campus.
Votos:
A favor: Ampla maioria
Contra: 3
Abstenções: 17

Áudio e vídeo da assembleia deverão estar disponíveis no site do campus até quarta-feira. A ata completa da assembleia será disponibilizada até sexta-feira, quando serão acrescidos os anexos citados no texto deste resumo. 

Diadema-SP, 15 de outubro de 2013.
Antonio Mihara

ANDES-SN divulga orientações para assegurar aposentadoria especial aos docentes

Polêmica a respeito da aposentadoria especial para servidores públicos permanece mesmo depois do MI 880, que garantiu ao funcionalismo a extensão do direito dos trabalhadores da iniciativa privada

Após as recentes manobras do governo para obstruir o Mandado de Injunção 880 (MI) do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008, que reconheceu o direito constitucional à aposentadoria especial aos servidores públicos que trabalham em ambientes insalubres a partir do mesmo critério utilizado para os trabalhadores regidos pela CLT, a Coordenação do Grupo de Trabalho sobre Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GT SS/A) do ANDES-SN preparou, em conjunto com a Assessoria Jurídica Nacional do Sindicato Nacional, um documento com orientações jurídicas e políticas sobre o MI 880, enviado no início do mês às Seções Sindicais.

O documento traz elementos sobre as polêmicas recentes geradas por reinterpretações e obstáculos criados pelo governo para dificultar que o direito seja garantido aos servidores públicos em relação à aposentadoria especial em casos de insalubridade. No material, enviado no dia 11 de outubro por meio da Circular nº 212/2013 (confira na íntegra), a Coordenação do GTSS/A orienta algumas frentes de ação a fim de facilitar as providências cabíveis nas Seções Sindicais que possuem demandas relacionadas à questão, como atuar junto ao STF, junto aos parlamentares para pressionar pela tramitação e aprovação, no Congresso Nacional, dos Projetos de Lei Complementar nº 472/09 e nº 555/10, que pretendem regulamentar o direito assegurado constitucionalmente.

A aposentadoria especial, prevista no artigo nº 40 da Constituição Federal, nunca foi regulamentada no serviço público. Depois de um longo período de judicialização, uma vez que tanto a Advocacia Geral da União e os Departamentos de Pessoal negavam o reconhecimento posterior à data de edição do Regime Jurídico Único, o STF reconheceu tal direito aos servidores públicos, a falta de regulamentação, e, nessas condições, definiu a utilização das regras do trabalhador celetista, no MI 880, que teve o ANDES-SN como um dos seus principais patrocinadores.

Após a decisão do STF, vários servidores conseguiram o direito ao cálculo diferenciado para tempo de aposentadoria, considerando as condições insalubres e nocivas à saúde a que estavam submetidos, e aqueles que ainda estavam na ativa passaram a receber abono permanência, contando tempo especial.

Algumas ações do Executivo tentaram contornar a decisão do STF, a mais recente por meio das notas técnicas publicadas pelo Ministério da Previdência (ON nº 06 e ON nº 10), que foram motivadoras de muitos problemas e incertezas. A nota da Previdência encaminhada ao Planejamento e INSS tem causado transtornos a servidores que apresentaram documentação para solicitar contagem especial de tempo para aposentadoria. “Este assunto foi pautado recentemente no Fórum de Entidades do Serviço Público Federal e de uma reunião das Assessorias Jurídicas das Entidades, já que alguns órgãos estão revertendo aposentadorias, cassando abonos de permanência e exigindo a devolução das diferenças já pagas”, afirma o documento, que conclui: “por tudo isso, é preciso ter clareza e disposição de luta no sentido de, em prime iríssimo lugar, exigir condições adequadas para trabalho docente e todos os mecanismos preventivos ao perigo e às condições insalubres. Em segundo lugar, exigir que não haja retrocesso em relação aos direitos dos trabalhadores e que as obrigações patronais sejam integralmente cumpridas”.

Fonte: ANDES-SN

ANDES-SN convoca 33º Congresso da entidade para fevereiro do próximo ano

O 33º Congresso do ANDES-SN foi convocado, nesta semana, pela diretoria da entidade para o período de 10 a 15 de fevereiro de 2014. O encontro acontece na cidade de São Luís (MA), sob organização da Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma), conforme deliberação do 32º Congresso, realizado neste ano, no Rio de Janeiro. Instância máxima de deliberação da categoria, o evento terá como tema central: ANDES-SN na defesa dos direitos dos trabalhadores: organização docente e integração nas lutas sociais.

Caderno de Textos

As contribuições das Seções Sindicais e dos sindicalizados para compor o Caderno de Texto que pautará os debates e deliberações do Congresso devem ser enviadas, por e-mail, ao Sindicato Nacional até o dia 18 de novembro. Os materiais que chegarem à sede do ANDES-SN após esta data, e até 27 de janeiro de 2014, também serão remetidas às Seções Sindicais, juntamente com as correções e análises de textos, para integrarem o anexo ao Caderno de Textos, que será publicado no dia 30 de janeiro.

Credenciamento prévio

Para facilitar o processo de inscrições, os delegados e observadores ao 33º Congresso poderão realizar o credenciamento prévio, enviando a documentação regimental, a partir do dia 3 de dezembro. Confira aqui a Circular nº 215/2013 com mais informações sobre o Caderno de Textos e o credenciamento no 33º Congresso do ANDES-SN.

Fonte: ANDES-SN

Assessoria Jurídica da Adunifesp reivindica direitos de docentes

A Assessoria Jurídica da Adunifesp-SSind. tem sido acionada por vários docentes procurando elementos de defesa em decorrência do não cumprimento de alguns direitos. Entre tais direitos estão:

– o não pagamento de funções gratificadas ou cargos de direção;
– insalubridade retroativa; retrocesso na carreira ao se transferir de outra IFE para a Unifesp;
– adoecimento com dificuldades de atendimento nas dependências assistenciais da própria Unifesp;
– dificuldades no pagamento de aposentadorias especiais;
– eventuais descontos de imposto de renda sobre terço das férias.

A Adunifesp-SSind. orienta os associados que apresentam os problemas supracitados a procurar a sede da Associação até o dia 25 de outubro, protocolando uma carta assinada descrevendo o problema, anexando os documentos que comprovem a situação descrita, para que a Assessoria Jurídica tome as devidas providências. Esses serviços são feitos sem custo para os associados em dia com as suas contribuições. Eles podem ser extensíveis aos docentes não associados, mas estes deverão pagar o serviço diretamente ao escritório de advocacia da Adunifesp-SSind. (lara@laralorena.adv.br).

Adunifesp cobra fim da crise política do campus Diadema

Assembleia Comunitária debate crise com diretoria e reitoria na próxima segunda (14)

O processo de expansão da Unifesp irá completar oito anos sem que muitos problemas básicos dos novos campi tenham sido resolvidos. A situação do campus de Diadema, por exemplo, é de crise. Em seus sete anos de existência os méritos acadêmicos não são poucos: a razoável aprovação dos cursos de graduação e pós-graduação em andamento, prêmios de pesquisadores e alunos, e a materialização de algumas iniciativas de extensão. Entretanto, o campus ainda apresenta sérios problemas, como um modelo de gestão fragmentado que conflita com a sua definitiva consolidação.

A comunidade universitária vem se mobilizando para superar tais problemas e consolidar o campus, com a reconstrução de seu projeto de desenvolvimento institucional, de seu projeto pedagógico, e o início do projeto de desenvolvimento de infraestrutura. Entre os principais problemas apontados pela comunidade podemos citar:

– Inadequada infraestrutura, o que já faz algumas pessoas levantar a hipótese de não abrir vagas no próximo vestibular.
– Falta de publicação da aplicação dos recursos financeiros do campus, conforme cobrado pela Adunifesp na Audiência pública de 27/06/13.
– Falta de publicação do acordo entre a Unifesp e a empresa Uniforja, um dos desdobramentos da mesma Audiência pública.
– Esclarecimento à comunidade sobre o uso indevido dos e-mail institucionais pela empresa Spike Empreendimentos em 29/08/13, questionado publicamente pela comunidade entre os dias 30/08-02/09/2013.
– Resolução do processo de contratação do serviço de bombeiros no valor de R$ 1.683.849,96, o equivalente a 38% do orçamento destinado ao custeio do campus e que foi questionado publicamente pela Reitoria em 10/07/13.
– Resolução em definitivo dos serviços de Restaurante Universitário, questionado publicamente pela Reitoria em 10/07/13.
– Falta de publicação de um plano de ações estratégicas para reverter o quadro de insatisfações políticas e administrativas no campus. Fato já cobrado por um grupo de docentes em 26/09/13 e pelo Grupo de Planejamento Estratégico na Congregação de 30 /09/13.
– Estratégias para diminuir os índices de evasão de discentes, técnicos e docentes do campus e esclarecimento sobre o afastamento do Professor Titular João V. Comasseto.

Esses problemas de gestão justificam a significativa depauperação da relação entre a comunidade e a sua diretoria acadêmica. Não é coincidência que os índices de evasão estejam elevados. Em um período de aproximadamente um ano o campus perdeu cerca de 10% dos 87 técnico-administrativos, 2% dos 223 docentes e 20% dos 2500 estudantes. Tais dados alarmantes merecem atenção especial e é preciso descobrir até que ponto estão relacionados às questões estruturais ou a situação política que hoje vive o campus.

A fim de contribuir com a resolução de tais entraves políticos, a Adunifesp-SSind. convida a comunidade a debater os problemas do campus em uma Assembleia Comunitária com as presenças da diretoria do campus e da reitoria da Unifesp. A atividade está marcada para a segunda-feira, dia 14 de outubro de 2013, no anfiteatro da Unidade Manoel da Nóbrega (Florestan Fernandes) das 12 às 14 horas.

Assembleia Comunitária do Campus de Diadema
Quando: Segunda-feira 14 de outubro de 2013, das 12 às 14 horas
Onde: Anfiteatro da Unidade Manoel da Nóbrega (Florestan Fernandes)
Pauta: Debater, com a diretoria acadêmica e a reitoria da Unifesp, a crise política do campus
Presenças da diretora acadêmica Virginia Berlanga Junqueira e da reitora Soraya Smaili

Comunidades da USP e Unicamp realizam mobilizações por democracia

Nos últimos dias, as comunidades das estaduais paulistas USP e Unicamp realizaram grandes mobilizações por democracia e condições adequadas de educação e trabalho. Os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) deflagraram greve na terça-feira, dia 01 de outubro, e decidiram ocupar o prédio da reitoria por tempo indeterminado para exigir a realização de um debate sobre a estrutura de poder na instituição e a proposta de eleições para reitor.

A decisão da greve e da ocupação foi tomada em assembleia que contou com a presença de mais de mil discentes. O movimento reivindica o fim da lista tríplice, eleição direta e paritária para reitor, e a paridade na composição de todos os conselhos da universidade. Estudantes, funcionários e professores paralisaram as aulas e realizaram um ato em frente à reitoria por volta das 13 horas da terça (1), onde o Conselho Universitário da USP estava discutindo, entre outros temas, as regras para eleição de reitor, composição dos conselhos e lista tríplice.

Os sindicatos dos docentes (Adusp – SSind) e dos funcionários (Sintusp), junto com o Diretório Central dos Estudantes da USP, por meio um protocolo, tentaram acompanhar as discussões no Conselho e solicitar que a audiência fosse aberta. O pedido das entidades foi recusado e a reunião realizada a portas fechadas. Representantes dos funcionários no Conselho sequer puderam retornar à reunião depois que deixaram a sessão por alguns minutos. Diante destes episódios, os estudantes resolveram ocupar a reitoria.

Segundo informações do DCE, os representantes discentes no Conselho Universitário já protocolaram uma proposta exigindo o cancelamento imediato da sessão do Conselho de 1 de outubro, a convocatória imediata de uma nova reunião, dessa vez aberta a todos, e a convocação de um plebiscito oficial da instituição a respeito das eleições diretas na USP. O atual reitor da USP, João Grandino Rodas foi escolhido em 2009 pelo então governador José Serra (PSDB), mesmo sem ser o líder de votos da lista tríplice.

Adusp é intimada por ocupação da reitoria

A Associação dos Docentes da USP recebeu no dia 4 de outubro um mandato de citação e intimação referente à ação de reintegração de posse feita pelo reitor da Universidade de São Paulo, João Grandino Rodas. No documento, a seção sindical do ANDES-SN é acusada de participar e de promover a ocupação do prédio da Reitoria. Mais uma vez a gestão da USP tenta intimidar a comunidade universitária, desta vez com uma acusação sem fundamentos contra a Adusp. O mandato de Rodas termina em 25 de janeiro do próximo ano. Até o fechamento desta matéria a ocupação continua e a justiça negou na quarta-feira (09) um pedido de reintegração de posse da reitoria.

Contra a polícia na Unicamp, estudantes ocupam reitoria

Paralelamente aos acontecimentos da USP, os estudantes da Unicamp também ocuparam a reitoria, desta vez no dia 3, contra a presença da polícia militar na instituição. Os protestos começaram após a autorização institucional de patrulhamento em decorrência da morte de um estudante, que foi assassinado durante uma festa. A reitoria conseguiu um mandado de reintegração de posse, mas até o momento afirma que tentará resolver a questão através do diálogo.

Solidariedade às lutas na USP e na Unicamp

A diretoria da Adunifesp-SSind. solidariza-se com as lutas por democracia das comunidades da USP e da Unicamp. A entidade repudia qualquer tentativa de uso de efetivo policial para acabar com as ocupações estudantis e conclama ao diálogo todas as autoridades supracitadas, para resolver os impasses existentes com a comunidade e evitar novos fatos de violência que comprometam o pleno exercício da educação.

Por fim a Adunifesp-SSind. também repudia a intimação da Adusp-SSind. feita pelo reitor da Universidade de São Paulo, João Grandino Rodas, que em uma clara tentativa de intimidação, pretende responsabiliza a entidade pela ocupação do prédio da reitoria.

*Matéria produzida a partir de uma original do ANDES-SN

Reitoria intima Adusp por ocupação do prédio da administração

A Associação dos Docentes da USP recebeu nesta sexta-feira (4) um mandato de citação e intimação de audiência referente à ação de reintegração de posse feita pelo reitor da Universidade de São Paulo, José Grandino Rodas. No documento, a seção sindical do ANDES-SN é acusada de participar e de promover a ocupação da administração (Reitoria).

A atitude é fruto de mais uma atitude descabida e autoritária da gestão da USP, sem o menor fundamento para tal providência. Consequentemente, para o ANDES-SN a intenção só pode ser, como no caso anterior de outra “interpelação” à Seção Sindical, a de intimidação, prática comum dos neo-fascistas.

Esta questão, assim como o acontecido no Conselho Universitário de 1 de outubro, que deliberou sobre as eleições para reitor na universidade e a greve na USP Leste estão na pauta da assembléia geral convocada pela Adusp – Seção Sindical para quarta-feira (9).

Veja aqui a intimação recebida pela Adusp – Seção Sindical.

Fonte: ANDES-SN