Arquivo diários:24 de abril de 2013

Mais de 500 pessoas da Unifesp participam de plebiscito sobre a EBSERH

Encerrado no último dia 19 de abril, o Plebiscito Nacional sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBERSH) contou com a participação de mais de 500 pessoas na Unifesp e no Hospital São Paulo. A organização da consulta na Instituição ficou por conta do Conselho de Entidades e, entre os votantes, 494 disseram não à empresa e, 35, sim. A apuração preliminar dos votos indica que nacionalmente a iniciativa contou com mais de 60 mil participantes.

O Plebiscito Nacional reuniu diversas entidades e movimentos sociais das áreas de saúde e educação e mobilizou as universidades federais e seus hospitais entre os dias 3 e 19 de abril. Além da consulta, debates sobre o tema foram organizados em todo o Brasil para esclarecer as consequências da EBSERH para a educação e a saúde pública. Confira os números da apuração dos votos recolhidos na Unifesp e no Hospital São Paulo entre os dias 11 e 19 de abril:

– Número de votos TOTAL = 531
– Número de votos NÃO = 494
– Número de votos SIM = 35
– Número de votos BRANCOS = 1
– Número de votos NULOS = 1

ANDES-SN lança revista que revela a situação precária das Instituições Federais de Ensino

Faltam carteiras, salas de aula e para os professores, equipamentos de todo tipo, laboratórios. Falta tudo nas Instituições Federais de Ensino: desde o ambiente adequado para o exercício do magistério, da pesquisa e da extensão até o material didático-científico para os alunos. Todavia, e o pior de tudo, é que falta o básico para a educação superior pública e gratuita existir no país: o professor. Esta é a situação das IFE no Brasil, depois da expansão de vagas nas instituições, entre 2007 e 2012. A situação é relatada na Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho, volume I, a ser lançada nesta quarta-feira (24), durante ato público em frente ao Ministério da Educação (MEC), a partir das 14h.

O material foi elaborado para consolidar uma série de informações sobre a precarização das condições de trabalho nas IFE, com base em relatórios produzidos pelos docentes nas Universidades, muitos deles elaborados durante a greve de 2012. Segundo o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, o Sindicato optou por produzir e divulgar o material utilizando formato de revista para expor os problemas enfrentados pela comunidade acadêmica das IFE de forma mais direta e de fácil acesso.

“Por meio deste material, pretendemos tornar pública a realidade de precarização das condições de trabalho nas Instituições Federais de Ensino, que refletem um modelo de subordinação da educação reduzida somente a condição de insumo para a economia ou como fatia de acumulação pela simples venda dos chamados ‘serviços educacionais’. A Revista vem para denunciar estas questões utilizando-se da linguagem jornalística, que apresenta uma comunicação mais fácil e que permite ao leitor chegar ao cerne do problema”, afirma o diretor do Sindicato Nacional. Segundo ele, além de dar publicidade ao caos vivenciado pelos docentes em diversas IFE, a revista tem por objetivo cobrar ações efetivas do governo e das reitorias para reverter esse quadro de precarização.

As denúncias, provenientes de 34 Seções Sindicais, foram divididas em 20 diferentes temáticas e transformadas em 20 pautas jornalísticas, que serão abordadas em dois volumes. Para apurar as denúncias e desenvolver as pautas, o ANDES-SN contratou uma equipe de nove jornalistas, de diferentes regiões do país.

Marcha a Brasília

O ato pela Educação Pública, em frente ao MEC, acontece em sequência à Marcha a Brasília, que deve trazer mais de 20 mil trabalhadores e representantes de movimentos sociais à Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24). A pauta da manifestação inclui a luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores, pela anulação da Reforma da Previdência, em defesa da Saúde e Educação públicas, pela demarcação de territórios indígenas e quilombolas, entre outras reivindicações.

Fonte: ANDES-SN