Arquivo mensais:abril 2013

Entidades e movimentos sociais confirmam sucesso da marcha do dia 24 de abril

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Coordenação Nacional da CSP-Conlutas realiza reunião nesta quinta-feira (25), em Brasília, para fazer avaliação da Marcha do dia 24 e organizar ações de mobilização com foco nos estados

A Marcha realizada na manhã de quarta-feira (24) na Esplanada dos Ministérios representa o primeiro grande passo na jornada de lutas dos trabalhadores de todo o país para 2013. Na avaliação da coordenação da CSP-Conlutas, a Marcha foi uma vitória dos trabalhadores, e mostrou a unidade de diferentes setores, organizações sindicais, de classe, populares e movimentos sociais contra os ataques do Governo Federal e em defesa dos direitos, com a participação de mais de 20 mil trabalhadores.

Nesta quinta-feira (25), a coordenação da CSP-Conlutas realizou uma reunião em Brasília para avaliação da Marcha e também aprovação de contas da Central, apresentada pelo conselho fiscal.

Segundo o coordenador da CSP-Conlutas, José Maria, o objetivo é ouvir a opinião das entidades e dar continuidade às ações, principalmente nos estados. “A atividade foi vitoriosa e mostra um polo de aglutinação alternativo do país para os que querem lutar na defesa dos seus direitos e interesses, expressado pelo número de mais de 20 mil pessoas. Destaco ainda a representatividade da Marcha, que uniu vários setores, segmentos e entidades. Estamos trabalhando na construção de uma plataforma política comum que agregue as reivindicações do conjunto da classe trabalhadora. Mostramos que é possível unir várias pautas”, complementou. O coordenador da CSP-Conlutas ressaltou ainda a importância da Central e o esforço do ANDES-SN na mobilização para ampliar a participação dos estados na Marcha.

Como desdobramentos, Zé Maria afirmou a importância de se reproduzir nos estados a mobilização da Marcha em Brasília e da integração na continuidade das lutas. No que diz respeito à educação, ele destacou, entre outras questões, as reivindicações pelo piso nacional dos professores e a rearticulação para a Campanha pelos 10% do PIB para a Educação Pública Já!.

Para a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, a presença de mais de 20 mil pessoas na Marcha é resultado do esforço das articulações em cada estado. “Nossas Seções Sindicais se articularam nos estados com as entidades dos movimentos sociais e dos movimentos populares da CSP-Conlutas, que faz parte de uma jornada de lutas em que a Marcha era um desses pontos”, explicou. Marinalva afirma que a manifestação desta quarta mostrou que os trabalhadores estão organizados para resistir aos ataques do governo, que tem destruído as políticas sociais e os direitos dos trabalhadores. “Ontem os trabalhadores disseram não a essa política econômica, que retira direitos da classe trabalhadora para dar isenção ao capital, às opressões que têm ocorrido, à criminalização dos movimentos sociais. O governo vai precisar sentar e discutir, porque a força do movimento está grande”, disse.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (Adufcg), Seção Sindical do ANDES-SN, Gonzalo Rojas, afirma que a mobilização foi um verdadeiro sucesso, não só do ponto de vista quantitativo, mas da pauta constituída pelo Espaço de Unidade E de ação contra a retirada de direitos por parte do Governo Federal. “De jeito nenhum esta mobilização pode ser o ponto final. A continuidade de um conjunto de lutas que está acontecendo no Brasil mostra a necessidade de ampliação da unidade da classe trabalhadora frente à crise capitalista mundial”, disse. Rojas ressaltou que a mobilização tem que ter consequência nos estados. “No caso dos professores universitários e dos docentes filiados ao ANDES-SN, a convocatória foi muito boa nas diferentes Seções Sindicais. Temos que continuar lutando contra esse projeto de carreira aprovado pelo Governo Federal que não tem o apoio da categoria e já está mostrando que desestrutura ainda mais a carreira, a partir das condições de trabalho”, complementou.

Educação

Marinalva destacou ainda os atos realizados por entidades do setor da educação e da saúde na tarde do dia 24, em frente ao MEC, como a plenária de rearticulação do comitê da Campanha pelos 10% do PIB para Educação Pública Já!. “Depois da Marcha fizemos um ato para mostrar que este PNE não atende aos anseios da sociedade brasileira e reivindicamos que seja 10% do PIB já para a educação. Outro fato em termos de política social foi a da saúde, sobre a Ebserh. Ontem entregamos o resultado do Plebiscito que foi realizado nacionalmente, feito em um tempo curto, mas que foi extremamente vitorioso”. A presidente do ANDES-SN ressaltou ainda o lançamento da Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho nas Instituições Federais de Ensino (IFE). Leia mais aqui.

Para o presidente da Adufcg é preciso, além de trabalhar a situação das IFE no MEC, que as Seções Sindicais apresentem a pauta específica frente às diferentes reitorias do Brasil. “Entendemos que os problemas gerados pelo Reuni continuarão e se expressarão de diferentes formas nos próximos meses. Mas a gente tem que organizar a luta frente aos ataques e a própria implementação destas políticas de caráter nacional em cada uma das nossas universidades. Também foi importante rejeitar a Ebserh, assim como repudiar qualquer tipo de medida do governo federal para legitimar estes tipos de fundações. Temos que garantir saúde e educação pública verdadeiramente públicas, como diz a campanha pelos 10% do PIB: tem quer ser para a educação pública e Já!”, finalizou.

Fonte: ANDES-SN

Após Marcha, entidades são recebidas no Palácio do Planalto

Depois da realização da Marcha a Brasília, que reuniu mais de 20 mil trabalhadores na Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24), representantes das entidades organizadoras do ato, que compõem o Espaço de Unidade e de Ação, foram recebidos pelo Secretário Executivo da Secretaria Geral da Presidência da República, Diogo de Sant’ana,  para tratar da pauta de reivindicações da manifestação, que já foi protocolada  mais de um mês junto ao Executivo.

José Maria de Almeida, da CSP-Conlutas, pontuou os principais temas para os quais os movimentos esperam uma resposta do Governo Federal, como a flexibilização das leis trabalhistas, retirada de direitos dos aposentados, fator previdenciário, reforma agrária, concessão de benefícios fiscais ao empresariado, criminalização dos movimentos e assédio moral no serviço público, entre outros.

Zé Maria cobrou de Sant’ana uma agenda com o Ministro Gilberto Carvalho, ausente por viagem ao exterior, para que houvesse um aprofundamento no debate e abertura de negociações com o Espaço de Unidade e de Ação, que representa uma parcela expressiva da classe trabalhadora brasileira. O coordenador da CSP Conlutas ressaltou o significado político da presença de milhares de trabalhadores nesta manhã, na Esplanada dos Ministérios.

Falando em nome das entidades do setor da Educação, Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN, ressaltou que quatro pontos essenciais deveriam voltar à pauta de discussão com a Secretaria da Presidência: a discussão sobre uma política efetiva de financiamento permanente para a educação pública tomando como referência aplicação imediata de 10% do PIB para o setor, a precarização das Instituições Federais de Ensino – que vem resultando numa mudança de paradigma das relações de trabalho e também curricular nas IFE –, a desestruturação da Carreira dos docentes das Federais – imposta pelo governo através da Lei 12.772/2012 – e a tentativa do governo de privatizar os órgãos públicos que tratam dos serviços sociais, seja pela via de transferir a administração para empresas como de Serviços Hospitalares (Ebserh) ou pela retomada à pauta do Congresso do Projeto de Lei Complementar 92/2007, que visa instituir fundações estatais, de direito privado, para administração do serviço público.

Os dirigentes da Condsef, Feraesp, CNTA, Cobap e do MST também apontaram questões urgentes que precisam ser abordadas na reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República. Diogo de Sant’anna se comprometeu em agendar o encontro para a próxima semana, acenando a disponibilidade e interesse do órgão em fazer o debate com as entidades.

Fonte: ANDES-SN

Mais de 20 mil trabalhadores ocupam a Esplanada em Marcha vitoriosa

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Considerada uma vitória da classe trabalhadora brasileira, Marcha denuncia os ataques do governo aos direitos trabalhistas e a situação de precariedade vivida em todo país

Representantes do campo e da cidade, servidores públicos federais e da iniciativa privada, do setor petroleiro, gráficos, metalúrgicos. Jovens, aposentados, índios, negros, homoafetivos, homens, crianças e mulheres. Integrantes de movimentos de luta pela terra, pela reforma agrária e contra o capitalismo.  Ao todo, mais de 20 mil pessoas marcharam na Esplanada dos Ministérios na manhã desta quarta-feira (24), unidas em uma única voz: não ao ataque aos direitos dos trabalhadores!

Durante cinco quilômetros de percurso, os trabalhadores chamaram a atenção da população, de governantes e de parlamentares, e denunciaram as iniciativas do governo que atacam os direitos dos trabalhadores brasileiros, como o Acordo Coletivo Especial (ACE), a Reforma da Previdência e a criminalização dos movimentos sociais. Centenas de faixas, cartazes e bandeiras denunciaram a situação de precariedade vivida pelos trabalhadores do país, as formas de privatização da saúde e da educação, as condições dos representantes do campo, dos trabalhadores sem terra, e dos operários da usina de Belo Monte, vítimas do trabalho escravo, entre outras. Tantos casos e descasos relatados com indignação, por meio de protesto e palavras de ordem que diziam “O povo na rua, Dilma a culpa é sua”, e “Eu vim aqui fazer o quê? Parar o ACE e o direito defender”.

Para os representantes das dezenas de entidades que organizaram a mobilização, a Marcha demonstra a integração de diversas categorias dos setores público e privado, movimentos sociais e populares contra a política econômica do Governo Federal, e mostram a força do movimento. A Marcha também é um chamamento para a continuidade da jornada de lutas nos estados, com a sequência de atos, debates e novas ações na defesa dos direitos.

“O ANDES-SN, representado pelas suas Secretarias Regionais e Seções Sindicais de todo país, fizeram um grande esforço para promover a unidade dos trabalhadores, e a Marcha é resultado disso. A unidade é importante para defender a educação e saúde contra os ataques, como é o caso da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que privatiza a saúde e retira direitos dos trabalhadores e da população usuária”, afirmou a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira. A diretora do Sindicato Nacional acrescentou que o ANDES-SN continuará a luta nos estados, contra as ações do governo que precarizam as condições de trabalho na área da educação.

Marinalva ainda convidou os trabalhadores a integrarem o ato realizado pelas entidades da educação, em frente ao MEC, na tarde desta quarta-feira, e participarem do lançamento da Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho, da divulgação do resultado do Plebiscito Nacional Sobre a Ebserh e da rearticulação da Campanha 10% do PIB para Educação Pública Já!. “Algumas ações específicas estão previstas nos estados. Entre os dias 20 e 24 de maio, haverá jornada de luta das federais com paralisação no dia 22 e, 29 de maio, será o dia nacional de luta dos docentes das instituições estaduais e municipais de ensino superior. É grande nossa vitória e o caminho é a unidade, articulação. Precisamos dar continuidade a isso”, acrescentou.

Para a dirigente nacional da Fasubra, Janine Teixeira, o governo privatiza as políticas públicas do país. “Este governo será lembrado como o governo que acabou com o SUS, que está implementando com autoritarismo a Ebserh. Um governo travestido de esquerda pior que de FHC. O acordo feito com a Fasubra não foi cumprido integralmente. Só juntos vamos conquistar o que a gente merece”, disse.

Na frente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), os trabalhadores fizeram o enterro simbólico do ACE. Durante o ato, Paulo Barela, da CSP-Conlutas, afirmou: “direito se amplia, não se negocia”.

Para o coordenador-geral do Sinasefe, Shilton Roque, a Marcha mostra que os trabalhadores não estão satisfeitos com o tipo de governo da presidenta Dilma. “Estamos aqui reunidos para dizer não ao ACE e afirmar que somos contra a precarização e ataques aos nossos direitos, conquistados ao longo dos anos. Os trabalhadores estão revoltados com essa situação, o movimento classista está na rua. O ato mostra a indignação e a estratégia de luta é a unidade”, afirmou.

O secretário-geral da Condsef, Josemilton Maurício da Costa, parabenizou a iniciativa dos movimentos independentes e afirmou que a participação dos trabalhadores na Marcha superou as expectativas. “O movimento independente é diferente dos movimentos ligados ao governo. No movimento independente não tem jogo, e a Dilma sabe que é este movimento que faz a luta e que fez a greve do ano passado. Os trabalhadores e trabalhadoras têm compromisso com os trabalhadores e não com o governo Dilma”, reforçou.

O representante da “CUT Pode Mais” Alberto Ledur afirmou que “a Marcha tem ampla pauta classista de reivindicações e que não se rendeu ao peleguismo da direção majoritária da CUT para denunciar a Reforma da Previdência comprada e que retira direitos. Queremos seguir construindo com o Espaço de Unidade e Ação para lutar pelos direitos das classes trabalhadoras”.

O membro da Secretaria-Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágora Lopes agradeceu as entidades “que não mediram esforços para a realização da Marcha e aquelas que fizeram debates em suas bases nos estados”. Para Atnágoras, os próximos desafios são os atos do dia 1º de maio, que devem tentar reproduzir o classismo que uniu os trabalhadores no dia 24 de abril em Brasília. “Temos que lutar contra o ACE e para anular a Reforma da Previdência comprada com o mensalão. A CSP-Conlutas se orgulha de fazer parte desse conglomerado de trabalhadores. Vamos viver o socialismo, que não é um sonho inalcançável”.

No final da manhã, Paulo Barela da CSP-Conlutas informou que quatro pessoas haviam sido presas no Congresso Nacional pela polícia legislativa, por colocarem uma bandeira no local. “Eles foram presos porque ousaram defender a democracia ao se manifestarem. Isto é democracia?”, questionou.

A juventude e os estudantes foram representados pela Anel, que pintou a Esplanada dos Ministérios com as cores do arco-íris, como afirmou Clara Saraiva, representante da Assembleia. Os jovens pediram a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. A Anel também realizou um beijaço coletivo e fez casamentos homossexuais em protesto à Feliciano. “A juventude tem muito orgulho de lutar junto aos trabalhadores do campo e da cidade”, finalizou Clara.

Entidades organizadoras

Além da CSP-Conlutas, compõem a organização da Marcha as seguintes entidades e organizações: ANDES-SN, A CUT Pode Mais (corrente que integra a CUT), CNTA (Confederação Nacional de Trabalhadores da Alimentação), Cobap (Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas), Condsef (Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais), Cpers (Centro dos Professores Do Estado Do Rio Grande Do Sul), MST, Feraesp (Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo), Admap (Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas), Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre), assim como entidades de movimento populares, entre outras.

Fonte: ANDES-SN

Eleição para gestão 2013-2015 da Adunifesp vai até segunda-feira (29)

Começou hoje, quinta-feira (25), a eleição para a escolha da próxima direção da Adunifesp-SSind. O pleito ocorre até o dia 29 deste mês e definirá a gestão 2013-2015 da entidade. A chapa única inscrita e homologada pela Comissão Eleitoral, “Autonomia e Democracia”, é presidida pelo docente Raul Bonne Hernandez, do Departamento de Ciências Exatas e da Terra, do campus Diadema da Unifesp. A atual presidente da entidade e docente do campus da Baixada Santista, Virginia Junqueira, é candidata a vice-presidente. Podem participar do processo eleitoral todos os sócios da Adunifesp, incluindo os aposentados.

Confira abaixo os horários e locais das urnas:
CAMPUS SÃO PAULO
– ESTACIONAMENTO HSP (2º SUBSOLO) – 8H ÀS 16H
– ADUNIFESP – 9H ÀS 17H
– INFAR – 9H ÀS 19H
BAIXADA SANTISTA
– EDIFÍCIO CENTRAL (R. SILVA JARDIM, 136 – V. MATHIAS) – 8H ÀS 16H
CAMPUS DIADEMA
– CONFORJA/UNIDADE JOSÉ ALENCAR – 9H30 ÀS 12H E 14H ÀS 16H30
CAMPUS GUARULHOS
– SECRETARIA ACADÊMICA/SALA DE RECEPÇÃO DOS PROFESSORES – 14H ÀS 21H
CAMPUS OSASCO
– SECRETARIA ACADÊMICA – 10H ÀS 20H
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS: NÃO HAVERÁ URNA NESTE CAMPUS.

Confira também a nominata completa da chapa “Autonomia e Democracia”:

CHAPA “AUTONOMIA E DEMOCRACIA”
Presidente: RAUL BONNE HERNANDEZ (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Vice-presidente: VIRGINIA JUNQUEIRA (Baixada Santista – Depto. Gestão e Cuidados em Saúde)
Secretário Geral: ANTONIO MIHARA (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
1º Secretário: JULIO CESAR ZORZENON COSTA (Osasco – Depto. Ciências Econômicas)
Tesoureiro Geral: CARLOS ALBERTO BELLO E SILVA (Guarulhos – Depto. Ciências Sociais)
1º Tesoureiro: MARCOS FERREIRA DE PAULA (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Relações Sindicais, Jurídicas e Defesa Profissional: MARIA GRACIELA GONZALEZ DE MORELL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Imprensa e Comunicação: FRANCISCO ANTONIO DE CASTRO LACAZ (São Paulo – Depto. Medicina Preventiva)
Diretor de Política Sócio-cultural: DENILSON SOARES CORDEIRO (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Diretor de Política Universitária: EMILIO NOLASCO DE CARVALHO (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Baixada Santista: LUZIA FATIMA BAIERL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Diadema: JOEL MACHADO JUNIOR (Diadema – Depto. Ciências Biológicas)
Diretor Campus Osasco: MARCELLO SIMAO BRANCO (Osasco – Depto. Multidisciplinar)
Diretor Campus Guarulhos: CLEBER SANTOS VIEIRA (Guarulhos – Depto. Educação)

Mais de 60 mil dizem “NÃO” à Ebserh em plebiscito nacional

Mais de 60 mil pessoas se posicionaram contrárias à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh – em plebiscito nacional realizado por entidades ligadas à educação e saúde federais, entre os dias 2 e 19 de abril. Os votos foram coletados junto à comunidade acadêmica e entre os usuários dos hospitais universitários das Instituições Federais de Ensino (IFE).

O resultado foi divulgado nesta terça-feira (23) e segundo os organizadores do plebiscito apenas 3 mil pessoas votaram favoráveis à adesão dos Hospitais Universitários à empresa.  A entrega oficial do resultado ao Ministério da Educação será feita nesta quarta-feira (24), a partir das 14h, em ato em frente ao MEC.

“Parabenizamos todas as entidades, pois apesar do curto prazo para execução do plebiscito, o resultado foi muito bom e mostra que os usuários dos HU e a comunidade acadêmica, quando esclarecidos, se posicionaram contrários à Ebserh”, avalia Almir Menezes Filho, 2º tesoureiro do ANDES-SN. O diretor do Sindicato Nacional lembra ainda que não estão computados cerca de 15 mil votos coletados pela Fenasps, que ainda serão enviados para a equipe de apuração.

Segundo Menezes Filho, o resultado demonstra também que as ações favoráveis à empresa por parte de alguns gestores das Universidades e dos hospitais, em muitos casos, são resultantes de uma espécie de chantagem promovida pelo governo que ameaça vincular a liberação de recursos, tanto financeiro quanto de pessoal, à assinatura de contrato com a Ebserh.

O diretor do ANDES-SN diz que a luta para impedir a implementação da Ebserh deve continuar em cada Hospital Universitário. “Iremos também acompanhar com atenção redobrada o andamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF), pela Procuradoria Geral da República”, acrescenta.

Leia aqui a íntegra da nota divulgada pelas entidades com o resultado do Plebiscito.

Fonte: ANDES-SN

Mais de 500 pessoas da Unifesp participam de plebiscito sobre a EBSERH

Encerrado no último dia 19 de abril, o Plebiscito Nacional sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBERSH) contou com a participação de mais de 500 pessoas na Unifesp e no Hospital São Paulo. A organização da consulta na Instituição ficou por conta do Conselho de Entidades e, entre os votantes, 494 disseram não à empresa e, 35, sim. A apuração preliminar dos votos indica que nacionalmente a iniciativa contou com mais de 60 mil participantes.

O Plebiscito Nacional reuniu diversas entidades e movimentos sociais das áreas de saúde e educação e mobilizou as universidades federais e seus hospitais entre os dias 3 e 19 de abril. Além da consulta, debates sobre o tema foram organizados em todo o Brasil para esclarecer as consequências da EBSERH para a educação e a saúde pública. Confira os números da apuração dos votos recolhidos na Unifesp e no Hospital São Paulo entre os dias 11 e 19 de abril:

– Número de votos TOTAL = 531
– Número de votos NÃO = 494
– Número de votos SIM = 35
– Número de votos BRANCOS = 1
– Número de votos NULOS = 1

ANDES-SN lança revista que revela a situação precária das Instituições Federais de Ensino

Faltam carteiras, salas de aula e para os professores, equipamentos de todo tipo, laboratórios. Falta tudo nas Instituições Federais de Ensino: desde o ambiente adequado para o exercício do magistério, da pesquisa e da extensão até o material didático-científico para os alunos. Todavia, e o pior de tudo, é que falta o básico para a educação superior pública e gratuita existir no país: o professor. Esta é a situação das IFE no Brasil, depois da expansão de vagas nas instituições, entre 2007 e 2012. A situação é relatada na Revista Dossiê Nacional 3 – Precarização das Condições de Trabalho, volume I, a ser lançada nesta quarta-feira (24), durante ato público em frente ao Ministério da Educação (MEC), a partir das 14h.

O material foi elaborado para consolidar uma série de informações sobre a precarização das condições de trabalho nas IFE, com base em relatórios produzidos pelos docentes nas Universidades, muitos deles elaborados durante a greve de 2012. Segundo o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, o Sindicato optou por produzir e divulgar o material utilizando formato de revista para expor os problemas enfrentados pela comunidade acadêmica das IFE de forma mais direta e de fácil acesso.

“Por meio deste material, pretendemos tornar pública a realidade de precarização das condições de trabalho nas Instituições Federais de Ensino, que refletem um modelo de subordinação da educação reduzida somente a condição de insumo para a economia ou como fatia de acumulação pela simples venda dos chamados ‘serviços educacionais’. A Revista vem para denunciar estas questões utilizando-se da linguagem jornalística, que apresenta uma comunicação mais fácil e que permite ao leitor chegar ao cerne do problema”, afirma o diretor do Sindicato Nacional. Segundo ele, além de dar publicidade ao caos vivenciado pelos docentes em diversas IFE, a revista tem por objetivo cobrar ações efetivas do governo e das reitorias para reverter esse quadro de precarização.

As denúncias, provenientes de 34 Seções Sindicais, foram divididas em 20 diferentes temáticas e transformadas em 20 pautas jornalísticas, que serão abordadas em dois volumes. Para apurar as denúncias e desenvolver as pautas, o ANDES-SN contratou uma equipe de nove jornalistas, de diferentes regiões do país.

Marcha a Brasília

O ato pela Educação Pública, em frente ao MEC, acontece em sequência à Marcha a Brasília, que deve trazer mais de 20 mil trabalhadores e representantes de movimentos sociais à Esplanada dos Ministérios nesta quarta-feira (24). A pauta da manifestação inclui a luta contra a retirada de direitos dos trabalhadores, pela anulação da Reforma da Previdência, em defesa da Saúde e Educação públicas, pela demarcação de territórios indígenas e quilombolas, entre outras reivindicações.

Fonte: ANDES-SN

Eleição para gestão 2013-2015 da Adunifesp terá chapa única “Autonomia e Democracia”

Encerradas as inscrições para a eleição da próxima diretora da Adunifesp-SSind., apenas a chapa “Autonomia e Democracia” foi inscrita para o pleito. A candidatura é presidida pelo docente Raul Bonne Hernandez, do Departamento de Ciências Exatas e da Terra, do campus Diadema da Unifesp. A atual presidente da entidade e docente do campus da Baixada Santista, Virginia Junqueira, é candidata a vice-presidente. A votação acontece nos dias 25, 26 e 29 de abril e elegerá a gestão para o biênio 2013-2015. Clique em leia mais e confira a nominata completa da chapa e o Comunicado Nº1 da Comissão eleitoral.

COMUNICADO Nº 001 – 16/04/2013

Assunto: Eleição da Adunifesp-SSind. – Gestão 2013/2015

Encerramento das Inscrições – Chapa Inscrita

Conforme prevê o Estatuto da Adunifesp-SSind em vigor, informamos que foram encerradas as inscrições de chapas na data de 15/04/2013, às 16h.

Informamos, ainda, que houve inscrição de uma única chapa, dentro do prazo estipulado (de acordo com o Edital publicado em 25/03/2013), contando com a seguinte composição:

CHAPA “AUTONOMIA E DEMOCRACIA”

Presidente: RAUL BONNE HERNANDEZ (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Vice-presidente: VIRGINIA JUNQUEIRA (Baixada Santista – Depto. Gestão e Cuidados em Saúde)
Secretário Geral: ANTONIO MIHARA (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
1º Secretário: JULIO CESAR ZORZENON COSTA (Osasco – Depto. Ciências Econômicas)
Tesoureiro Geral: CARLOS ALBERTO BELLO E SILVA (Guarulhos – Depto. Ciências Sociais)
1º Tesoureiro: MARCOS FERREIRA DE PAULA (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Relações Sindicais, Jurídicas e Defesa Profissional: MARIA GRACIELA GONZALEZ DE MORELL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor de Imprensa e Comunicação: FRANCISCO ANTONIO DE CASTRO LACAZ (São Paulo – Depto. Medicina Preventiva)
Diretor de Política Sócio-cultural: DENILSON SOARES CORDEIRO (Diadema – Depto. Ciências Exatas e da Terra)
Diretor de Política Universitária: EMILIO NOLASCO DE CARVALHO (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Baixada Santista: LUZIA FATIMA BAIERL (Baixada Santista – Depto. Saúde, Educação e Sociedade)
Diretor Campus Diadema: JOEL MACHADO JUNIOR (Diadema – Depto. Ciências Biológicas)
Diretor Campus Osasco: MARCELLO SIMAO BRANCO (Osasco – Depto. Multidisciplinar)
Diretor Campus Guarulhos: CLEBER SANTOS VIEIRA (Guarulhos – Depto. Educação)

Ainda, conforme exigência do Estatuto, informamos que todos os membros da referida chapa estão aptos a concorrer aos cargos indicados. Lembramos que a eleição ocorrerá nos dias 25, 26 e 29/04/2013, em locais e horários a serem brevemente divulgados por esta Comissão.

Atenciosamente,
Profa. Dra. Ana Lucia Pereira
Presidente da Comissão Eleitoral
Profa. Dra. Dulce Maria Fonseca Soares Martins
Comissão Eleitoral
Profa. Dra. Betania Libanio Dantas de Araújo
Comissão Eleitoral
Profa. Raquel de Aguiar Furuie
Comissão Eleitoral

Projeto Univercine apresenta clássico Deus e o Diabo na Terra do Sol

Um dos maiores clássicos da história do cinema brasileiro, o filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, obra de Glauber Rocha, é a atração de abril do Projeto Univercine. A sessão acontece neste sábado (20), às 14 horas, e a projeção será seguida de debate com a presença do professor Sandro Kobol Fornazari, do Departamento de Filosofia da Unifesp. A mediação é de Mauro Rovai. A entrada é franca e a classificação indicativa é 14 anos.

Desde 2010, uma parceria firmada entre a Unifesp e a Cinemateca realiza sessões educativas voltadas para a formação de público e à discussão dos principais temas relativos às ciências humanas. A Cinemateca fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207, entre a Avenida Sena Madureira e o Metrô Vila Mariana. Mais informações no site www.cinemateca.gov.br, pelo telefone (11) 3512-6111 (ramal 215) ou pelo e-mail contato@cinemateca.org.br.

FICHA TÉCNICA E SINOPSE
Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1964, 35mm, pb, 110’
Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Maurício do Valle
Castigado pela seca e pela exploração, camponês sangra o latifundiário que o oprime. Ao lado da mulher, foge pelo sertão até encontrar um líder messiânico. O casal se torna seu discípulo, porém, tempos depois, a mulher se revolta e mata o religioso. Novamente à deriva, eles rumam pelo sertão e encontram, finalmente, um terrível cangaceiro, que está sendo perseguido por um matador de aluguel. Obra-prima do cinema brasileiro, clássico internacionalmente reconhecido, Deus e o Diabo na Terra do Sol é um exercício autoral no qual se misturam influências do cinema realista, do faroeste norte-americano, da literatura de cordel e da dramaturgia do teatro simbolista. Destaque para a música de Sérgio Ricardo, feita a partir do trovadorismo sertanejo e da poesia popular. Letreiros da artista plástica Lygia Pape.

Entidades criticam EBSERH e realizam Plebiscito Nacional até dia 19

Um debate organizado pelo Conselho de Entidades abriu a participação da Unifesp no Plebiscito Nacional sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, a EBSERH. A mesa composta por representantes dos docentes, servidores técnico-administrativos e estudantes discutiu os dilemas das universidades federais em um momento no qual o governo tenta impor este modelo de gestão aos seus Hospitais Universitários (HUs). O Plebiscito Nacional, que é organizado por diversas entidades e movimentos sociais das áreas de saúde e educação, acabaria no dia 15 de abril, mas foi prorrogado até 19 do mesmo mês.

A diretora do ANDES-SN e professora da USP, Lighia Matsushigue, lembrou a importância dos Hospitais Universitários não apenas para a saúde, mas também à educação. “São o espaço preferencial para a formação dos profissionais da saúde”, afirmou. A docente ressaltou que os mais de quarenta HUs das universidades federais sofrem uma grande pressão para se voltarem apenas para a “prestação de serviços hospitalares” – como indica o próprio nome da EBSERH – deixando de lado as atividades de ensino, pesquisa e extensão.

A professora ainda lembrou que a proposta foi encaminhada pelo governo à revelia das opiniões do Conselho Nacional de Saúde e da Conferência Nacional de Saúde. Além disso, afirmou que os reitores das universidades estão pressionados a assumir a EBSERH para não terem problemas futuros de financiamento. “Não vejo como as universidades com tantas responsabilidades possam embarcar nessa aventura”, criticou.

Os técnico-administrativos foram representados por Paulo Henrique Santos, diretor da Fasubra e servidor da Universidade Federal de Uberlândia. Segundo ele, o governo estaria implementando a EBSERH por entender que o problema dos HUs seria apenas de gestão e não de financiamento. “Os hospitais não podem ceder às pressões do mercado para continuar servindo à academia”, afirmou, lamentando que o governo estaria atendendo as demandas da indústria da saúde.

A avaliação do médico e representante da Frente Popular Contra a Privatização da Saúde, Felipe Corneau, é a de que o desmonte do Sistema Único de Saúde avança com iniciativas como as Organizações Sociais (OSs), as empresas públicas de direito privado e, agora, a EBSERH. “Querem acabar com a possibilidade de os usuários e trabalhadores da área pensarem um outro modo de gestão e controle da saúde”, afirmou.

A estudante da Unifesp e diretora do DCE, Erika Plascak, apresentou um quadro nacional de implementação da EBSERH. Segundo ela, cerca de 20 universidades federais já estariam em uma primeira etapa de adesão à empresa, quando a reitoria ou o Conselho Universitário apresentam uma carta de intenção em aderir à empresa. Três instituições estariam em uma segunda fase, quando o Hospital Universitário já passa por um diagnóstico da empresa. Outras quatro universidades, já teriam assinado o contrato com a EBSERH. Até o momento, as federais do Paraná, de Campina Grande e Fluminense, no Rio de Janeiro, rejeitaram a iniciativa.

As mobilizações contrárias à EBSERH não estão apenas na esfera política, com a articulação entre  entidades e movimentos sociais, a pressão sobre os três poderes, os debates país a fora e o Plebiscito Nacional. Estão sendo tomadas também medidas jurídicas como a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 4895, ajuizada pela Procuradoria Geral da República. Confira os locais onde as urnas estarão abertas até o dia 19 na Unifesp:

– Saguão do Hospital São Paulo (térreo), das 7 às 19 horas.
– Sede da Adunifesp (rua Napoleão de Barros, 837), das 8 às 16 horas.
– Urna Itinerante com representantes do Sintunifesp.