Arquivo diários:12 de julho de 2012

ANDES-SN vai se reunir com o governo nesta sexta-feira (13)

O ANDES-SN recebeu na tarde desta quinta-feira (12) uma convocação do Ministério do Planejamento para uma reunião nesta sexta-feira (13), às 15h, com o secretário Sérgio Mendonça. Também foram convocados o Sinasefe e o Proifes.

Durante a reunião, o Comando Nacional de Greve (CNG), que reúne em Brasília professores de todos os estados brasileiros, vai realizar uma manifestação em frente ao Bloco C da Esplanada dos Ministérios, local onde as entidades vão se encontrar com os representante do governo.

Essa reunião estava prevista para ocorrer no dia 19 de junho, mas foi desmarcada pelo governo, sem que fosse definida nova data. Ontem (11), o ANDES-SN protocolou uma carta no Palácio do Planalto dirigida à presidente Dilma, em que reivindica a reabertura das negociações. A presidente da entidade, Marinalva Oliveira , também tratou da abertura de negociações com o ministro interino da Secretaria Geral da Presidência, Rodrigo Sottili.

Para o Sindicato Nacional, não há como prever como será a reunião de amanhã, já que a responsabilidade está com o governo, pois cabe a ele apresentar uma proposta que possa efetivar as negociações.

Fonte: ANDES-SN

ANDES-SN vai à secretária geral da Presidência em busca de negociações

Em mais uma estratégia para tentar abrir as negociações com o governo, o ANDES-SN e o Sinasefe reuniram-se na tarde desta quarta-feira (11) com o secretário-executivo e ministro interino da Secretaria Geral da Presidência, Rogério Sottili. Na ocasião, a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira, afirmou que a categoria está indignada com a falta de respostas à pauta de reivindicações apresentada ao governo. Sottili disse, então, que a Secretaria-Geral vai ajudar a reconstruir um espaço de diálogo entre os servidores e o governo e que levará ao conhecimento da presidente Dilma a carta protocolizada nesta quarta no Palácio do Planalto.

Sottili disse, ainda, que conversará com o Ministério do Planejamento sobre as demandas apresentadas na reunião. “Estamos aqui para ajudar nesse processo, mas é o MPOG quem coordena as negociações com os servidores, nós não temos autoridade para negociar”, lembrou. Além de Marinalva, o ANDES-SN também estava representado na reunião por Gicelma Chacarosqui, do Comando Nacional de Greve. Pelo Sinasefe, estavam um dos coordenadores gerais da entidade, Gutemberg Nascimento, além de Cezar Laurence e Wanderlan Porto.

“É preciso que haja uma resposta à nossa pauta, pois a demora só aumenta o desgaste do governo e a indignação na nossa categoria”, afirmou Marinalva, lembrando que o Sindicato só tem notícias da possível proposta do governo via imprensa. Ela disse, ainda, que há um vazio e um silêncio muito grande. “O Ministério da Educação diz que a negociação está nas mãos do Planejamento, mas hoje encontrei casualmente o secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, e ele disse que não tinha autorização para apresentar uma proposta. Nesse caso, quem tem?”, questionou a presidente do ANDES-SN.

“Se Mendonça ainda não apresentou uma proposta é porque o governo está analisando as implicações da crise internacional”, respondeu Sottili. “Mas, o Planejamento tem se debruçado sobre a pauta de vocês diariamente”, afirmou.

O assessor especial da secretaria geral, José Lopes Feijó, que também participou da reunião, perguntou se haveria outros pontos da pauta que não estavam relacionados diretamente à pauta salarial. Marinalva lembrou que o segundo item da pauta eram as condições de trabalho, que ficaram precarizadas com o Reuni. Ela disse, ainda, que faltam docentes e técnicos, além de laboratórios, e que os professores estão adoecendo devido à excessiva carga de trabalho, sendo essa uma das razões de a greve estar tão forte.

Laurence, do Sinasefe, informou que o curso de mineração de Nova Valença, no Espírito Santo, está para fechar por falta de professores de engenharia. “Nenhum engenheiro quer ganhar R$ 2,2 mil reais por 40 horas semanais em sala de aula”, disse.

Houve um momento de tensão na reunião, quando os dois representantes do governo afirmaram que iam levar à presidente Dilma o teor da pauta dos docentes. Para a presidente do ANDES-SN, era impossível o governo não conhecer a pauta dos docentes, já que a categoria está em greve há quase 60 dias. Também foi perguntado aos representantes do governo qual era o tempo do governo para negociar, já que os docentes tinham pressa para iniciar as negociações.

Sottili e Feijó não quiseram se comprometer com uma data, mas afirmaram que entrariam em contato com o MPOG e que dariam uma resposta aos servidores. Tanto os representantes do ANDES-SN, quanto do Sinasefe, afirmaram que a greve ia continuar cada vez mais forte.

Marinalva Oliveira afirmou que a ameaça de corte de ponto não enfraquecerá a greve. Ela lembrou que em 2001 o ministro Paulo Renato solicitou aos reitores os nomes dos técnico-administrativos e professores em greve. Como eles não enviaram, o MEC cortou o ponto de todos, grevistas, ou não. O ANDES-SN entrou na justiça contra a decisão e o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio de Melo, mandou prender o ministro, que teve de valer-se de um habeas corpus. “Infelizmente, a presidente Dilma está tomando a mesma atitude do governo FHC, solicitando aos reitores os nossos nomes, espero que o final da história não seja o mesmo”, afirmou a presidente do ANDES.

Enquanto os representantes do ANDES-SN e do Sinasefe estavam reunidos com na secretaria geral da Presidência, um grupo de professores e estudantes faziam uma manifestação na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto.

Fonte: ANDES-SN

Andifes solicitará audiência com ministros para debater a greve

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), decidiu em reunião do Conselho Pleno, ontem (10), que vai solicitar uma audiência, para os próximos dias, com o ministro da educação, Aloizio Mercadante e com a ministra do planejamento Miriam Belchior. Os reitores querem buscar celeridade na negociação entre governo e os sindicatos dos trabalhadores em greve nas Universidades Federais e discutir a orientação do comunicado nº 552047/ 48, do Ministério do Planejamento, enviado aos departamentos de recursos humanos das universidades no último dia 06.

O pedido de audiência foi deliberado pelos reitores durante a reunião, na qual avaliaram as consequências ocasionadas pela paralisação de quase dois meses. O maior questionamento foi a respeito do fato de serem inexeqüíveis técnica e juridicamente as orientações dadas pelo secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, e pela secretária de Gestão Pública. Chamou a atenção dos reitores a ausência das assinaturas dos ministros do Planejamento, Orçamento e Gestão e Educação no expediente publicado.

De acordo com o presidente da Andifes, reitor João Luiz Martins, é necessário ouvir o ministro Aloizio Mercadante, assim como a ministra Miriam Belchior, sobre as medidas que constam no comunicado enviado diretamente aos dirigentes de recursos humanos dos órgãos e das entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, sem passar pelos reitores, dirigentes das universidades federais.

“O comunicado, em uma primeira análise, não acompanha as posições divulgadas pelo governo de diálogo e negociação em curso e desconhece a inexistência de registro de ponto para os docentes. Neste sentido, entre outras dúvidas jurídicas que precisam ser esclarecidas, a Andifes deliberou por encaminhar a solicitação de audiência com os dois ministros para que possamos debater a orientação deste comunicado, que certamente fere a autonomia das universidades”, disse o reitor.

A paralisação dos servidores e suas consequências foram assuntos também tratados ontem pela diretoria executiva da Associação, juntamente com os sindicatos dos professores, Andes e PROIFES e com o sindicato dos técnico-administrativos, Fasubra. Os representantes das categorias apresentaram um balanço da greve e colocaram a preocupação com a medida de corte salarial do governo.

A diretoria da Andifes, por sua vez, manifestou a preocupação com medidas extremas por parte de alguns e com as necessidades de cuidados com o patrimônio público e da manutenção das atividades essenciais nas universidades.

Diante desse cenário, a Andifes avaliou que o pedido de audiência com os representantes do governo será feito o mais rápido possível. A intenção é expor ao Governo a necessidade de um diálogo mais rápido e eficiente entre as partes envolvidas diretamente com a greve. Outra pauta discutida foi a necessidade de suspensão do calendário acadêmico, mas ficou entendido pela Andifes que cada universidade tratará o assunto de forma individual, respeitando a autonomia das instituições.

Fonte: Andifes