Arquivo diários:5 de julho de 2012

Assembleia Geral dos docentes da Unifesp discute continuidade da greve nesta sexta (06)

Os docentes da Universidade Federal de São Paulo realizam uma Assembleia Geral nesta sexta-feira (06) com o intuito de discutir a continuidade da greve da categoria. Os professores reivindicam uma reestruturação que valorize suas carreiras, uma das mais desprestigiadas dentro do serviço público federal. A plenária acontece no Anfiteatro A, do campus São Paulo, a partir das 11 horas.

A greve das universidades federais já dura quase cinquenta dias e paralisa a quase totalidade das instituições em todo o país. Estudantes e servidores técnico-administrativos também deflagraram greves em dezenas de universidades e vem realizando mobilizações em conjunto com os professores. Até o momento o governo federal não apresentou nenhuma proposta concreta aos docentes.

Na última quinta-feira (28), representantes dos docentes, servidores e estudantes da Unifesp, UFABC e UFSCar realizaram uma manifestação em frente a sede do Banco Central, na avenida Paulista, reivindicando abertura imediata das negociações e mudanças na política econômica para  uma valorização de fato da educação pública e do serviço público. Manifestações parecidas aconteceram em várias capitais do Brasil, inclusive em Brasília, envolvendo também outras categorias de servidores, muitas em greve.

Confira as fotos do ato aqui.

Confira abaixo algumas das matérias sobre a greve nos meios de comunicação:

Greve na Unifesp

1. http://videos.band.com.br/Exibir/Greve-de-professores-nas-universidades-…

2. http://educacao.uol.com.br/album/2012/06/21/greve-nas-universidades-fede…

3. http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/06/professores-da…

4. http://www.dgabc.com.br/News/5965932/federais-em-greve-realizam-manifest…

5. http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,professores-e-funcionarios-em-g…

6. http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5865983-EI8266,00-Pr…

7. http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1111945-estudantes-bloqueiam-faix…

Greve Nacional Docente

8. http://globotv.globo.com/globo-news/entre-aspas/t/todos-os-videos/v/acor…

9. http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2012/07/05/dilma-enf…

10. http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5878784-EI8266,00-Di…

11. http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-enfrenta-protesto-de-u…

12. http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/07/dilma-enfrenta-protestos-d…

13. http://www.r7.com/r7/media/2012/20120611-greve-universidades/20120611-gr…

14. http://noticias.r7.com/educacao/noticias/professores-e-alunos-fazem-mani…

15. http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2012/06/greve-de-profe…

16. http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/fotos/2012/06/professores-das-…

17. http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/06/servidor-federal-nao-tera-r…

18. http://cbn.globoradio.globo.com/rio-de-janeiro/2012/06/07/PROGRAMA-DO-GO…

19. http://www.jb.com.br/rio/noticias/2012/06/28/educadores-em-greve-fazem-p…

20. http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5866196-EI8266,00-Pr…

21. http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/greve-dos-professores-atinge-9…

22. http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/2012/06/professores-fed…

23. http://www.sidneyrezende.com/noticia/175810+professores+de+universidades…

Governo silencia e servidores constroem uma das maiores greves dos últimos anos

Os docentes das instituições federais de ensino foram os primeiros a entrar em greve, em 17 de maio, mas, paulatinamente, outras categorias decidiram paralisar suas atividades e hoje um percentual significativo de servidores está parado. Enquanto isso, o governo se mantém impávido e não apresenta uma proposta. Pelo contrário, já anunciou que os servidores, em termos de reajuste geral, terão 0% em 2013, assim como foi em 2011 e 2012, em um claro desrespeito à Constituição Federal.

Esse descompromisso está sendo o fermento para as greves que se espalham pelo país. De acordo com a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que representa 80% do total de servidores do executivo, a greve já chega a 26 categorias em 22 estados e o Distrito Federal (ver quadro aqui).

Entre as categorias em greve na base da Condsef estão o Incra, Funasa, Funai, Arquivo Nacional, Inpi, Agricultura, Dnit, Cnem, Datasus, Transportes, Saúde, Museu do Índio, Iphan, INES, Justiça, MTE, Previdência Social, HFA (Celetistas e Estatutários), Integração Nacional, Desenvolvimento Agrário (MDA), Area Ambiental (Ibama, MMA, Chico Mendes), Ceplac, Fundo de Marinha Mercante, Planejamento (4 horas por dia) e Fazenda (1 hora por dia). Servidores do IBGE têm realizado operações padrões e os das agências reguladoras e DNPM, que estão em estado de greve e podem parar por tempo indeterminado a partir do dia 16.

Auditores fiscais da Receita Federal têm realizado operações-padrão e policiais rodoviários federais planejam para a próxima terça-feira, 10 de julho, uma grande manifestação em Brasília. Na Polícia Federal, os agentes também estão mobilizados e prometem engrossar a greve dos servidores federais. “Setores que geralmente são refratários à greve, como o pessoal da Fiocruz e das agências reguladoras, estão parando. Esse é um fator que deve ser ressaltado”, pontuou o dirigente da CSP-Conlutas, Paulo Barela, em reunião do Fórum das Entidades, realizada na terça-feira (3).

No setor das instituições federais, a greve já é realidade entre os docentes de 96 universidades e a quase totalidade dos institutos federais, incluindo os filiados ao ANDES-SN ou ao Sinasefe, já está parada. Na base da Fasubra, que representa os técnico-administrativos das universidades, a greve se amplia a cada dia.

Para a Condsef, a tendência é que greve continue crescendo, já que a postura inalterada do governo tem estimulado o reforço do movimento pelo Brasil. Essa também é a posição do ANDES-SN. “O governo, na sua intransigência, empurrou os servidores para a greve”, afirma o 1º vice-presidente do Sindicato Nacional, Luiz Henrique Schuch.

Nessa terça-feira (3), dirigentes da Condsef e do Sindidsep-DF foram recebidos pelo secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que se comprometeu a conversar com a presidenta Dilma Rousseff para que ela determine ao Planejamento a apresentação imediata da proposta ao funcionalismo.

Um fator positivo na atual conjuntura é que as categorias estão conseguindo unificar as ações de mobilização, o que só está sendo possível graças ao esforço pela unidade feito pelas entidades desde o início do ano. “Conseguimos unificar uma pauta comum (ver aqui), em cima de sete pontos, e sem constranger as nossas pautas específicas, estamos lutando de forma conjunta”, avalia Schuch.

Atividades

Em plenária dos Servidores Públicos Federais (SPF) realizada no início de junho, foi decidida a realização de uma série de atividades unificadas, que já foram ou serão realizadas até o final de julho. Nesta semana estão previstas ações nos estados, que terão como mote a “Qualidade nos serviços públicos”.

No próximo sábado (7/7) haverá uma reunião conjunta dos Comandos de Greve do setor da educação em Brasília e de 9 a 13 de julho serão realizados atos unificados nos estados com o mote Copa do Mundo, a serem realizados em locais simbólicos, como nos estádios em construção e rodovias.

No dia 18 de julho, haverá uma grande Marcha de servidores em Brasília para cobrar do governo uma resposta às pautas protocoladas. Dessa data até o dia 20 está programado um acampamento na Esplanada dos Ministérios. No dia 20, será realizada uma plenária dos SPF, quando será deliberado outro calendário de mobilizações.

Brasília para cobrar do governo a resposta das pautas protocoladas. Durante todos os dias haverá atividades políticas na Esplanada. E no dia 20 acontece uma plenária unificada de avaliação com todas as entidades com categorias em greve.

“Nós, os servidores, já entregamos a nossa pauta ao governo e cabe a ele, agora, apresentar uma proposta. Graças à nossa mobilização conseguimos que categorias em greve fossem recebidas na mesa de negociação, mas precisamos ir além. O Planejamento tem de, efetivamente, apresentar uma proposta. E será a nossa pressão que fará com essa negociação no rito e no prazo que produza resultados”, avalia Schuch.

Com informações da Condsef

Fonte: ANDES-SN

Diretor do ANDES-SN fala sobre greve em programa na GloboNews

A força e amplitude da atual greve nas instituições federais de ensino têm levado diversos veículos de comunicação a pautar o assunto e tentar entender o porquê da mobilização. Na última terça-feira (3), a apresentadora Mônica Waldvogel, do programa Entre Aspas, da Globonews, entrevistou o 1º vice-presidente do ANDES-SN, Luiz Henrique Schuch, e o professor da Universidade de São Paulo (USP), Otaviano Helene, sobre as razões do movimento grevista.

Após mostrar uma matéria sobre as conseqüências da expansão sem qualidade, que levaram os professores à greve, o programa citou uma frase do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em que ele comparou o processo “às dores do parto”. Partindo dessa frase, Mônica perguntou aos dois entrevistados se era possível uma solução para o impasse.

O representante do ANDES-SN lembrou 2012, depois de oito anos, está sendo possível ouvir, entre os docentes, o “som da greve” nas instituições federais de ensino. Os professores foram à luta porque discordam da desestruturação da carreira e desvalorização salarial promovida nos últimos anos e do novo modelo que está sendo imposto pelo governo na educação federal.

“Àquele modelo de universidade presente no texto constitucional, autônoma, que preza a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão está a se esvair e é por isso que docentes, técnico-administrativos e estudantes estão em greve”, argumentou.

Já o professor Helene afirmou que o grande problema na educação superior brasileira é a privatização do ensino, que responde pela esmagadora maioria das matrículas, com cursos de qualidade duvidosa.

“E as universidades públicas, que deveriam ser referência, estão em processo de degradação. É isso que explica a força da greve”, completou Schuch. Ele explicou que a carreira docente está totalmente desestruturada, que os aposentados têm sido discriminados, pois não recebem determinadas gratificações pagas aos ativos, e que os novos professores não encontram o ambiente adequado para se desenvolver academicamente.

A jornalista questionou se as universidades não teriam autonomia para deliberar sobre sua própria organização. “No grande pacto que a sociedade brasileira fez em 1988, com a Constituição Federal, foi estabelecido que as universidades teriam autonomia, só que ela é tolhida pelo governo com programas tipo o Reuni e, agora, com a Ebserh. Ou seja, ou aceita as condições impostas pelo governo, ou ficará sem recursos federais. É uma autonomia pela metade”, explicou Schuch.

Para o professor Helene a questão central está no financiamento para a educação. “Essa é uma barreira que precisamos transpor. O problema é que houve um aumento da demanda, mas não houve um aumento de recursos na mesma proporção” argumentou.

Mônica questionou se a greve não estava prejudicando muitas pessoas e não havia a possibilidade de os professores voltarem para a sala de aula. “A palavra está com o governo. Ele é que tem de apresentar uma proposta. O nosso interesse é concluir a greve o mais rápido possível, mas a negociação não depende só da nossa vontade”, afirmou. Ele disse, ainda, que a greve está tendo o apoio de sociedade, pois ela entende que a luta dos professores é pela educação pública de qualidade.

O programa Entre Aspas pode ser visto aqui.

Fonte: ANDES-SN