Arquivo mensais:novembro 2010

Adunifesp realiza Assembleia Geral dos Docentes, dia 25, na Vila Clementino

A Diretoria da Adunifesp convida os docentes da Instituição para uma Assembleia Geral da categoria, no próximo dia 25, quinta-feira, às 12 horas, no Anfiteatro Clóvis Salgado. A pauta será a seguinte:

01) Informes:
Siapenet
Plano de Saúde da Unifesp
Paralisação nos Campi

02) Insalubridade e Aposentadoria Especial
(Exposição da Dra. Lara L. Ferreira – Assessora Jurídica da Adunifesp)
03) Reestruturação da Carreira Docente
(Exposição do Prof. Luiz H. Schuch – 1º Vice-Presidente do Andes/SN)
04) Regimento Geral da Unifesp
05) 30º Congresso do Andes/SN (14 a 20/02/2011 – Uberlândia/MG)

Quando: 25/11/2010 (quinta-feira), às 12 horas
Onde: Anfiteatro Clóvis Salgado (Rua Botucatu, 862 – Térreo – Ed. Ciências Biomédicas – V. Clementino)

Participe!

Diretoria da Adunifesp-SSind.

Paralisação reivindica expansão com qualidade

As paralisações de docentes e estudantes em Santos e de estudantes em Guarulhos demonstram que já é hora do processo de expansão da Unifesp tomar outro rumo. Entre as reivindicações, condições de trabalho e educação, infraestrutura adequada e políticas consistentes de permanência estudantil. As aulas estão 100% paradas na Baixada desde o dia 06 de outubro e em Guarulhos desde 21 do mesmo mês. Além disso, os professores e técnicos de Santos também estão bastante mobilizados. Em São Paulo, Diadema e São José dos Campos, alunos vêm participando do movimento, solidários com os estudantes em greve, mas sem paralisação.

Uma plenária com 60 professores da Baixada, realizada no dia 04 de novembro, decidiu pelo estado de assembleia permanente e organizou diversas comissões de trabalho. Já em reunião no dia 10, foi aprovada a paralisação dos docentes – com a exceção de algumas atividades – a partir do dia 16 do mesmo mês. “Essa deliberação deve-se à insatisfação generalizada com as condições de trabalho, de funcionamento e de gestão da Universidade Federal de São Paulo, que vêm se perpetuando desde a implantação desse campus, em 2006”, afirma uma carta dos docentes à Comunidade.

O curso de Educação Física é o que vive a situação mais crítica na Baixada Santista. Apesar da primeira turma ter se graduado no ano passado, parte importante dos equipamentos, como quadras e piscina, não existem, o que tem causado evasão de alunos e professores. Segundo um docente, quatro colegas já deixaram a Universidade e vários outros podem seguir o mesmo caminho. Eles reivindicam a assinatura de um convênio entre a Unifesp e uma instituição de São Vicente, o Sest/Senat, para a realização das aulas práticas em um espaço físico nesta cidade.

As negociações entre docentes e a administração universitária já começaram e discutem condições de trabalho, infraestrutura e permanência estudantil. Um documento com pautas emergenciais foi apresentado à Reitoria e reivindica, entre outras coisas: a entrega dos Blocos I e II do Campus definitivo e uma auditoria nesta obra; a resolução dos impasses para a construção do Bloco III; transporte gratuito entre os atuais prédios alugados; um programa de alimentação subsidiada e a construção de um restaurante universitário; moradia estudantil; serviço de creche; e ampliação de auxílios financeiros aos estudantes.

No último dia 04, em reunião com o Reitor Walter Albertoni, a Adunifesp apresentou e apoiou as demandas dos docentes de Santos. Em conjunto com o Conselho de Entidades, a Associação também participou de outra reunião com a Reitoria, no dia 10, apresentando uma pauta unificada das categorias. O Reitor se comprometeu a responder até o dia 17 e a estabelecer mesas de negociação, além de um canal de comunicação permanente com as entidades. Nesta reunião, ele informou que algumas das reivindicações já estavam sendo encaminhadas, como a questão dos transportes em Santos e Guarulhos, a abertura de licitação do restaurante universitário em Santos e a entrega do Campus definitivo da Baixada em junho de 2011. Por último, foi marcada uma mesa de negociações em Santos, com a presença do próprio Albertoni, para o dia 18 de novembro.

Assim como a Baixada Santista, Guarulhos também vive enormes dificuldades. Durante a última assembleia geral dos estudantes, um discente do campus afirmou que “no curso de Ciências Sociais, dos cem alunos que ingressaram há quatro anos, hoje são 60 e apenas 16 vão se formar agora”. Reuniões entre os discentes e representantes da Direção do Campus e da Reitoria já estão acontecendo e em pauta temas como a construção do prédio próprio a partir de janeiro, a reforma do bandejão, moradia estudantil e a viabilização de um transporte adequado da capital até o Campus.

Reunindo estudantes de todos os Campi, foram realizadas duas Assembleias Gerais em São Paulo. A presença de cerca de 400 alunos em cada uma delas demonstra o forte descontentamento com o processo de expansão. Na última, no dia 09 de novembro, uma pauta estudantil unificada foi aprovada e entregue em mãos ao Reitor Walter Albertoni. O documento reivindica entre outros pontos: conclusão das obras da expansão; restaurantes e moradias universitárias nos cinco Campi; contratação de professores e servidores; assistência social e à saúde; e políticas de permanência estudantil adequadas. Os discentes esperam uma contraproposta da Reitoria para o dia 17 e realizam outra assembleia geral no dia 18.

As mobilizações também foram marcadas por episódios de repressão inaceitáveis. Por duas vezes alunos da Unifesp foram agredidos por policiais durante manifestações. No último dia 10, quando os estudantes tentavam entregar sua pauta unificada ao Reitor, foram impedidos por policiais militares de entrar na Instituição. Após certo empurra-empurra, os policiais jogaram gás de pimenta nos discentes, ferindo vários deles. Já no dia 21 de outubro, após a assembleia que decretou a greve em Guarulhos, estudantes foram agredidos pela Guarda Civil Metropolitana ao tentar entrar e comunicar a deliberação a colegas, em uma escola onde ocorrem parte das aulas do Campus. Em nota aprovada por sua Diretoria, a Adunifesp manifestou apoio às mobilizações estudantis, além de repudiar os episódios de violência contra os discentes.

Docentes de Santos apresentam pauta de reivindicações emergências à Reitoria

O Campus da Baixada Santista vive um momento de grande mobilização. Os docentes estão em estado de assembleia permanente desde o dia 04 de novembro e iniciam oficialmente uma paralisação no dia 16. Eles exigem a resolução de diversos problemas relacionados à expansão da Unifesp e o cumprimento de antigas promessas por parte da administração universitária. Além dos professores, os estudantes estão em greve desde o dia 06 de outubro e os técnicos também estão mobilizados. Publicamos na íntegra – clique em leia mais – o documento com a pauta de reivindicações emergenciais dos docentes, apresentado à Reitoria e ao Conselho Universitário.

Pautas emergenciais:
Condições de trabalho e infraestrutura:

I. Considerando (1) a saturação dos espaços existentes nos atuais prédios do campus, (2) o aumento das atividades de ensino, pesquisa e extensão a partir do exercício de 2011 e (3) a prorrogação da conclusão e entrega das obras dos Blocos I e II do campus definitivo, reivindicamos garantia documental quanto as estruturas físicas e operacional suficientes para a realização de todas as atividades a cargo do campus nos três turnos de funcionamento da universidade a partir de fevereiro de 2011 – com base no levantamento já realizado pela Comissão de Espaço Físico e na consulta aos três segmentos mobilizados –, considerando a possibilidade de locação de novo prédio, se necessário.
II. Considerando que: (1) o acórdão do TCU de número 875/2010, aprovado e publicado em maio de 2010, aponta que o projeto executivo referente aos Blocos I e II foi realizado e pago sem licitação e sem contrato sob responsabilidade do DEPPO, (2) que a equipe de Engenharia da universidade não possui estrutura suficiente para acompanhar as referidas obras e (3) que em 2010 ainda estamos descobrindo falhas no projeto inicial, reivindicamos ao Reitor que requisite ao MEC uma perícia técnico-financeira do projeto e da execução da primeira fase das obras dos Blocos I e II.
III. Considerando (1) a inexistência de um prazo definitivo e objetivo para a conclusão e entrega das obras do campus definitivo, (2) a inexistência de informações claras e objetivas a este respeito por parte da gestão da universidade e (3) a insuficiência das discussões e deliberações em torno deste tema em audiência pública realizada no dia 14 de outubro de 2010 com representantes da reitoria, reivindicamos (a) esclarecimento público imediato, por escrito, acerca do atraso e da atual situação das obras dos prédios novos, bem como (b) um cronograma detalhado sobre suas etapas futuras e (c) garantia documental de prazos finais para a entrega dos Blocos I e II.
IV. Considerando (1) a existência de um Decreto de Desapropriação de áreas a serem utilizadas na ampliação do campus definitivo datando de novembro de 2009, (2) a existência de um valor de indenização aos atuais proprietários de imóveis na região já à disposição da universidade, (3) a existência de procedimentos da Prefeitura Municipal de Santos para resolver a tal desapropriação na região, (4) a existência de um conflito com as famílias da área a serem realocadas e (5) a falta de informações objetivas sobre o andamento deste processo entre os mais diferentes segmentos do campus, reivindicamos esclarecimento público imediato, por escrito, da situação do processo de desapropriação.
V. Considerando que o Bloco III abrange espaços fundametais para as atividades de ensino, pesquisa e extensão, reivindicamos a definição e encaminhamentos imediatos quanto ao projeto básico e atual relativo ao Bloco III, atendendo às demandas já apresentadas e pactuadas nos estudos prévios com a atual equipe de Engenharia da universidade.
VI. Considerando a especial precariedade das instalações do curso de Educação Física, solicitamos a garantia documental de que o convênio a ser assinado entre a universidade e o SEST/SENAT, bem como as obras de adequação de seu espaço físico aos usos do campus, estejam concluídas nos prazos indicados pela Comissão de Curso da Educação Física em documento enviado ao reitor no dia 08 de novembro de 2010.
VII. Considerando (1) a existência até então de três unidades onde ocorrem atividades na cidade de Santos, (2) a iminente instalação do SEST/SENAT como quarta unidade acadêmica, (3) a necessidade freqüente de deslocamento entre essas unidades, (4) o alto custo das passagens no transporte público municipal, (5) a insuficiência de atendimento ao fluxo por parte da única linha de ônibus urbano que atende as regiões onde se encontram as unidades e (6) a pouca disponibilidade de estacionamento, tanto no interior dos prédios do campus quanto em suas imediações, reivindicamos garantia documental de implantação de um programa de transporte gratuito entre as unidades do campus, incluindo a nova unidade SEST/SENAT, transporte esse que atenda às necessidades de docentes, técnicos e estudantes, a partir de 01 de fevereiro de 2011. Se necessário, solicita-se a aquisição de veículos para este fim por parte da universidade.
VIII. Considerando (1) a inexistência de restaurante universitário, (2) o alto custo da alimentação nos restaurantes que circundam as unidades do campus e (3) a insuficiência e/ou inadequação destes ambientes nutricionais, reivindicamos implantação imediata de programa de alimentação subsidiada que atenda às necessidades reais de (a) proximidade em relação às unidades, (b) valor compatível com a política de subsídios dos demais campi da universidade, (c) qualidade, (d) atendimento pleno do fluxo de docentes, técnicos e estudantes e (e) em horário compatível com as atividades das diferentes unidades do campus.
IX. Pelas mesmas considerações acima, reivindicamos garantia documental de implantação de Restaurante Universitário que atenda as mesmas necessidades reais elencadas acima a partir de 01 de fevereiro de 2011.
X. Considerando (1) as atividades de ensino, pesquisa e extensão já existentes, (2) a intensificação dos trabalhos de graduação e pós-graduação a partir do exercício de 2011, (3) o indicativo de implantação de mestrado profissional e doutorado, (4) os indicadores de produtividade para a progressão acadêmica na universidade, (5) as especificidades de um Projeto Político-Pedagógico ancorado na educação interdisciplinar e interprofissional, bem como (6) as resoluções dos diferentes Conselhos de regulamentação profissional, reivindicamos abertura imediata das negociações sobre novas vagas para concursos públicos de docentes e técnicos do campus.
XI. Considerando (1) que o campus já conta com aproximadamente 1100 integrantes em sua comunidade acadêmica, (2) a previsão de aumento deste número para os próximos anos, (3) os direitos relativos à maternidade, à infância e ao trabalhador assegurados em lei e (4) a política de permanência estudantil, reivindicamos (a) a garantia documental da implantação de um serviço de creche universitária adequado às necessidades locais e junto ao campus definitivo e (b) a implantação imediata de um serviço de creche provisória.
XII. Considerando o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Andifes/ Fornaprace – 2007), especificamente: (1) a necessidade de adequar a oferta de serviços em qualidade e quantidade, com relação à demanda e (2) a necessidade de estabelecer uma metodologia de acompanhamento e avaliação da assistência praticada e qualificar as ações desenvolvidas para a melhoria do desempenho acadêmico do estudantes, reivindicamos a garantia documental de realização do perfil socioeconômico e cultural dos estudantes, por campus, para (a) dimensionar e qualificar a necessidade do apoio e assistência estudantil e (b) readequar o orçamento, critérios e valores para a execução da Política de Assistência Estudantil da universidade.
XIII. Considerando: (1) que a Política de Assistência Estudantil da universidade, no que tange a moradia, é composta por um programa insuficiente – Orientação de Moradia Estudantil, programa 5 –, (2) a real necessidade dos estudantes em razão do local de moradia antes do ingresso na universidade, (3) a especulação imobiliária e o alto custo para locação dos imóveis na Baixada Santista, especificamente na cidade de Santos, reivindicamos (a) elaborar um programa de moradia estudantil tendo como referência a demanda local.
Transparência e acesso à informação:
XIV –
Reivindicamos que os ofícios Nº. 050/2010 e 051/2010 da ADUNIFESP,  protocolados junto à Reitoria e à Coordenadoria de Recursos Humanos, respectivamente, tenham retorno solicitado observando os prazos estipulados. A solicitação de garantia documental e esclarecimento público por escrito com posicionamento da reitoria sobre todos os itens acima é imediata. Os prazos aqui solicitados são para implantação e execução das propostas.
ASSEMBLEIA DOS DOCENTES DA UNIFESP-BAIXADA SANTISTA 09/NOV/2010

Adunifesp realiza debate sobre mudanças na Carreira Docente em Diadema

Desde o ano passado, o Governo Federal, através do Ministério do Planejamento, tenta implementar mudanças na carreira dos docentes das instituições federais de educação superior. A atuação política do Andes-SN, de suas Seções Sindicais e de outras entidades, fez com que o processo não fosse à frente e os debates reabertos. Nos últimos dois meses, uma mesa de negociações discutiu o assunto, e um Projeto de Lei do Poder Executivo pode entrar na pauta do Congresso Nacional já no começo de 2011.

Desta forma, a Adunifesp realiza no Campus de Diadema um debate sobre o tema com a presença da Vice-Presidente da entidade e Diretora Regional do Andes, Professora Soraya Smaili. A palestra acontece no Anfiteatro da Unidade Eldorado, na segunda-feira, dia 22 de novembro, das 12 às 14 horas. É fundamental a presença de todas e todos, já que o assunto é de interesse direto de nossa categoria.

Para mais informações, procure a Professora Vera L. Flor Silveira, diretora da Adunifesp no Campus, ou a secretaria da Associação.

Contatos:
Professora Vera – veraflorsilveira@gmail.com
Adunifesp – secretaria@adunifesp.org.br; (11) 5549-2501

Para mais informações sobre as propostas de mudanças na carreira docente, acesse o link abaixo, e leia matéria publicada no site e no boletim da entidade sobre o tema:

http://www.adunifesp.org.br/artigo/apos-criticas-governo-adia-mudancas-na-carreira-docente

Permanência Estudantil pode sofrer retrocesso no Campus da Vila Clementino

Apesar da política de permanência estudantil ser um dos problemas mais críticos da Unifesp, dois episódios ocorridos nas últimas semanas no Campus da Vila Clementino demonstram o pouco compromisso da administração com o tema. Os estudantes de pós-graduação podem perder o subsídio no bandejão e os Médicos Residentes 30 vagas de moradia. A APG e a Amerepam – entidades representativas das duas categorias – se mobilizaram contra tais medidas e conseguiram abrir uma negociação para não perderem estes direitos.

Bandejão mais caro para a Pós

Com anuência da Reitoria, o bandejão da Vila Clementino cortou o subsídio dos pós-graduandos. Uma refeição que custaria menos de 03 reais passou para 6,50 para estes estudantes. A APG protestou exigindo a volta da equiparação com os preços pagos pela graduação e organizou um abaixo-assinado com mais de 400 assinaturas. Uma solução para o impasse ainda não foi anunciada, mas parece estar a caminho.

Alojamento dos Residentes

Já os residentes podem perder 30 vagas de moradia universitária, pois a Instituição pretende construir no local do alojamento masculino o Edifício de Pesquisas III. A Amerepam recebeu uma notificação de desocupação do espaço até o dia 1º de dezembro de 2010. Os residentes já avisaram que não irão sair na data e reivindicam a garantia de continuidade do benefício, conquistado há três décadas. Em reunião, a Reitoria se declarou livre de qualquer responsabilidade em manter o benefício. Inconformados com o posicionamento, os residentes procuram outras vias de negociação para manter seus direitos. A grande maioria dos possíveis prejudicados é proveniente de outros estados, graduados em faculdades públicas e tem menos de três anos de formado.

Editorial: Hospital São Paulo e o Contrato de Gestão

O debate realizado pelo Conselho de Entidades e pela Reitoria da Unifesp, no último dia 08 de setembro, marcou um momento importante e democrático de nossa Instituição. Quase 150 pessoas lotaram o auditório Lemos Torres interessados no futuro do Hospital São Paulo e na minuta de contrato de gestão entre a SPDM – sua mantenedora – e a universidade. Tal proposta tenta solucionar o histórico problema de relação público-privado entre o Hospital-Escola e a Unifesp, e responder às demandas de órgãos de controle da gestão pública, como a CGU e o TCU.

A Adunifesp, em conjunto com o Conselho de Entidades, continua defendendo a bandeira histórica de federalização do HSP, porém não pode se omitir nesse momento de mudanças significativas. Durante o debate e em audiência com o Reitor, no dia 01 de outubro, propusemos que a comissão que elabora o plano de trabalho do referido contrato, seja ampliada, com a inclusão de dois representantes de cada categoria, a fim de democratizar o processo. A proposta foi aceita pela Reitoria e pela Direção do HSP, mas não foi formalizada até o momento.

É fundamental que este processo seja contemplado com uma ampla participação e que a universidade escolha democraticamente o melhor caminho para o seu Hospital-Escola. Desta forma, já manifestamos nossa preocupação no sentido da elaboração de propostas que melhorem a qualidade do atendimento, o desenvolvimento de ensino e pesquisa, a transparência no uso dos recursos públicos e, principalmente, que não prejudiquem, de maneira alguma, os trabalhadores técnico-administrativos.

Docentes de Santos paralisam atividades por uma expansão com qualidade

Os docentes do Campus da Baixada Santista decidiram paralisar suas atividades em assembleia no último dia 04 de novembro. A iniciativa se soma às mobilizações nos cinco Campi e às greves estudantis de Santos e Guarulhos, por uma expansão da Unifesp com qualidade. A comunidade reivindica infraestrutura adequada, políticas de permanência estudantil e ampliação do financiamento. Os professores lançaram uma carta e discutem a elaboração de uma pauta de reivindicações. O curso que sofre com os problemas mais graves é o de Educação Física, que por falta de condições de educação e trabalho, está sofrendo com a evasão de alunos e de professores.

À Comunidade Acadêmica da Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP

Nós, docentes do Campus Baixada Santista da UNIFESP, reunidos em assembleia nos dias 03 e 04 de novembro de 2010, deliberamos, por unanimidade, pela paralisação das atividades docentes e pela entrada em regime de assembleia permanente. Essa deliberação deve-se à insatisfação generalizada com as condições de trabalho, de funcionamento e de gestão da Universidade Federal de São Paulo, que vêm se perpetuando desde a implantação desse campus, em 2006. O estado de paralisação seguirá até o dia 10/11 mantendo assembleias que definirão pautas, reivindicações e respectivos encaminhamentos.

Santos, 05 de novembro de 2010

Docentes da Universidade Federal de São Paulo, campus Baixada Santista, reunidos em assembleia permanente.

Departamento de Farmacologia completa 40 anos

A Farmacologia comemorou seus 40 anos relembrando sua história e debatendo os principais dilemas da pós-graduação no Brasil. O departamento é um dos mais importantes do país, desenvolvendo algumas das mais relevantes pesquisas na área e formando profissionais para todas as regiões. A professora Soraya Smaili, coordenadora do Programa de Pós em Farmacologia, elogiou a qualidade do seminário e propôs a produção de um histórico detalhado do Programa e a reedição dos livros do Professor Ribeiro do Valle, fundador da EPM, dos Departamentos de Bioquímica e Farmacologia e do Programa de Pós-Graduação. Foi proposta também a realização de trabalho histórico sobre a vida e a obra dele na Unifesp e sua enorme contribuição para a ciência brasileira.

Um dos painéis debateu especificamente os atuais dilemas da pós. O Brasil, apesar de ter dificuldade em absorver seus pós-graduados, tem um número irrisório de mestres e doutores quando comparado a países desenvolvidos e em relação a sua importância social e econômica. Um doutorando relatou ainda a evasão de pesquisadores brasileiros para o exterior, em busca de maiores oportunidades. Um docente continuou a discussão. “Aqui, o doutor e o mestre são formados para a universidade, já nos Estados Unidos, para a indústria e a produção. É por isso que o Brasil tem uma quantidade pequena de patentes”, afirmou.

Vários participantes questionaram o atual excesso de produtivismo acadêmico. “Até que ponto é possível formar com qualidade cientistas, se os critérios de avaliação são baseados em números?”, afirmou um. “Um ótimo projeto de extensão sempre vai ser menos valorizado do que a quantidade de ‘papers’ produzidos”, contestou outro. Além disso, a falta de incentivos aos pós-graduandos também foi criticada, e o valor da bolsa de mestrado – 1100 reais líquidos – virou motivo de risadas quando um participante questionou, “um estudante de pós não pode casar e ter filhos?”.