Arquivo mensais:agosto 2010

Projeto Univercine apresenta filme Meu Destino é Pecar

A sexta sessão do Projeto Univercine ocorre neste sábado (28), às 14 horas e 30 minutos, com a exibição da obra Meu Destino é Pecar, filme dirigido por Manuel Peluffo em 1952. O longa é uma adaptação do romance homônimo de Suzana Flag, pseudônimo do escritor Nelson Rodrigues para as telas. Os debatedores serão os professores de literatura brasileira da Unifesp, André Luiz Barros e Mirhiane Mendes de Abreu. A mediação é de Mauro Rovai, da área de sociologia e também de nossa Instituição.

Durante o ano de 2010, uma parceria firmada entre a Unifesp e a Cinemateca Brasileira realizará sessões educativas acadêmico-culturais voltadas para a formação de público e à discussão dos principais temas relativos às ciências humanas. A Cinemateca fica no Largo Senador Raul Cardoso, 207, entre a Avenida Sena Madureira e o Metrô Vila Mariana. Mais informações pelo telefone (11) 3512-6111 (ramal 215) ou pelo e-mail contato@cinemateca.org.br. A atividade é gratuita e a classificação indicativa é 14 anos.

FICHAS TÉCNICA E SINOPSE:
Meu destino é pecar, de Manuel Peluffo.
São Paulo, 1952, 35mm, pb, 72’.
Antonieta Morineau, Alexandre Carlos, Ziláh Maria, Rubens de Queiróz.
Jovem se casa com um viúvo, mesmo sem estar apaixonada por ele. Passa a morar com sua família e descobre que a antiga mulher do marido foi morta por cães. Aos poucos, ela começa a ficar atormentada com a suposta aparição do fantasma da morta.
Sábado, 28 de Agosto, às 14 horas e 30 minutos.

Participação dos docentes nas eleições para os Conselhos Centrais é fundamental

Após a reforma do Estatuto, finalizada nos primeiros meses deste ano, finalmente a Comunidade Unifesp renovará os Conselhos Centrais da Instituição. Apesar de ainda limitada, a nova composição dos órgãos é mais democrática – obedecendo pela primeira vez a Lei de Diretrizes e Bases da Educação – e acaba com a cadeira cativa dos titulares. Desta forma, consideramos fundamental a ampla participação dos docentes no processo eleitoral. A Adunifesp não apóia candidatos enquanto entidade, mas incentiva a participação de todas e todos, esperando que os futuros conselheiros representem a comunidade que os elegeu, e não a si mesmos, prática infelizmente recorrente na história da universidade.

A inscrição dos candidatos vai até a próxima sexta-feira, dia 20 de agosto. As eleições ocorrem nos dias 28 e 29 de setembro e a posse dos novos Conselhos Centrais acontece no dia 13 de outubro. O processo vai escolher representantes para o Conselho Universitário (Consu), o Conselho de Graduação (CG), o Conselho de Extensão (COEX), o Conselho de Administração (CA), o Conselho de Pós-Graduação e Pesquisa (CPGPq), o Conselho de Curadores (CC), a Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD) e a Comissão Interna de Supervisão (CIS). Além disso, o Conselho de Assuntos Estudantis (CAE), uma das principais conquistas da comunidade no novo Estatuto, será formado pela primeira vez.

A composição de cada Conselho Central é diferente e pode ser consultada, assim com as regras da eleição, no sítio www.unifesp.br. Para o Consu, órgão máximo de nossa universidade, os docentes escolherão 24 representantes (12 Titulares, 07 Associados e 05 Adjuntos). Quanto aos professores Auxiliares e Assistentes, o novo Estatuto cometeu o absurdo de deixá-los sem direito a votar e a se candidatar. A Adunifesp protestou durante todo o processo de reforma contra a falta de representação deles, sempre defendendo a não diferenciação entre os docentes nos órgãos colegiados. Esperamos que em um futuro próximo tal equívoco seja solucionado.

O envolvimento da comunidade no processo eleitoral é fundamental para uma democratização cada vez maior da Unifesp. Participe se candidatando, debatendo as propostas, divulgando o processo e votando.

Diretoria da Adunifesp-SSind.

Homenagem ao Professor Vilmon de Freitas

Após uma longa batalha contra o câncer, faleceu no último dia 22 de junho o Professor Vilmon de Freitas, Ex-Presidente da Adunifesp (2007-2009) e Tesoureiro Geral entre os anos de 2003 e 2007. Original da cidade de Passos, no sul de Minas Gerais, Vilmon mudou-se para São Paulo ainda na adolescência para continuar os estudos. Graduou-se na Escola Paulista de Medicina (1970-1975), fez a residência em ginecologia no Hospital do Servidor Público Estadual e pós-graduação (mestrado e doutorado) nesta mesma especialidade, retornando à Escola Paulista. Aprovado em concurso (1984), tornou-se docente do Departamento de Ginecologia do curso de Medicina.

Em um depoimento emocionado, a médica Marisa Patriarca, esposa de Vilmon, recorda um pouco das alegrias do marido. Torcedor do Santos, desde a época clássica em que Pelé comandava o time, ele jogava futebol muito bem e na juventude chegou até a profissionalizar-se. Acabou deixando o esporte para cultivar a paixão pela Medicina. Ela destaca também seu gosto enorme pela música e, sobretudo, pelo violão, instrumento que tocava. “Foi uma enorme perda para a universidade pelo seu senso ético e profissional. Como marido ele foi um grande amigo e um companheiro”, relembra.

Amigo de Vilmon há 35 anos, o Professor Geraldo Rodrigues de Lima, Titular do Departamento de Ginecologia, foi seu orientador na residência e na pós-graduação. “Desde então nutrimos uma grande amizade. É um orgulho ter sido seu professor, colega de docência e amigo. Foi uma perda muito sentida”, afirma. O professor destaca o trabalho de Vilmon na área da Reprodução Humana, na qual, “junto com outros colegas, desenvolveu importantes contribuições para a ginecologia brasileira”.

À frente da Adunifesp no biênio 2007-2009, quando já enfrentava o câncer, o Professor encarou um dos momentos mais difíceis para a entidade e mais dramáticos para a universidade. Foi neste período que a Instituição viveu uma de suas maiores crises, com o surgimento na imprensa de diversas denúncias de irregularidades na administração universitária, e que culminou com a renúncia do Reitor em 2008. À época a gestão presidida por Vilmon, apesar das muitas dificuldades, enfrentou de forma íntegra e combativa a crise, mas também com ponderação e responsabilidade.

A Presidente da Adunifesp, Maria José Fernandes, relembra com saudades a convivência na diretoria da entidade. “Foram seis anos de intenso convívio em gestões anteriores, período em que tive o privilégio de ter ao lado uma pessoa comprometida com a ética, a democracia, o bem coletivo, tudo tratado com muita seriedade e uma pitada de bom humor”, afirma. “Ele nunca lamentava e nem tinha palavras negativas sobre quem quer que fosse, acho que essas eram as qualidades que eu mais apreciava”, elogia.

Nos últimos anos, o Professor João Aléssio, do Departamento de Cirurgia, foi um dos médicos que acompanhou o tratamento de Vilmon. Ele lembra que seu paciente sempre lidou com a doença de forma íntima. “Ele nunca buscou nenhum tipo de complacência por causa da doença. Não desistiu e continuou tocando a vida. Considero admirável a forma com que lidou com a questão”, afirma Aléssio, que também destaca a marcante relação médico-paciente entre os dois. “Como éramos colegas de universidade, da Associação, do Conselho Universitário, às vezes o Vilmon saía de uma cirurgia e logo estava conversando das pautas da Escola, da Universidade”, recorda.

Através desta matéria, a Diretoria e a equipe da Adunifesp gostariam de prestar uma pequena homenagem ao querido Professor Vilmon de Freitas. Solidarizamo-nos com a família e os amigos neste momento difícil, principalmente com sua esposa Marisa.

Editorial: Avanços em Santos

Duas notícias do Campus da Baixada Santista fortalecem o caráter público e democrático da Unifesp. A primeira é o abandono do projeto de um Instituto do Mar autônomo em relação à nossa universidade. A preocupação era de que o órgão funcionasse sem prestar satisfação, inclusive captando recursos e vendendo serviços à iniciativa privada sem nenhum controle. A segunda é a desistência da desapropriação do terreno onde seria construído o prédio do campus, fato que acarretaria no despejo de mais de cem famílias. Após o descumprimento da promessa da prefeitura de Santos em realocar essas pessoas para outras moradias, a administração universitária desistiu do espaço. Os questionamentos parecem ter surtido efeito.

Por enquanto, o projeto do Instituto do Mar vai continuar ligado à Reitoria, mas quando estiver em funcionamento, seus cursos e produção científica estarão integrados regularmente ao Campus da Baixada Santista. O idealizador do projeto e seu coordenador inicial, o professor Samuel Goihman, acabou afastado. Os pesados interesses vinculados ao órgão – como a exploração do Pré-Sal e a ampliação do Porto de Santos – fortaleciam uma visão privatizante de suas atividades. Um projeto do Senador Aloísio Mercadante (PT-SP) apresentado no ano passado chegou a propor a formação de outra universidade a partir do Campus de Santos e do Instituto.

Em relação ao novo prédio, foi mais que correta a decisão de não despejar as famílias. Mesmo com a urgência de construir um local adequado para a Unifesp, já que os dois prédios atuais são alugados e apresentam problemas, nossa Instituição não pode simplesmente prejudicar a comunidade local, desalojando tantas pessoas, muitas das quais sem outro lugar para ir. Seria uma medida autoritária e que causaria um desgaste enorme. Neste sentido, prevaleceu o bom senso e o Reitor Walter Albertoni cumpriu seu compromisso de não pedir a desapropriação do local enquanto não houvesse 100% de acordo com as famílias. A participação da Adunifesp nos episódios foi significativa e consideramos o desfecho uma vitória de toda a comunidade.

Novo Estatuto da Unifesp entra em vigor

Finalmente foi concluída a Reforma do Estatuto. O novo documento já foi aprovado pelo Ministério da Educação e se encontra na página www.unifesp.br. Agora, a Reitoria deve encaminhar em setembro a eleição de um novo Conselho Universitário (Consu), seguindo a composição do Estatuto aprovado, e, a partir daí, debater o novo Regimento Geral. O processo eleitoral deve renovar também todos os conselhos centrais da Instituição.

Já os novos Conselhos de Campi, Congregações e Diretores Acadêmicos devem ser eleitos apenas em fevereiro ou março do ano que vem. No mês passado, seguindo uma resolução aprovada pelo Consu, os Campi elegeram Conselhos Provisórios. Segundo o Reitor Walter Albertoni afirmou à Adunifesp, a estrutura provisória seria uma forma de já colocar em funcionamento instâncias mais democráticas. Atualmente, o poder nos campi é bastante concentrado nos Diretores, que por sua vez são indicados pela Reitoria.

A proposta inicial da Reitoria era aprovar o Regimento Geral ainda com o Consu antigo e chamar novas eleições apenas no ano que vem. O Conselho de Entidades protestou alegando que o atual órgão não teria legitimidade para continuar o processo e conseguiu, após algumas reuniões, reverter o quadro. Este debate é fundamental, pois o Regimento regulamentará a aplicação do Estatuto.

Em maio e junho, o Conselho de Entidades organizou debates sobre o novo Estatuto em Santos, São Paulo, Guarulhos e Diadema. Com uma presença significativa de docentes, principalmente nos novos campi, as discussões contaram com a participação do Vice-Reitor e Presidente da Comissão da Reforma do Estatuto, Professor Ricardo Smith, e com representantes das categorias da Unifesp.

Durante os debates, muitas críticas foram feitas à Reforma aprovada e dirigidas ao Vice-Reitor. A principal foi de método, já que o Consu não levou em consideração boa parte das deliberações da comunidade universitária nos Fóruns sobre o tema e mesmo da Comissão da Reforma do Estatuto, nomeada pelo próprio órgão. André Cardoso, da Associação dos Pós-Graduandos, avalia que o processo “enfraqueceu os mecanismos de consulta à comunidade, já que no final o Consu não foi sensível às propostas debatidas em vários fóruns nos campi”. “A Reforma do Estatuto acabou sendo votada pela Congregação da Escola Paulista de Medicina”, ironizou outro estudante.

Assessoria Jurídica recomenda desistência de ações por falta de reajuste

Como informado no último boletim, a nova Assessoria Jurídica é responsável por todas as ações de interesse coletivo dos docentes. Dentre estas ações estão as referentes à revisão geral anual de remuneração, que pleiteia indenização pela ausência de reajuste salarial, principalmente no final dos anos 1990 e 2000.

Há já um posicionamento do Supremo Tribunal Federal, a instância máxima de decisão do Poder Judiciário, contrária à procedência destas ações. Assim, foi recomendada pela Assessoria Jurídica a desistência dos processos, o que pode implicar em pagamento de verbas sucumbenciais, mas evita o ônus de custas recursais e correções monetárias futuras. Para tanto, o docente será contactado para assinar e enviar por escrito para a Associação uma Autorização de Desistência, de acordo com o andamento do processo no qual figura como autor.

As ações individuais, contratadas com a assessoria antiga, permanecem com ela. Se houver dúvida, o docente pode consultar, na sede da entidade, a listagem das ações e os respectivos responsáveis. Mais uma vez lembramos que os plantões da Assessoria Jurídica acontecem todas as primeiras terças-feiras do mês, das 9 às 13 horas, na Adunifesp. É necessário agendar a consulta.

Plano de Saúde da Unifesp pode finalmente “sair do papel”

A criação de um seguro de saúde para os professores e funcionários da Unifesp, proposta antiga e reivindicação histórica da comunidade, parece finalmente estar se concretizando. Uma das seis empresas que demonstraram interesse deve ser escolhida para prestar o serviço em pregão eletrônico. O plano deve beneficiar servidores ativos e inativos e abranger o núcleo familiar, ou seja, casal e filhos. Haverá planos com três tipos de preços, de uma cobertura mais simples a uma mais completa, e os valores devem ficar abaixo dos de mercado, variando de acordo com a faixa etária e salarial dos clientes. A Instituição deve divulgar a conclusão do processo nos próximos meses.