Arquivo mensais:Abril 2009

Editorial: Unifesp em momento decisivo

Sem dúvida, a Universidade Federal de São Paulo vive um momento privilegiado para superar a profunda crise que abateu a instituição nos últimos anos. Denúncias de irregularidades administrativas, confusão entre público e privado, expansão sem a devida qualidade e falta de democracia interna são apenas os problemas mais evidentes.

A Audiência Pública realizada em abril com membros do Ministério Público (MP), Tribunal de Contas da União (TCU), Corregedoria Geral da União (CGU) e Ministério da Educação (MEC), além de discutir com a comunidade os graves problemas da Unifesp, apontou muitas importantes soluções.

Por outro lado, a Reforma do Estatuto, que deve ser concluída ainda este ano, pode corrigir boa parte das distorções da Unifesp. Garantir qualidade educacional no processo de expansão, democratizar a estrutura de poder, com paridade nos órgãos colegiados, e viabilizar mecanismos de controle, para que exista o máximo de transparência na administração da universidade, são mudanças que precisam ser conquistadas com a reforma.

Não podemos desperdiçar este momento decisivo na história da Unifesp. Apenas com grande envolvimento de docentes, trabalhadores e estudantes conseguiremos implementar essas importantes mudanças e, definitivamente, tirar a Unifesp de sua profunda crise. A participação da comunidade é fundamental para o futuro de tais debates.

Unifesp retoma Reforma do Estatuto

A necessária Reforma do Estatuto da Unifesp parece finalmente ter voltado à pauta da instituição. A comissão formada para discutir o tema em 2007 acabou tendo os seus trabalhos atrasados por conta da crise que abateu a universidade. A expectativa da nova Reitoria é que o processo se conclua ainda este ano. A comissão, sob a presidência do professor Ricardo Luiz Smith, retomou as discussões e mini-fóruns para discutir o tema foram ou estão sendo organizados nos diferentes campi. Nas últimas semanas, São Paulo, Santos e São José dos Campos realizaram os seus espaços de debate.

A Reforma do atual Estatuto, elaborado na época em que a Escola Paulista de Medicina foi transformada na Unifesp, é praticamente consenso. Após a grande expansão da instituição a partir de 2004, o estatuto que já estava defasado, tornou-se completamente obsoleto. Hoje as decisões da universidade estão praticamente todas concentradas no campus de São Paulo e é preciso reestruturar, descentralizar e democratizar tal estrutura de poder.

As divergências sobre a reforma surgem, quando é discutido como se dará o processo. Enquanto as entidades das categorias defendem que as mudanças aconteçam através de um amplo debate, com a eleição de delegados na comunidade para a realização de um Congresso da Unifesp, a Reitoria parece preferir um fórum menos amplo, com delegados indicados pelos diferentes setores e instâncias da universidade.

Já quando se debate o conteúdo da reforma, é praticamente consenso que é preciso criar congregações nos diferentes campi e recompor de forma mais democrática o Conselho Universitário (Consu). Existem divergências quanto à composição das instâncias da universidade. As entidades das categorias historicamente defendem a paridade entre professores, trabalhadores e estudantes. Enquanto isso, a Reitoria estaria propondo ampliar a participação dos diversos setores, mas mantendo os docentes como maioria nas congregações.

A profunda assimetria entre a “antiga” Escola Paulista de Medicina e a “nova” Unifesp é outra questão que precisa de respostas urgentes. Toda a estrutura administrativa, com a maioria dos membros da direção da universidade e do Consu continuam em São Paulo. Tal fato deixa claro que o novo estatuto deve conter medidas para contemplar a nova diversidade da instituição e a integração entre as diversas áreas do conhecimento e os diferentes campi.

Associação recomenda Programa “Adote um Aluno”

O Cuja, cursinho ligado ao DCE da Unifesp, lançou o “Programa Adote um Aluno”, para ampliar o envolvimento da comunidade universitária em suas atividades. A idéia é que um número maior de pessoas financie a iniciativa e, assim, ajude a aprovar mais estudantes em instituições de ensino superior do país. Atualmente o Cuja atende cerca de 180 alunos e seus voluntários são estudantes, funcionários e residentes. Para mais informações visite www.cuja.unifesp.br ou ligue (11) 5576-4253.

Andes questiona convênio que favorece presidente do Proifes

O Andes-SN está questionando um convênio firmado entre a Universidade Federal de São Carlos e o Ministério do Planejamento, que estaria beneficiando diretamente o presidente do Fórum de Professores de Ensino Superior (Proifes), Gil Vicente de Figueiredo. Através de um pedido de esclarecimento ao governo e à Reitoria da UFSCar, a entidade questiona o explícito conflito de interesses, que fere as normas mais básicas da administração pública.

O Proifes, organização recém-criada por uma ala minoritária do movimento docente, demonstra mais uma vez que não tem independência para representar os professores. Tal fato já havia sido comprovado no ano passado, quando a entidade assinou a reestruturação salarial proposta pelo governo, mesmo ciente de que a base da categoria havia rejeitado os termos do acordo, conforme comprovam os resultados das assembléias realizadas pelas seções sindicais do Andes-SN em todo o país.

Andes-SN realiza encontro da Regional São Paulo

O reflexo da crise econômica global na educação foi o tema do tradicional encontro da regional São Paulo do Sindicato Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes-SN), realizado nos dias 03 e 04 de abril. O painel de abertura sobre a crise contou com a participação do Professor Plínio de Arruda Sampaio Jr. da Unicamp e com o sindicalista representante da Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), Atnágoras Lopes. O encontro também discutiu um plano de ação para 2009, a partir dos quatro eixos aprovados no 28º Congresso Nacional do Andes, realizado em fevereiro na cidade de Pelotas:

1 – Fortalecer a resistência frente à crise mundial, a criminalização dos movimentos sociais e os ataques aos trabalhadores.
2 – Lutar em defesa do ANDES-SN, da liberdade e da autonomia de organização dos trabalhadores e pelo resgate do registro sindical de nossa entidade.
3 – Lutar pela valorização do trabalho docente e contra toda forma de precarização.
4 – Reafirmar a defesa da universidade pública e o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, que vem sendo atacado por programas governamentais como o Reuni.

(Com informações da Regional SP do Andes-SN)

Reitoria mantém afastamento de Diretora de Guarulhos

O afastamento pela Reitoria logo no início do ano letivo da Diretora do Campus de Guarulhos, Professora Cynthia Andersen Sarti, gerou perplexidade em parte da comunidade universitária, que alega que tal ato foi feito sem debate prévio. Em assembléia, os docentes de Guarulhos aprovaram uma carta pedindo a reabertura do diálogo e a recondução da ex-diretora ao cargo.

Já o Conselho de Representantes da Adunifesp, em reunião ordinária, deliberou solicitar em nota à Reitoria a manutenção do diálogo, para que a situação seja resolvida em conjunto com a comunidade e da forma mais democrática possível. A nota também debate o tema da democracia interna na universidade: “nossa expectativa é que a Reforma do Estatuto da Unifesp resolva distorções como a que dá prerrogativa ao cargo de Reitor, até o momento, poder indicar os diretores dos campi”.

Em audiência com o Reitor Walter Albertoni, a diretoria da Adunifesp expôs a questão, mas escutou que a Reitoria vai mesmo utilizar da prerrogativa de indicar um novo diretor. Entretanto, houve o compromisso de convocar eleições no campus até o final de 2009, depois de concluída a Reforma do Estatuto da Unifesp.

Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo completa 80 anos

Em 2009, o Sindicato dos Médicos do Estado de São Paulo (Simesp) completa 80 anos. A abertura das festividades aconteceu no último dia 06 de março e contou com a participação de diversas entidades médicas, personalidades políticas e dirigentes do Sindicato, um dos mais antigos e atuantes do Estado. Além de uma edição especial da Revista Dr., diversas atividades comemorativas estão programadas. Confira no sítio www.simesp.com.br.

Após afastamento de Diretora, Associação pede democratização

Em reunião ordinária, a Diretoria da Adunifesp Seção Sindical aprovou documento em que avalia a atual estrutura decisória da Instituição, colocando a Reforma do Estatuto como uma das principais tarefas da comunidade para resolver os problemas de falta de democracia na universidade. O estopim da discussão no começo deste ano letivo foi o afastamento, por um ato da Reitoria, da Diretora do Campus de Guarulhos, Cynthia Sarti. Clique em leia mais para acessar a nota.

 

Nota da Adunifesp-SSind à Comunidade da Unifesp

Considerando os acontecimentos que culminaram na substituição da diretora do campus de Guarulhos, a Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind), vem a público conclamar a comunidade universitária para se mobilizar por mudanças na estrutura de poder da instituição.

É notória a necessidade de revisão da forma centralizada como as decisões são tomadas na universidade, realidade esta que embasou o referido afastamento. Neste sentido, vivemos um momento especial para tornarmos realidade o desejo da comunidade por maior democracia interna, já que foi retomado, e deve ser concluído ainda este ano, o processo de revisão do Estatuto da Unifesp.

Este momento ímpar da vida institucional da universidade permitirá a construção de espaços de discussão democrática, e que deve culminar inclusive, com a mudança da composição do colegiado máximo de decisão, o Conselho Universitário, cuja atual estrutura não mais contempla as áreas de conhecimento que hoje compõem a Unifesp e muito menos é representativa das forças vivas que constroem seu cotidiano. É preciso exigir a eleição proporcional de todos os seus membros.

É importante frisar que a democracia interna é uma bandeira de luta histórica da Adunifesp-SSind e que a posição da nova Direção da Unifesp, expressa no discurso de posse do Reitor, também coaduna-se com a meta de arejarmos com ventos cada vez mais democráticos as instâncias de decisão e de poder da universidade. A hora é essa! Mãos à obra!

Diretoria da Adunifesp-SSind – Gestão 2007/2009
Março de 2009

Conselho questiona afastamento de Diretora em Guarulhos

O Conselho de Representantes da Adunifesp, após discutir o afastamento da Diretora do Guarulhos, Cynthia Andersen Sarti, deliberou documento deliberando junto à Reitoria a retomada do diálogo, já que a decisão foi tomada unilateralmente. A Comunidade se mobiliza para ser escutada no caso e construir uma direção mais democrática no Campus. Clique em leia mais para acessar a nota.

 

Nota do Conselho de Representantes sobre o Afastamento da Diretora de Guarulhos

A Adunifesp-SSind como lídima representante dos docentes da Universidade Federal de São Paulo, debateu na reunião ordinária de seu Conselho de Representantes, no dia 09 de março de 2009, o afastamento pela Reitoria, da diretora do Campus Guarulhos.

Segundo informe de três professores que representavam o campus na referida reunião, a diretora teria sido afastada do cargo sem debate prévio, o que teria gerado perplexidade em parcela importante daquela comunidade.

Após discussão, o Conselho deliberou solicitar à Reitoria a manutenção do diálogo, para que a situação seja resolvida em conjunto com a comunidade. Considera-se, assim, ser de fundamental importância que o diálogo seja retomado e que a indicação da Diretoria seja feita da forma mais democrática possível.

Nossa expectativa é que a Reforma do Estatuto da Unifesp resolva distorções como a que dá prerrogativa ao cargo de Reitor, até o momento, poder indicar os Diretores dos campi. Esperamos que tal Reforma caminhe no sentido da democratização na estrutura de poder da Unifesp, prevendo a eleição para tais cargos e permitindo a participação efetiva de toda a comunidade.

Conselho de Representantes da Adunifesp-SSind.