Arquivo da categoria: Notas e Moções

Adunifesp-SSind em apoio às Universidades Públicas Paulistas

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo – Adunifesp-SSind vem a público declarar o apoio às Universidades Públicas Paulistas na luta contra o desmonte dessa instituição social pelo irresponsável subfinanciamento do Governo do Estado. As universidades paulistas vem sofrendo um forte ataque a sua manutenção, por meio de um arrocho salarial e inexistência de plano de recuperação de perdas salariais, que já somam 12,56% na USP e Unicamp e 16,04% na Unesp (entre os servidores docentes e técnicos-administrativos). Além do congelamento de concursos, ausência de política de permanência estudantil e precarização das condições de trabalho.

Os ataques às Universidades do Estado de São Paulo somam-se a política nacional de desmonte da educação superior pública que com seu principal mecanismo, a Ementa Constitucional 95, congela as verbas para serviços como saúde e educação, desdobrando-se em ações que retiram os direitos dos trabalhadores, precarizam o trabalho, sucateiam sua estrutura e atingem diretamente a maioria da população que fica cada vez mais distante do ensino público gratuito e de qualidade.

A Adunifesp-SSind reforça seu apoio e solidariedade às universidades paulistas no sentido de unificar a luta contra o desmonte da educação pública.

Adunifesp-SSind

Declaramos apoio às mobilizações e repúdio à intervenção militar

Nós, docentes da Universidade Federal de São Paulo reunidos em Assembleia Geral em 28 de maio de 2018, nos solidarizamos e apoiamos as mobilizações em curso no país neste grave momento. Apoiamos a luta contra os exorbitantes preços dos combustíveis (e gás de cozinha) levada pela greve dos caminhoneiros e agora pela greve dos petroleiros – que defendem também retomar a produção nacional de petróleo e derivados contra o sucateamento e a privatização da Petrobras pretendidos pelo golpe. Apoiamos a luta de nossos colegas docentes e técnicos das universidades estaduais paulistas e a dos professores da rede privada (Simpro) em greve pela Educação e por salários dignos.

Repudiamos o ilegítimo governo Temer pelos cortes adicionais de verbas (algo entre 3,3 a 9.5 bilhões de reais) no orçamento decorrentes de seu acordo sobre o diesel. Não bastasse o criminoso corte/congelamento de verbas da Saúde e Educação em vigor com a EC-95 de Temer, tais novos cortes agora provocarão o agravamento da atual crise nas Universidades públicas. Repudiamos também a medida tomada por Temer de “Garantia da Lei e da Ordem” – que convoca, novamente (após a intervenção militar no Rio) o Exército às ruas para reprimir os movimentos sociais.

Docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral em 28 de maio de 2018

 

Não à suspensão das concessões de licenças para que técnicos e docentes possam tratar de interesses particulares

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind) e o Sindicato dos Trabalhadores da Unifesp (Sintunifesp) vêm a público manifestar seu posicionamento contrário à suspensão das concessões de licenças para tratar de interesses particulares dos técnicos e docentes da Universidade Federal de São Paulo, suspensão esta comunicada através da Pró-reitoria de Gestão com Pessoas no dia 24 de abril. Trata-se de licenças não remuneradas de até três anos que os servidores têm direito de utilizar em períodos escolhidos de sua carreira.

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Docentes da Unifesp reunidos em AG: repúdio à prisão de Lula e em defesa da Democracia!

Os docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral no dia 10 de abril de 2018 vem a público declarar seu repúdio à prisão do ex-presidente Lula – condenado sem provas materiais, sem direito à ampla defesa, preso antes do trânsito em julgado –, um ato político inconstitucional, parte de um programa que afronta a democracia nacional. Exigindo assim sua libertação em nome da defesa de nossas instituições democráticas.

A prisão do ex-presidente Lula foi um desdobramento do golpe contra a democracia brasileira, que teve início com impeachment da presidenta Dilma e segue pela implementação de um programa político derrotado nas urnas, de desmonte dos serviços sociais como saúde e educação públicas. Um processo autoritário que em meio a uma crise econômica e social só acirra a disputa de classes, alimenta os discursos de ódio e afronta as conquistas democráticas.

Os docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral reforçam a luta contra este estado de exceção e a resistência do movimento Lula Livre em defesa de nossa democracia. Convoca assim a comunidade universitária a formar comitês pela democracia e em defesa da universidade pública.

Docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral em 10 de abril de 2018

Solidariedade aos estudantes na luta contra os cortes

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público declarar que considera a política e os recursos de assistência e permanência estudantil uma prioridade na organização da educação pública superior. Os brutais cortes em tal rubrica, se continuarem com a fúria que o governo pretende impor, redundarão em evasão em massa de alunos, ameaçando nossos cursos de graduação e mesmo de pós-graduação. Realidade que, infelizmente, chegou à Unifesp penalizando os estudantes que mais necessitam de apoio para continuar tendo acesso ao ensino de nível superior. Nesse sentido, somos solidários ao movimento dos estudantes em defesa de suas bolsas e na luta contra os cortes de verbas às assistência e permanência estudantis. Deixando claro a necessidade: 1) de luta unitária contra o governo golpista e o MEC,  principais responsáveis pelos cortes e desmonte da educação superior pública; 2) da Reitoria da Unifesp abrir ao máximo os canais de diálogos com os estudantes antes de executar medidas que afetam diretamente a assistência e a permanência estudantis.
Diretoria da Adunifesp-SSind

Adunifesp-SSind condena manifestação homofóbica ocorrida no campus SJC da Unifesp

No final de fevereiro deste ano, no campus de São José dos Campos da Unifesp, a docente  e diretora da Adunifesp-SSind Luciana Ferreira teve símbolo LGBT, afixado na porta de sua sala há dois anos, rasgado em clara manifestação homofóbica. Uma violência às liberdades individuais e uma agressão ao direito social de tratamento igual e humano a todos e todas. Configurando assédio moral e homofóbico à docente e uma afronta a comunidade LGBT.

Mais um traço do contexto político social que vivemos, em que se afloram publicamente comportamentos preconceituosos e violentos, ameaçando as conquistas democráticas, o próprio Estado Democrático de Direito e suas garantias às liberdades individuais e aos direitos humanos.

A Associação dos Docentes da Unifesp repudia essa manifestação homofóbica, declara apoio à prof. Dr. Luciana Ferreira e estende sua solidariedade ao movimento LGBT!

Adunifesp-SSind

Moção pela nomeação imediata do Prof. Dr. Dácio Matheus como reitor da UFABC

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público declarar seu apoio à comunidade acadêmica da Universidade Federal do ABC solicitando a nomeação imediata de seu reitor eleito democraticamente. O Prof. Dr. Dácio Matheus recebeu ampla maioria de votos do colégio eleitoral (24 votos, enquanto os demais candidatos, prof. dr. José Alex Sant’anna e prof. dr. Ronei Miotto receberam apenas um voto cada). Votação que respeitou o resultado da consulta pública às três categorias – estudantes, técnicos-administrativos e docentes, em que o prof. também recebeu a maioria absoluta dos votos. O prof. dr. Dácio Matheus foi indicado como reitor da UFABC, primeiro nome da lista tríplice, mas ainda não foi nomeado pelo Ministério da Educação e Presidência da República ao cargo.

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Nota de solidariedade ao prof. Dr. Elisaldo Carlini

A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) presta total solidariedade a nosso colega, professor emérito da Unifesp Elisaldo Carlini, que está sendo alvo de mais um ataque judicializante e criminalizante à Universidade Pública e à pesquisa científica no Brasil. O professor foi intimado a depor à polícia de São Paulo nesta quarta-feira (21), sob a inaceitável acusação “de fazer apologia ao crime” devido à sua pesquisa.

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Nota de repúdio à extinção de 60 mil cargos públicos

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo ( Adunifesp-SSind) vem a público manifestar seu repúdio à extinção de mais de 60 mil cargos do serviço público pelo Decreto nº 9262/18, promulgado pelo governo em janeiro de 2018. O decreto extingue 60.923 cargos públicos, aquelas vagas não ocupadas serão extintas imediatamente e as que vierem a vagar não serão repostas, e ainda veda a abertura de novos concursos públicos para outros 58 cargos entre eles os de técnicos-administrativos em educação (TAE) das Instituições Federais de Ensino (IFE). Medida que afeta o serviço público de maneira geral com significativa diminuição de pessoal responsável pela oferta dos serviços públicos e especificamente a educação pública uma vez que, imediatamente, foram extintos cerca de 4 mil cargos de TAE das IFE e 70 cargos de professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). É mais uma ataque frontal aos serviços públicos, que acaba por afetar toda a população dependente de sua oferta.

Adunifesp-SSind

Nota de repúdio às alterações nos planos de saúde dos servidores públicos federais

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público manifestar seu repúdio às alterações realizadas pelo governo nas regras do sistema de saúde dos servidores públicos federais. A nova portaria editada no dia 18 de janeiro de 2018 estabelece novas diretrizes e parâmetros para o custeio das empresas estatais federais sobre benefícios de assistência à saúde aos empregados, todas elas retirando os direitos conquistados pelos trabalhadores: 1) novos servidores públicos concursados não terão mais direito ao plano de saúde; 2) os servidores na ativa terão que se adaptar às novas regras dentro do período de quatro anos; 3) entre os dependentes só poderão permanecer os filhos e companheiros conjugais, os pais terão que ser definitivamente excluídos; 4) o governo passará a arcar com 50% dos custos (atualmente o governo arca com cerca de 75% dos custos); 5) serão proibidos acordos coletivos de trabalho em relação aos planos de saúde. É mais um ataque aos servidores públicos que deve ser repudiado e combatido!

Adunifesp-SSind