Arquivo da categoria: Notas e Moções

Medida Provisória 849/18 tenta adiar para 2020 a 3ª e última parcela do nosso “reajuste” salarial previsto para agosto/2019


O governo publicou no sábado, dia 01 de setembro de 2018, a Medida Provisória 849/18, que tenta adiar para 2020 as mudanças nas tabelas remuneratórias de 2019 dos Servidores Públicos Federais (SPF) do Poder Executivo, e, portanto, afetará os docentes federais.

Em termos práticos, essa medida provisória é uma tentativa de adiar para o ano de 2020 a 3ª e última parcela do nosso “reajuste” salarial previsto para agosto/2019, conforme a Lei 13.325/2016.

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Incêndio no Museu Nacional: uma tragédia anunciada pelo descaso do atual governo com a cultura, educação e ciência

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público manifestar sua indignação com a irreparável perda para educação e ciência ocasionada pelo trágico incêndio do Museu Nacional. Referência internacional em pesquisa em ciências humanas e naturais o Museu Nacional no Rio de Janeiro, fundado em 1808, pertencente a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) teve seu acervo consumido pelas chamas numa tragédia anunciada pelas condições de financiamento da educação, cultura e serviços públicos nacionais, política do atual governo que deixou a UFRJ e o Museu Nacional com orçamento completamente insuficiente para sua manutenção e cuidado.

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A Unifesp é uma só: pública, gratuita, democrática e de excelência

Nos últimos anos as universidades públicas, especialmente as federais, vêm sofrendo com os cortes das verbas que inviabilizam o seu bom funcionamento. Da parte do governo federal, proponente da Emenda Constitucional 95, aquela que congela os investimentos públicos durante 20 anos, o objetivo tem sido fragilizar para justificar a privatização, com a consequente penalização de servidores a ponto de o pedido de aposentadoria e exoneração se tornar interessante individualmente. Paradoxalmente, todos os rankings nacionais e internacionais mostram repetidamente que o ensino e a pesquisa de excelência em nosso país são realizados pelas instituições públicas, dentre as quais a UNIFESP destaca-se como a quarta melhor da América Latina e a primeira universidade federal do Brasil.

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Contratação de Professor Visitante

Nova resolução sobre contratação de professor visitante: ainda coloca em risco a autonomia dos campi e departamentos

A nova proposta de resolução sobre a política e normas de contratação de professor visitante na Unifesp apresentada e não votada na última reunião do Conselho Universitário da Unifesp – CONSU, no dia 08 de agosto de 2018, ainda mantém a centralização do processo na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (ProPGPq), colocando em risco a autonomia dos campi e departamentos.

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Na UFABC, mais um ataque à democracia e à autonomia universitária

Colegas docentes da Universidade Federal do ABC foram abordados por Comissão de Sindicância que investigaria “denúncia anônima” sobre lançamento de um livro. A comissão enviou um questionário de perguntas assediando os colegas num clima de perseguição política inaceitável.

Nesses tempos de Golpe, isso é “mais uma ameaça à liberdade acadêmica e aos direitos políticos, uma demonstração dos riscos de perseguição política e assédio moral envolvidos no denuncismo acobertado pelo anonimato”.

A Adunifesp solidariza-se aos docentes assediados e soma-se aos colegas da ADUFABC que protestam contra tal medida.

Abaixo, a carta da diretoria da ADUFABC à reitoria da universidade.

“Carta pública da diretoria da ADUFABC à reitoria da UFABC

São Bernardo do Campo, 24 de julho de 2018

Ao Reitor Dácio Roberto Matheus,

A diretoria da Associação de Docentes da Universidade Federal do ABC vem por meio desta carta pública solicitar, com a máxima urgência, uma reunião para tratar das implicações decorrentes da Comissão de Sindicância Investigativa nº 23006.001375/2018-70.

Essa comissão tem origem em denúncia anônima encaminhada à Corregedoria da UFABC, acerca do lançamento do livro “A verdade vencerá”, evento realizado dia 18 de abril de 2018, no auditório 5 do bloco Beta do campus São Bernardo do Campo.

Três professores, todos filiados a esta Associação, receberam através de seus correios eletrônicos correspondência em que se pede que respondam, preferencialmente até o dia 26 de julho, aos seguintes questionamentos:

1- O senhor participou da organização do evento A verdade vencerá,
realizado nas dependências da Fundação Universidade Federal do ABC?
2- É de seu conhecimento quais pessoas participaram da organização do evento A verdade vencerá, realizado nas dependências da Fundação Universidade Federal do ABC? Poderia dizer o nome de outros organizadores
3- Quais foram os objetivos da organização de tal evento?
4- A realização do evento foi autorizada por algum servidor? Se sim
por quais?
5- O uso do espaço da UFABC (sala, anfiteatro,etc.) foi autorizada por algum servidor? Se sim por quais?
6- Houve venda de livros durante o evento?
5- A venda de livros foi autorizada por algum servidor?
7-Durante o evento houve apologia ao crime?
8- Durante o evento ocorreram manifestações de apreço por parte de
servidores em horário de serviço a favor de Lula e partidos de
esquerda?
9- Durante o evento ocorreram manifestações de desapreço e contra o Presidente Temer e integrantes do poder judiciário-MP?

Mesmo se tratando de uma Comissão de Sindicância Investigativa, a ADUFABC considera que estamos diante de uma situação grave que extrapola os procedimentos burocráticos e administrativos, constituindo uma ameaça à liberdade acadêmica e aos direitos políticos constitucionais, uma demonstração dos riscos de perseguição política e assédio moral envolvidos no denuncismo acobertado pelo anonimato, sem falar no desperdício de recursos humanos e materiais.

Neste sentido, solicitamos à reitoria uma reunião em que pretendemos apresentar não apenas nossa posição a respeito, mas também demandar medidas que evitem esse tipo de situação.

Aproveitamos para informar que recomendamos a nossos afiliados que não respondam ao questionário; e que convocamos, para a próxima semana, um debate sobre o tema.

Cordialmente,

Maria Caramez Carlotto”

Adunifesp-SSind em apoio às Universidades Públicas Paulistas

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo – Adunifesp-SSind vem a público declarar o apoio às Universidades Públicas Paulistas na luta contra o desmonte dessa instituição social pelo irresponsável subfinanciamento do Governo do Estado. As universidades paulistas vem sofrendo um forte ataque a sua manutenção, por meio de um arrocho salarial e inexistência de plano de recuperação de perdas salariais, que já somam 12,56% na USP e Unicamp e 16,04% na Unesp (entre os servidores docentes e técnicos-administrativos). Além do congelamento de concursos, ausência de política de permanência estudantil e precarização das condições de trabalho.

Os ataques às Universidades do Estado de São Paulo somam-se a política nacional de desmonte da educação superior pública que com seu principal mecanismo, a Ementa Constitucional 95, congela as verbas para serviços como saúde e educação, desdobrando-se em ações que retiram os direitos dos trabalhadores, precarizam o trabalho, sucateiam sua estrutura e atingem diretamente a maioria da população que fica cada vez mais distante do ensino público gratuito e de qualidade.

A Adunifesp-SSind reforça seu apoio e solidariedade às universidades paulistas no sentido de unificar a luta contra o desmonte da educação pública.

Adunifesp-SSind

Declaramos apoio às mobilizações e repúdio à intervenção militar

Nós, docentes da Universidade Federal de São Paulo reunidos em Assembleia Geral em 28 de maio de 2018, nos solidarizamos e apoiamos as mobilizações em curso no país neste grave momento. Apoiamos a luta contra os exorbitantes preços dos combustíveis (e gás de cozinha) levada pela greve dos caminhoneiros e agora pela greve dos petroleiros – que defendem também retomar a produção nacional de petróleo e derivados contra o sucateamento e a privatização da Petrobras pretendidos pelo golpe. Apoiamos a luta de nossos colegas docentes e técnicos das universidades estaduais paulistas e a dos professores da rede privada (Simpro) em greve pela Educação e por salários dignos.

Repudiamos o ilegítimo governo Temer pelos cortes adicionais de verbas (algo entre 3,3 a 9.5 bilhões de reais) no orçamento decorrentes de seu acordo sobre o diesel. Não bastasse o criminoso corte/congelamento de verbas da Saúde e Educação em vigor com a EC-95 de Temer, tais novos cortes agora provocarão o agravamento da atual crise nas Universidades públicas. Repudiamos também a medida tomada por Temer de “Garantia da Lei e da Ordem” – que convoca, novamente (após a intervenção militar no Rio) o Exército às ruas para reprimir os movimentos sociais.

Docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral em 28 de maio de 2018

 

Não à suspensão das concessões de licenças para que técnicos e docentes possam tratar de interesses particulares

A Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp-SSind) e o Sindicato dos Trabalhadores da Unifesp (Sintunifesp) vêm a público manifestar seu posicionamento contrário à suspensão das concessões de licenças para tratar de interesses particulares dos técnicos e docentes da Universidade Federal de São Paulo, suspensão esta comunicada através da Pró-reitoria de Gestão com Pessoas no dia 24 de abril. Trata-se de licenças não remuneradas de até três anos que os servidores têm direito de utilizar em períodos escolhidos de sua carreira.

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Docentes da Unifesp reunidos em AG: repúdio à prisão de Lula e em defesa da Democracia!

Os docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral no dia 10 de abril de 2018 vem a público declarar seu repúdio à prisão do ex-presidente Lula – condenado sem provas materiais, sem direito à ampla defesa, preso antes do trânsito em julgado –, um ato político inconstitucional, parte de um programa que afronta a democracia nacional. Exigindo assim sua libertação em nome da defesa de nossas instituições democráticas.

A prisão do ex-presidente Lula foi um desdobramento do golpe contra a democracia brasileira, que teve início com impeachment da presidenta Dilma e segue pela implementação de um programa político derrotado nas urnas, de desmonte dos serviços sociais como saúde e educação públicas. Um processo autoritário que em meio a uma crise econômica e social só acirra a disputa de classes, alimenta os discursos de ódio e afronta as conquistas democráticas.

Os docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral reforçam a luta contra este estado de exceção e a resistência do movimento Lula Livre em defesa de nossa democracia. Convoca assim a comunidade universitária a formar comitês pela democracia e em defesa da universidade pública.

Docentes da Unifesp reunidos em Assembleia Geral em 10 de abril de 2018

Solidariedade aos estudantes na luta contra os cortes

A Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo (Adunifesp-SSind) vem a público declarar que considera a política e os recursos de assistência e permanência estudantil uma prioridade na organização da educação pública superior. Os brutais cortes em tal rubrica, se continuarem com a fúria que o governo pretende impor, redundarão em evasão em massa de alunos, ameaçando nossos cursos de graduação e mesmo de pós-graduação. Realidade que, infelizmente, chegou à Unifesp penalizando os estudantes que mais necessitam de apoio para continuar tendo acesso ao ensino de nível superior. Nesse sentido, somos solidários ao movimento dos estudantes em defesa de suas bolsas e na luta contra os cortes de verbas às assistência e permanência estudantis. Deixando claro a necessidade: 1) de luta unitária contra o governo golpista e o MEC,  principais responsáveis pelos cortes e desmonte da educação superior pública; 2) da Reitoria da Unifesp abrir ao máximo os canais de diálogos com os estudantes antes de executar medidas que afetam diretamente a assistência e a permanência estudantis.
Diretoria da Adunifesp-SSind