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Nova gestão assume com responsabilidade de fortalecer Adunifesp após greve

Uma cerimônia breve, mas bastante representativa marcou a posse da nova diretoria da Adunifesp-SSind. A nova gestão comandará a entidade no biênio 2013-2015 e assume com a responsabilidade de fortalecer o movimento docente após a longa greve que marcou as universidades federais em 2012. As reivindicações principais da paralisação, como a reestruturação da carreira, não foram conquistadas, mas o movimento docente mostrou sua capacidade de organização e mobilização em todo país. A cerimônia ocorreu na última segunda-feira, 27, no anfiteatro Leitão da Cunha, do campus São Paulo.

A professora Virginia Junqueira, agora vice-presidente, iniciou a cerimônia fazendo uma breve avaliação da diretoria que finda. Ela lembrou que foi a primeira docente dos novos campi a presidir a Adunifesp e disse que a gestão foi marcada por mudanças nas relações de poder dentro da Instituição, com a afirmação dos destes campi da universidade.

“Até 2012, ano da greve, os seis campi ainda se conheciam pouco. Este movimento fez com que pudéssemos nos conhecer melhor e conhecer esta nova condição da Unifesp. A diretoria que assume é fruto deste movimento, que se articulou durante a greve, quando nos ‘apropriamos’ desta nova Unifesp”, afirmou.

O novo presidente da Adunifesp e docente do campus de Diadema, Raul Bonne Hernandez, baseou seu discurso de posse nos principais desafios da gestão. O professor iniciou afirmando a importância de ampliar e aprofundar o debate político da indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão para a concretização da educação superior pública.

Raul destacou também a necessidade de ampliar a relação do sindicato com a categoria, buscando associações principalmente entre os novos docentes. Além disso, ele afirmou a necessidade de criar mais mecanismos para unificar os setores da universidade e de integração entre os diferentes campi. “A greve foi um primeiro ‘exercício’, mas é preciso ampliar este movimento”, disse.

A diretora do ANDES-SN e professora da Unifesp, Ana Maria Estevão, saudou a nova gestão e lembrou que o Sindicato Nacional lançou em seu último congresso uma campanha de filiação para atrair novos docentes às Seções Sindicais. O congresso – realizado no final de março no Rio de Janeiro – foi o segundo mais representativo da história do ANDES-SN e contou com uma grande presença de novos professores.

A reitora Soraya Smaili fez uma saudação especial à nova gestão. A reitora disse sentir muito orgulho de ter sido presidente da Adunifesp entre 2001 e 2003 e diretora em outras gestões, lembrando ter sido fundamental em sua formação. Ela resgatou a trajetória da entidade, que em breve completará 40 anos, e a importância de seus dirigentes na construção de uma Unifesp pública, autônoma, democrática, laica e socialmente referenciada. “A Adunifesp certamente terá um papel protagonista no atual momento da Unifesp”, afirmou.

A cerimônia ainda contou com as saudações da diretora do Sintunifesp, Socorro Limeira; da vice-diretora do campus Guarulhos, Marineide Gomes; do diretor do campus Osasco, Murilo Leal; e da representante da Adusp, Lighia Matsushigue. Além disso, alguns Pró-Reitores da Unifesp também marcaram presença e os novos diretores da Adunifesp foram devidamente apresentados. A nova gestão da entidade, “Autonomia e Democracia”, foi eleita nos dias 25, 26 e 29 de abril.

Conselho de Entidades da Unifesp organiza debate e plebiscito sobre a EBSERH

Diversas entidades e movimentos sociais das áreas de saúde e educação realizam desde 3 de abril um Plebiscito Nacional sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). O Conselho de Entidades promove a atividade na Unifesp e no Hospital São Paulo. Um debate sobre o tema acontecerá no dia 11 de abril, quinta-feira, às 12 horas, no auditório Jandira Masur, campus São Paulo. As urnas ficarão abertas entre os dias 11 e 15 deste mês. Os locais de votação serão o térreo do Hospital São Paulo e as sedes da Adunifesp e do Situnifesp. Confira abaixo o panfleto do Conselho de Entidades e os materiais do Plebiscito aqui.

PARTICIPE DO PLEBISCITO NACIONAL SOBRE A EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH)

A saúde é direito de todos e um dever do Estado. Com muita luta a sociedade brasileira conseguiu aprovar na Constituição Federal o Sistema Único de Saúde (SUS). Contudo ainda não foi conquistada a efetiva implementação de um SUS que garanta o pleno acesso a uma saúde 100% pública, gratuita, universal e de qualidade.

Os Hospitais Universitários (HUs) são fundamentais para a formação com qualidade dos profissionais da saúde, sendo também responsáveis por grande parte do atendimento do SUS. Estes mesmos hospitais tem sofrido um processo continuado de precarização das relações de trabalho e a falta de financiamento público. O governo federal diante da crise instalada nos HUs aponta como solução a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) vinculada ao MEC para administrar esses hospitais. Acontece que tal iniciativa intensificará ainda mais o processo de privatização nos HUs, implementando uma lógica produtivista e de mercado em sua administração.

Reagindo a tal proposta do governo, diversas entidades e movimentos sociais decidiram mobilizar as universidades federais e a população usuária do SUS para expressar sua opinião sobre a questão. Entre os dias 2 e 15 de abril, todas e todos poderão participar de um Plebiscito Nacional a respeito da adesão dos HUs à EBSERH.

O plebiscito reúne diversos setores das áreas de saúde e educação críticos à EBSERH como ANDES-SN, Fasubra, seis executivas de curso, Fenasps e Frente Nacional Contra a Privatização do SUS. A iniciativa na Unifesp é do Conselho de Entidades, que organizará as urnas e um debate sobre o tema no dia 11 de abril, às 12 horas, no anfiteatro Jandira Masur, campus São Paulo.

Plebiscito Nacional sobre a EBSERH: 2 a 15 de abril nas Ifes e seus HUs
Conselho de Entidades (Adunifesp, APG, DCE e Sintunifesp)

ANDES-SN apresenta Campanha de Filiação 2013 e nova logomarca

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Durante a abertura do 32º Congresso, o ANDES-SN apresentou uma nova campanha de comunicação para ampliação das filiações. Com o mote “formiga”, a campanha convida cada um a construir o Sindicato da categoria. Uma nova logomarca para o Sindicato, mais limpa e moderna, também foi apresentada, integrando de maneira mais clara a filiação à CSP-Conlutas.

De acordo com o 1º vice-presidente da entidade, Luiz Henrique Schuch, a campanha levará nove meses, com envio gradual de materiais que podem ser reproduzidos ou adaptados, localmente, pela seções sindicais.

“As experiências de luta mais recentes reascenderam entre os professores a percepção de sua identidade enquanto categoria, para defender a universidade pública reforçando o sentido de sua participação no sindicato, o ANDES-SN”, explica Schuch.

Segundo ele, é nesse movimento que se insere a campanha de sindicalização de 2013, que e tem como público alvo o conjunto dos professores das Instituições de Ensino Superior. “Buscamos uma linguagem leve e direta, sem secundarizar o conteúdo. É um chamamento à participação com protagonismo e democrático”, completa.

O 1º vice-presidente do ANDES-SN lembra que será necessária um grande engajamento das seções sindicais para o sucesso da campanha. “Como é uma campanha gradual, é necessário que todas as seções sindicais abracem a ideia e participem ativamente, dando ampla divulgação às peças que serão distribuídas”, comenta. Ele ressaltou a necessidade de que a campanha siga nacionalmente a mesma cadência para ter maior eficácia.

Junto com o material da campanha será enviado um roteiro para aplicação da mesma.

* Com colaboração de Elisa Monteiro (Adufrj – SSind).

Fonte: ANDES-SN

Ato pela valorização da educação pública em São Paulo reúne universidades federais em greve

Após quase um mês de greve docente nas instituições federais de ensino superior, no último dia 12 finalmente o governo recebeu o ANDES-SN e representantes da categoria para iniciar um processo de negociação. A paralisação nacional começou no dia 17 de maio e já foi deflagrada em mais de 50 das 59 universidades federais do país. Como forma de demonstrar a mobilização nas universidades federais, docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos realizaram manifestações em diversas cidades do país, inclusive em Brasília, em frente ao Ministério do Planejamento.

Em São Paulo, um ato pela valorização da educação pública unificou representantes da Unifesp, UFABC e UFSCAR. Cerca de 800 pessoas se concentraram em frente à Bolsa de Valores da capital paulista e caminharam até o Pátio do Colégio, marco inicial da cidade. Lá os docentes da Unifesp realizaram uma rápida assembleia que referendou a continuidade da greve docente. Os estudantes também estão parados em cinco dos seis campi da Instituição e os servidores técnico-administrativos aprovaram em assembleia realizada esta semana a entrada na greve.

Os representantes do Ministério do Planejamento iniciaram a reunião pedindo a interrupção da greve por 20 dias, para que pudessem preparar uma proposta de reestruturação da carreira aos docentes. Tal proposta foi terminantemente refutada e ficou acertado que no próximo encontro, no dia 19 de junho, o governo iria apresentar um esboço de um novo plano de carreira, a partir do que já foi debatido no Grupo de Trabalho sobre o tema e com uma possibilidade de utilizar como parâmetro o plano de carreira do pessoal do Ministério da Ciência e Tecnologia. O governo não quis se comprometer se o piso e o teto serão os mesmos dos servidores daquele ministério.

Nos últimos dias, assembleias nos campi reafirmaram a greve docente na Unifesp. A próxima assembleia geral acontecerá no dia 22 de junho, uma sexta-feira, três dias após a reunião entre o ANDES-SN e o Ministério do Planejamento. Além disso, plenárias locais acontecem nos campi nos dias 20 e 21 de junho para avaliar os resultados da negociação. Ainda na segunda-feira, dia 18 de junho, a Adunifesp realiza uma palestra sobre financiamento da educação pública com o professor José Marcelino Rezende Pinto, da USP de Ribeirão Preto. O debate acontece no teatro Marcos Lindenberg, do campus São Paulo, das 14 às 17 horas.

Confira as fotos do ato em São Paulo aqui.

Calendário da greve:

– Segunda-feira (18), das 14 às 17 horas, no teatro Marcos Lindemberg, do campus São Paulo
Palestra sobre financiamento da educação com o professor da USP, José Marcelino Rezende Pinto

– Terça-feira (19), às 11 horas, na sede da Adunifesp-SSind.
Reunião do Comando de Greve Unificado da Unifesp

– Quarta-feira (20), às 12 horas, local à confirmar
Assembleia Comunitária de São Paulo para apresentação da pauta local de reivindicações aos diretores do campus

– Quarta e Quinta-feira (20 e 21)
Assembleias locais dos docentes nos campi da Unifesp

– Sexta-feira (22), às 11 horas, Anfiteatro A, do campus São Paulo
Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp

Comunidade Unifesp realiza ato em defesa da educação pública nesta segunda (28)

Docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos de toda a Unifesp realizarão um ato nesta segunda-feira, às 12h, no vão-livre do MASP pela valorização da educação pública. A manifestação na avenida Paulista busca sensibilizar a população para a greve nacional dos docentes das universidades federais. A paralisação já atinge 47 dos 59 institutos e universidades federais e tem como principal reivindicação a valorização da carreira da categoria, comparativamente, uma das mais desprestigiadas dentro do serviço público federal.

Na Unifesp, todos os campi estão parados. Os docentes de Diadema iniciaram a greve já no dia 17 de maio, junto com a deflagração do movimento nacional, e outros quatro campi – Baixada Santista, São Paulo, Osasco e São José dos Campos – paralisaram suas atividades acadêmicas a partir do dia 23. No último dia 25, os professores de Guarulhos também aderiram à greve.

Após a deflagração do movimento docente, os discentes da Unifesp também se mobilizaram. Os estudantes de Diadema estão em greve e os de São Paulo aprovaram um indicativo de paralisação a partir do dia 29 de maio. O campus Guarulhos já vive uma greve estudantil há quase dois meses, reivindicando melhores condições de educação e políticas de acesso e permanência. Os alunos dos demais campi realizam assembleias nos próximos dias e também podem aderir à mobilização.

Os servidores técnico-administrativos das universidades federais também debatem entrar em greve nas próximas semanas, o que transformaria a mobilização atual na primeira greve geral nas instituições federais de ensino superior em mais de uma década.

Até o momento o governo federal não tem se mostrado disposto a abrir o diálogo com os professores em greve. Nesta segunda-feira (28), seria realizada uma reunião do Grupo de Trabalho que negocia a reestruturação da carreira dos professores federais, mas a mesma acabou desmarcada de última hora e sem nenhuma justificativa.

Manifestação da comunidade Unifesp pela valorização da educação pública
Quando: segunda-feira, 28 de maio, a partir das 12 horas
Onde: concentração no vão-livre do MASP, na avenida Paulista

Após deflagração da greve, docentes da Unifesp realizam assembleias nos campi

Uma assembleia histórica deflagrou a primeira greve docente a atingir praticamente todos os campi da Unifesp. A plenária realizada na última terça-feira (22), contou com mais de 200 professores – pelo menos 196 assinaram a lista de presença – e não houve nenhum voto contrário à paralisação das atividades acadêmicas. Desta forma, a Unifesp junta-se à greve nacional deflagrada pelo ANDES-SN e que já atinge 45 das 59 universidades e institutos federais. A pauta central da mobilização é a valorização da carreira docente.

Na Unifesp, apenas os docentes de Guarulhos se abstiveram na assembleia geral devido à situação particular do campus, que enfrenta uma greve estudantil há quase dois meses reivindicando melhores condições de educação e políticas de acesso e permanência. Os estudantes de Diadema também iniciaram uma greve após a paralisação docente. Já em São Paulo, os alunos aprovaram em assembleia, nesta quinta-feira (24), apoio aos professores e indicativo de greve a partir do dia 29 de maio; os de Osasco, por sua vez, realizam uma assembleia local ainda hoje. Os servidores técnico-administrativos das universidades federais também discutem iniciar uma greve nacional.

Na próxima terça-feira (29), outra Assembleia Geral, no anfiteatro A do campus São Paulo, às 10 horas, debaterá o futuro da greve, analisando os resultados da negociação do dia anterior, quando acontece uma reunião do Grupo de Trabalho sobre a reestruturação da carreira, com a presença de representantes dos docentes e do governo federal. A comunidade Unifesp estuda realizar na próxima semana um ato público no vão-livre do MASP, na avenida Paulista, para dialogar com a população as reivindicações da greve. Assim que confirmada a manifestação, divulgaremos os detalhes.

As fotos da assembleia geral que deflagrou a greve podem ser conferidas aqui.

Confira abaixo os relatos das assembleias locais dos docentes dos campi de São Paulo, Baixada Santista, São José dos Campos e Osasco, realizadas nesta quarta-feira (23). Os professores de Guarulhos e Diadema devem se reunir em seus respectivos campi nesta sexta-feira (25), às 10 horas.

Campus São Paulo

A Assembleia Geral da UNIFESP ocorrida no campus São Paulo no dia 22 de maio, contou com a presença de mais de 200 docentes de todos os campi e aprovou, quase por unanimidade, a deflagração da greve a partir de hoje dia 23/05/2012.

Nesta quarta feira (23), os docentes do Campus São Paulo – Vila Clementino reunidos em Assembleia ocorrida no Anfiteatro A, discutiram as formas de paralisação a serem implantadas levando em consideração as particularidades das atividades do Campus. Foram aprovadas por unanimidade as seguintes medidas:

1) Paralisação das atividades didáticas de graduação e pós-graduação;
2) Paralisação de marcação de novas defesas de teses, cursos, workshops, etc. Podendo ser  mantidas as atividades já agendadas devido aos gastos e passagens já compradas e outros gastos efetuados (bancas de teses, concursos, PIBIC, etc);
3) Manutenção das atividades práticas de pesquisa com prazos previamente estabelecidos;
4) Manutenção das reuniões dos Conselhos Centrais e suspensão das reuniões de colegiados não emergenciais.

Ficou indicada uma nova Assembleia Geral da Unifesp, a ser realizada no campus São Paulo, Anfiteatro A, no dia 29 de maio, às 12 horas.

Os docentes presentes à Assembleia sugerem que antes a reunião do Comando Local de Greve tenha início na sexta-feira, 25 de Maio, às 12 horas para que de tempo de realizarmos as atividades preparatórias da próxima semana nos diferentes Campi e decidir sobre o ato (se haverá tempo hábil ou não) indicado para o dia 28 de Maio.

Os estudantes presentes à Assembleia se manifestaram e pediram aos docentes que comparecessem para informes na Assembleia Geral dos estudantes do campus São Paulo, a se realizar nesta quinta-feira (24), às 14 horas no Anfiteatro Boris Casoy, sendo que uma comissão decidiu pela ida à referida atividade.

O comando local de greve manterá a comunidade informada sobre o andamento das atividades relacionadas à greve.

Campus Baixada Santista

Em Assembleia Geral dos docentes da Unifesp no dia 22 de maio, convocada pela Adunifesp, foi deflagrada greve geral a partir de 23 de maio de 2012.

Nós, professores da UNIFESP – Baixada Santista, reunidos em assembleia no dia 23 de maio deliberamos:

1) que estão suspensas todas as atividades docentes, ou seja, aulas da graduação e pós-graduação, atividades de ensino, pesquisa e extensão;
2) serão mantidas as atividades docentes administrativas, das chefias de departamentos relacionadas a direitos trabalhistas (por exemplo: férias, licenças médicas e maternidade, entre outras)
3) a necessidade de abertura de negociação com as pró-reitorias de graduação, extensão e de assuntos estudantis, para suspensão dos prazos de entrega de relatórios de bolsistas, bem como entrada de novos projetos (monitoria, PIBIC, PET, extensão, bolsa gestão), previstas para esta e a próxima semana. A posição da categoria é de envidar esforços para que os estudantes tanto da graduação e da pós-graduação não sejam punidos e prejudicados com cortes de bolsas. Nesse sentido solicitamos que sejam feitas as devidas gestões junto aos órgãos de fomento.
4) As atividades docentes que envolvem prestação de serviços à comunidade de qualquer tipo estão suspensas, sendo que os professores responsáveis se encarregarão de explicitar aos serviços e à população atendida os motivos e significado da greve nacional.

Campus São José dos Campos

A assembleia local contou com a participação de 31 docentes, ocorreu no dia 23 de maio, no anfiteatro do campus, e discutiu principalmente os três pontos abaixo:

1) Informes sobre as decisões tomadas na Assembleia Geral da Unifesp realizada ontem, dia 22/05;
2) Criação de um grupo de professores que serão o contato entre Comando de Greve local e o grupo de professores e alunos de nosso campus;
3) Discussão sobre ações e atividades a serem realizadas no período de greve. Nesse debate surgiram 4 ações que julgamos imediatas que ajudariam na divulgação de nossa adesão. As ações são:
3.1) Faixas nas dependências do mostrando para a comunidade que o campus está em greve;
3.2) Entrar em contato com meios de comunicação regionais para informar os motivos da greve. No entanto, não sei se podemos nos pronunciar sobre esse assunto, pois imagino que a Adunifesp tenha alguém que seja responsável pela divulgação de informações a imprensa;
3.3) Esclarecimento dos motivos da greve aos alunos, pois ainda não está claro para muitos e como fica a situação da reposição das aulas, visto que uma pequena parte dos professores ainda continua ministrando suas aulas;

3.4) Participar das mobilizações divulgadas pelo Comando de Greve e nesse quesito já aprovamos a participação na mobilização na segunda, dia 28/05, no MASP (uma vez que essa mobilização seja oficializada).

Campus Osasco

A Assembleia local dos docentes da Unifesp de Osasco contou com 13 dos 23 professores atualmente em exercício no campus. A plenária foi realizada no dia 23 de maio no auditório da unidade e deliberou a manutenção da greve e os seguintes encaminhamentos:

1) Participação na assembleia dos alunos a realizar-se no dia 24, às 17h30 no auditório, a fim de apresentar informes e esclarecimentos sobre a greve;
2) Elaboração de um texto sobre a adesão dos docentes de Osasco à greve para ser postado no site do jornalista Luís Nassif, onde uma aluna trabalha;
3) Participação na reunião do comando de greve na sexta feira às 15 horas;
4) Apresentação do nome da professora Patrícia Valéria, doutora em Ciências Contábeis, para participar da reunião da Diretoria da Adunifesp na segunda-feira, dia 28, às 12 horas, a fim de definir as formas de colaboração com a Adunifesp na discussão sobre o orçamento da Unifesp;
5) Participação da manifestação unificada no dia 28, no vão do MASP (se a mesma confirmar-se);
6) Participação da Assembleia Geral da Adunifesp na terça-feira às 10h00;
7) Realização de nova assembleia no campus na quarta-feira, dia 30, às 13h30.

Indicativo de greve é aprovado pela Assembleia Geral dos docentes da Unifesp

Uma Assembleia Geral dos docentes da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aprovou indicativo de greve nesta quarta-feira (16). A deliberação segue um movimento de paralisação nacional dos professores das Instituições Federais de Ensino Superior, convocado pelo ANDES-SN, o sindicato da categoria. Quase sessenta docentes dos diversos campi da Unifesp participaram da plenária, realizada em São Paulo. Nos próximos dias, os seis campi realizarão plenárias locais para debater a questão. Outra Assembleia Geral será realizada na próxima terça-feira (22), às 11h30, em São Paulo, para decidir sobre a deflagração da greve na Unifesp. Neste dia as atividades docentes estarão paralisadas.

O foco principal das mobilizações é a proposta do governo federal de reestruturação da carreira docente. Negociações entre entidades dos professores e representantes dos Ministérios do Planejamento e da Educação acontecem desde setembro de 2011 em um Grupo de Trabalho (GT) sobre o tema, mas o ANDES-SN avalia que não há avanços, já o governo manteve basicamente a sua proposta inicial, como mostra o relatório da reunião do GT desta terça-feira (15). “A proposta do governo é inaceitável e pode comprometer a qualidade da educação e o futuro da expansão das universidades federais”, critica a presidente da Adunifesp, Virgínia Junqueira. A próxima reunião do GT ocorre no dia 28 de maio.

Nos próximos dias, cinco campi da Unifesp irão realizar plenárias locais para debater o indicativo e a possível deflagração da greve. As assembleias acontecem quinta-feira (17) na Baixada Santista; sexta-feira (18) em São Paulo; e segunda-feira (21) em Osasco e São José dos Campos. Os docentes de Guarulhos farão uma reunião não deliberativa na terça-feira (22), às 10 horas, na sede da Adunifesp. Confira os horários ao final da matéria.

Já os docentes de Diadema devem decidir sobre a deflagração da greve em uma assembleia nesta quinta-feira (17). A paralisação havia sido deliberada em uma plenária local no dia 10 de maio, com a participação de quase cem professores. Assim, os docentes do campus podem se somar ainda hoje à greve nacional, inclusive como forma de mobilizar os colegas dos demais campi da Unifesp. Confira os horários ao final da matéria.

Nos últimos dias, mais de vinte instituições federais deflagaram greve e cerca de outras vinte aprovaram indicativo de paralisação (confira o quadro abaixo). A única universidade federal na qual os docentes aprovaram uma resolução contrária à greve foi a do Tocantins. O indicativo nacional foi aprovado pela ampla maioria dos representantes das Seções Sindicais presentes na última reunião do setor das federais dos ANDES-SN, ocorrida nos dias 11 e 12 de maio. O Ministério da educação já foi comunicado oficialmente sobre o início da greve nacional a partir do dia 17 de maio.

Calendário de Assembleias na Unifesp:
Campus Baixada Santista – Quinta-feira (17), às 10 horas

Campus Diadema – Quinta-feira (17), às 12 horas (Deflagração de greve)

Campus São Paulo – Sexta-feira (18), às 12 horas

Campus Osasco – Segunda-feira (21), às 11 horas

Campus São José dos Campos – Segunda-feira (21), às 17 horas

Campus Guarulhos – Terça-feira (22), às 10 horas (Reunião não deliberativa na Adunifesp)

Assembleia Geral dos Docentes da Unifesp – Terça-feira (22), às 12 horas, em São Paulo (Deflagração de greve)

Confira aqui as fotos da Assembleia Geral dos docentes da Unifesp

Balanço da greve nacional

Deflagração de greve aprovada: UFPR (Paraná), UFS (Sergipe) UFMA (Maranhão), UFPB (Paraíba), UFCG (Campina Grande-PB), UFAM (Amazonas), Univasf (Vale do São Francisco), UFU (Uberlândia-MG), UFRRJ (Rural do Rio de Janeiro), Unir (Rondônia), UFRPE (Rural de Pernambuco), UFPI (Piauí), Cefet-MG (Minas Gerais), UFLA (Lavras), UFES (Espírito Santos), UFOP (Ouro Preto), UFAL (Alagoas), UFPA (Pará), UFMT (Mato Grosso), UFJF (Juiz de Fora), UFV (Viçosa-MG), UNIFAP (Amapá)

Indicativo de greve já aprovado: Unifesp (São Paulo), UFF (Federal Fluminense), UFRJ (Rio de Janeiro), UFRR (Roraima), UFRA (Rural da Amazônia), Ufersa (Rural do Semi-Árido/Mossoró), UFPE (Pernambuco), CAC (Catalão), Unifei (Itajubá-MG), Unrei (São João Del-Rei-MG), Ufeid (Diamantina-MG), UTFPR (Tecnológica do Paraná), FURG (Rio Grande-RS), UNB (Brasília), Ufpel (Pelotas-RS), UFSM (Santa Maria-RS)

*Devido ao fato de muitas assembleias estarem ocorrendo simultaneamente esta semana, as informações estão sujeitas a mudanças e ainda não há um balanço nacional completo

Fórum dos Servidores Públicos Federais indica greve geral para junho

Em reunião nesta quarta-feira (2), o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (SPF) indicou a construção de uma greve geral do serviço público, com paralisação por tempo indeterminado a partir de 11 de junho, caso o governo não atenda à pauta unificada de reivindicação dos SPF. O ANDES-SN participa do Fórum junto com outras 29 entidades nacionais e três centrais sindicais.

A decisão é uma resposta dos servidores ao descaso do governo federal com a categoria, que segue há dois anos com os salários arrochados, sem recomposição inflacionária e muito menos aumento real. Além disso, os servidores vêm enfrentando a precarização das condições de trabalho e ataques aos direitos básicos, como a recente privatização da previdência, com a criação da Funpresp.

Na avaliação do Fórum, o governo continua sem apresentar nenhum avanço em relação aos eixos da campanha salarial de 2012, inclusive, tentando descaracterizar a mesa de negociação com o conjunto das entidades nacionais dos servidores. A conclusão vem da análise dos resultados da última reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento (SRT/MP), em 24 de abril.

Para o 2º tesoureiro do ANDES-SS, Almir Meneses, os servidores têm vários razões para ir à luta. “O fato é que o governo age de forma extremamente intransigente e não negocia, nem com as 29 entidades reunidas no Fórum, nem com as categorias em separado. Reuniões, ditas de negociações, repetem-se seja em relação à pauta geral dos servidores, seja em relação às pautas específicas, sem que o governo dê um único passo, por menor que seja, na direção de uma negociação de verdade”, criticou.

Nas reuniões com os SPF, a fala do secretário Sérgio Mendonça é sempre a mesma. “Ele apenas diz que não há o que discutir e que recuperação salarial para este ano é zero, havendo alguma possibilidade de reajuste para 2013, que só começará a ser discutida em junho. Diz, ainda, que agora é o momento de tratar das distorções de algumas categorias, porém, nas mesas específicas também não há negociação”, aponta Meneses.

O diretor do ANDES-SN argumenta que nas reuniões para tratar das questões específicas o governo não mostra nenhuma inflexão da sua proposta original, apenas diz que está estudando algumas possibilidades. “Em todas as reuniões sobre a carreira docente que o ANDES tem participado, os representantes do governo, apesar de concordarem com as argumentações sobre pontos específicos (como exemplo: a carreira única, um único cargo etc), ao final reafirmam a posição inicial, como se todo o debate tivesse apenas para manter as aparências de uma negociação”, constata.

Dia Nacional de Luta

A indignação dos servidores já foi expressa no último dia 25 de abril, quando os trabalhadores realizaram um dia nacional de paralisação e vários setores aderiram ao movimento paredista, em especial o setor da educação federal, com a suspensão das atividades tanto pelos docentes quanto pelos técnicos em diversas universidades e institutos federais em todo o país.

A reação unificada dos SPF, com perspectiva de greve geral, soma-se a outros processos já em curso como a paralisação de 48 horas entre os servidores das Universidades (9 e 10 de maio), 24 horas no judiciário federal (9 de maio), e indicativo de greve por tempo indeterminado indicado pelo Setor das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) do ANDES-SN, a partir do dia 17 de maio.

“Os servidores estão acompanhando todo o debate e a indignação cresce, como aumenta a certeza de que sem mobilização e luta não conseguiremos nada desse governo, por isso e importância dessa reunião do Fórum. Mostra que estamos caminhando juntos para o embate, que se mostra inevitável”, avalia Meneses.

Para ampliar a mobilização e fortalecer o movimento, as entidades nacionais devem orientar as entidades de base a consolidar a unidade de ações nos estados, reativando os fóruns estaduais.

Confira abaixo a agenda definida pelo Fórum:

16 de maio – Proposta de reunião com a SRT/MP para reapresentação da pauta;
17 de maio – Dia nacional de lutas com manifestações nos estados; 30 de maio – Prazo para o governo atender as reivindicações;
05 de junho – Caravanas à Brasília e Plenária Nacional Unificada dos Servidores Públicos;
11 de junho – Data indicativa para a greve geral no setor público federal, caso não haja atendimento das reivindicações.

Fonte: ANDES-SN

Setor das Ifes do ANDES-SN indica greve nas Federais a partir de 17 de maio

Indicativo de greve nacional dos docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de maio. Essa foi uma das deliberações da reunião do Setor das Ifes, realizada neste final de semana (21 e 22), que contou com a participação de quatro diretores nacionais e 48 representantes de 35 seções sindicais do ANDES-SN.

Tendo como referência a pauta da Campanha 2012 dos professores federais, aprovada no 31º Congresso do Sindicato Nacional e já protocolada junto aos órgãos do governo desde fevereiro, os docentes reivindicam a reestruturação da carreira – prevista no Acordo firmado em 2011 e descumprido pelo governo federa l-, a valorização do piso e incorporação das gratificações.

Os professores também querem a valorização e melhoria das condições de trabalho dos docentes nas Ifes. Foi definida uma agenda de atividades – confira abaixo.

Na próxima reunião entre o ANDES-SN e o governo, que acontece na quarta-feira (25), o Sindicato Nacional irá reiterar na mesa a indignação dos docentes pelo descumprimento do Acordo (no que diz respeito ao prazo conclusivo sobre a reestruturação de carreira) e em relação à postura intransigente, que os representantes do governo têm demonstrado, descaracterizando o processo de negociação.

Os representantes do setor das Ifes aprovaram ainda por unanimidade que o ANDES-SN exija do governo uma mudança de postura e agilidade no calendário.

O setor das Ifes indicou que seja realizada nova rodada de assembleias nas seções sindicais, entre 2 e 11 de maio, e volta a se reunir no dia 12, para deliberar sobre a deflagração da greve nacional dos docentes das Ifes.

Agenda:
– 1º maio: Atos do dia do Trabalhador;
– 2 a 11 de maio: rodada nacional de assembleias gerais, para deliberar sobre o indicativo de greve nacional dos docentes das Ifes, por tempo indeterminado, a partir do dia 17 de maio;
– 12 de maio: reunião do setor das Ifes em Brasília, para deliberar sobre a deflagração da greve nacional;
– 14 e 15 de maio: rodada nacional de assembleias gerais (AG), para deflagração da greve em cada instituição, incluindo na pauta: a transformação daquela AG em AG permanente de greve; instalação do comando local de greve; definir o protocolo de comunicação de entrada em greve na respectiva Ifes; indicação do representante no Comando Nacional de Greve;
– 17 de maio: deflagração da greve nacional dos docentes das IFES.

Fonte: ANDES-SN